<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563</id><updated>2011-10-10T15:08:32.315-07:00</updated><title type='text'>Juramento digital</title><subtitle type='html'>"Tantas palavras e frases quantas são as situações e interesses da vida"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>78</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4513743974948237239</id><published>2011-10-03T14:17:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T14:23:42.674-07:00</updated><title type='text'>Castlevania: luz e sombra</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;O  ser humano é, antes de tudo, dual. Dual em sua simplicidade, dual em suas  múltiplas facetas. Qualquer aspecto do humano, social, psicológico, histórico,  político, artístico, seja qual for, revela em de si alguma dualidade. Um  sub-aspecto de um traço do humano sempre terá, em determinado momento, seu  oposto contraditório se manifestando. Temos, assim, situação e oposição na  política, luz e sombra na pintura, a dialética histórica, o dualismo psicofísico  das visões transcendentais, e por ai vai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;O  fato de termos conflitos em nós, qualquer que seja sua natureza, remete ao fato  que estamos sempre em luta com nosso interior e conseqüentemente, com o mundo  que nos rodeia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Psicologicamente,  podemos inferir que há um lado obscuro em nós que custamos querer enxergar. É,  segundo a Psicologia Analítica de Jung, a nossa sombra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;A  sombra representa aspectos negativos do nosso ser, paralela a uma realidade que  preferimos não abordar. São nossos defeitos, características desprezadas,  sentimentos reprimidos, memórias dolorosas, bem como características positivas  que, quaisquer que sejam os motivos, não conseguimos trazer a  tona.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Como  a sombra faz parte de nós, mesmo enjaulada e reprimida, ela não deixa de nos  influenciar. Como na natureza, se algo existe, existe sombra quando exposto à  luz. O que sabemos em nós ser iluminado (qualquer que seja a conotação dada a  esta palavra) revelará, em algum momento, a sombra  correspondente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Lidar  com a sombra é algo muitas vezes doloroso. Nosso eu, nossa consciência, nosso  ego, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nós&lt;/i&gt;, estamos sempre em luta  contra essa força imperativa da natureza. Ao tempo em que a alma se destina a  iluminar a própria sombra (sim, creio que tudo se destina ao equilíbrio e a algo  maior...), pelo princípio da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;evitação do  desprazer&lt;/i&gt; estamos sempre plantando a semente da discórdia interna – fonte de  toda a sorte de sofrimentos e doenças mentais individuais e coletivas que vemos  por ai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Há  diversas maneiras de conhecer o mundo. Desvendar seus segredos. Temos a ciência,  a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;religião do profano&lt;/i&gt;. A filosofia é  a mãe. Temos a religião, abordando o sagrado. Há a arte, que unifica a tudo e a  todos, sem exigir explicações. Usamos a arte, bem como suas manifestações, para  acessar o mundo externo e o mundo interno – incluindo nosso lado negro, nossa  face sombria, nossa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;outra  face.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Nesse  contexto, gostaria de abordar o papel do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;gótico&lt;/i&gt;. O termo gótico (do latim &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;gotticu&lt;/i&gt;) refere-se, de forma pejorativa,  aos Godos, povo bárbaro que semeou a destruição da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pax romana&lt;/i&gt; e seu império do ocidente. Na  idade média, passou a significar tudo que se opusesse à perfeição. Passou a  significar o negativo, o diabólico, o maléfico, o mau, o desprezado, o caótico.  Gótico é horror e paixão. Seria o mau, o mal, o irracional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Ora,  oposto da perfeição, mau, negativo, maléfico, caótico... Estamos falando da  sombra! Sombra como sinônimo de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;horror&lt;/i&gt; (pela conotação negativa no  sentido amplo da palavra) e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;paixão&lt;/i&gt;  (pela violência das emoções e aspectos comumente envolvidos). A subcultura e a  arte gótica dela derivada são modos de acessar a sombra e, em ultima instância,  de agregá-la à consciência e transformá-la em algo “bom”. É a isso que se  destina a mente, é a isso que se destina a vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Há,  contudo, um aspecto particular da cultura gótica que me chama atenção. A arte  gótica e o gótico como filosofia de vida ganharam força no mundo ocidental nos  anos 70. Nos anos 80, poderiam ser encontrados elementos góticos em todos os  substratos artísticos e cultuais da humanidade. Na música, no vestuário, no  comportamento social, nas artes, nas religiões, no lazer... Isso porque estamos  sempre em contato com nossa sombra. Latu senso, ser gótico &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é viver sistematicamente&lt;/i&gt; a nossa  sombra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;No  mundo globalizado e tecnológico, os videogames impõem-se, há quase quatro  décadas, como um importantíssimo meio de acesso, diria que quase que direto, à  nossa fantasia e à nossa sombra. Daí ser natural uma contínua explosão artística  ligada a esse objeto de lazer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Nos  anos 80, surgiu no Japão uma série de jogos de videogame chamada &lt;i&gt;Castlevania&lt;/i&gt;.  Tal série é a única no mundo a ter um jogo correspondente a cada um dos consoles  já produzidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;O  jogo aborda a luta dos componentes do clã Belmont, natural da Europa medieval,  encarnando diversas jornadas ao longo dos séculos no mito do herói que luta  contra o lado negro da humanidade, representada pelo Drácula e criaturas afins.  Castlevania nada mais é do que uma constelação artístico-tecnológica da luta do  herói humano, presente em todos nós, contra a sombra vampiresca que nos suga a  vida e, literalmente, foge do desprazer (ao fugir do sol).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;O  Drácula está em nós. É um símbolo da nossa sombra, e lutar contra ela é um papel  intransferível de todos os homens. Nosso vampiro é o “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dark side of our moon”&lt;/i&gt;. Ela (sombra) é a  besta enjaulada, tal como a fera em seu castelo. Acessarmos nossa sombra é tão  difícil quanto entrar no castelo e enfrentar o Drácula. Devemos estar  prevenidos, bem armados e cientes do que podemos encontrar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;A  intuição profunda da existência deste conflito está presente em todos nós. Por  que será que as histórias de vampiro, nesses tempos tão conturbados, fazem tanto  sucesso? Porque sempre nos atraímos de modo desproporcionalmente condescendente  por personagens artísticos e históricos (quando não reais) tão grotescos e  brutais?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Sempre  fui fascinado pela vertente musical da série Castlevania. A música dos jogos  sempre me remeteu a mundos de criaturas fantásticas e guerreiras, onde, com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;horror e emoção,&lt;/i&gt; lutaríamos contra a  parte negra da humanidade (Drácula) que, em ultima instância, como vimos,  representa a parte negra em nós (nossa sombra). Cheguei inclusive, em 1995, a  escrever uma história completa de RPG (Role Play Game) sobre o  tema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Quando  joguei Super Castlevania IV, em 1994, e vendi meu super Nintendo em 1996,  recordo que por muitos anos vibrava de emoção só de lembrar da musiquinha da  primeira fase. Era minha luta contra o mal! Era minha fantasia oras! E (o melhor  de tudo) tinha uma trilha sonora!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Encontrar  os emuladores de videogame em 1997 me permitiu matar toda a saudade. E nunca,  desde então, deixei de me influenciar pelo universo gótico de Castlevania.  Flertar com o gótico é, também, unir opostos (não só luz e  sombra).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Observe  a subcultura vampiresca dentro do gótico. O que seria juntar Heavy Metal com  cultura medieval? O que seria, então, apresentar vampiros como seres de bom  gosto que apreciam boa decoração, belas mulheres, obras de arte, partituras ao  piano e orquestra? O que seria apresentar vampiros como seres tementes a deus e  literalmente pálidos de culpa contra as atrocidades praticadas? O que seria um  vampiro apaixonar-se por uma mortal, e colocar como objetivo maior de sua  meia-vida preservar sua natureza viva, virgem da morte? O vampiro quer sugar o  sangue. Mas não para destruir. Ele quer ter a vida do vivo. Quer voltar à vida!  Quer ser a luz! Ele quer estar nos sol, e se aproxima daqueles que o fazem. Este  aspecto vampiresco do gótico precisa ser observado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="line-height: 13.65pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;Esta  semana, pesquisando sobre Castlevania, descobri algo que sempre intuí que  acabaria aparecendo: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Castlevania: The  Concert&lt;/i&gt; (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.castlevaniaconcert.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;http://www.castlevaniaconcert.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;)&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black;"&gt;. Trata-se  de uma banda de rock completa acompanhada de uma orquestra, também completa,  executando algumas obras &lt;/span&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;da japonesa  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.4pt;"&gt;Kinuyo Yamashita, compositora  dos temas da série.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Tamanha  foi minha felicidade quando vi que a obra prima da orquestra era justamente &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Simon Belmont Theme&lt;/i&gt;! (Ela mesma. A  musiquinha da primeira fase de super Castlevania IV do Super Nes que permeava  anonimamente minha lama musical há quase 20 anos). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;The Simon Belmont Theme - Musica original (Super Castlevania IV –  Super Nes)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5dauRYb9il8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=5dauRYb9il8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;The Simon Belmont Theme – Versão Heavy Metal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=kIppwT4M_DM%20"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=kIppwT4M_DM &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kIppwT4M_DM"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;The Simon Belmont Theme – Castlevania The Orchestra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=5oa6-NoeXXs%20"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=5oa6-NoeXXs &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5oa6-NoeXXs"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;A  sombra é linda!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Mais  um vídeo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;The Dracula’s castle&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: black; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=BRJWw99qfgM"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=BRJWw99qfgM&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5dauRYb9il8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4513743974948237239?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4513743974948237239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4513743974948237239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4513743974948237239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4513743974948237239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2011/10/o-ser-humano-e-antes-de-tudo-dual.html' title='Castlevania: luz e sombra'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7627439139760331003</id><published>2011-07-31T15:45:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T06:20:34.560-07:00</updated><title type='text'>E tudo se repete... eternamente (5)</title><content type='html'>Este conto é baseado no relato oral do Prof. Waldemar Magaldi, do curso de Psicologia Analítica da FACIS - São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;________________________________________________&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;em&gt;Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;em&gt;E a mulher onde começa o céu.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;em&gt;Victor Hugo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um velho chinês. Trabalhador, esforçado, penava no dia-a-dia para manter sua numerosa família. Filhos e netos.&lt;br /&gt;Com uma picareta e um machado, oscilava entre garimpar minérios nas montanhas e derrubar árvores para vender a lenha.&lt;br /&gt;Apesar do esforço, seus ganhos mal davam para suprir suas necessidades e a da família. O fantasma da fome era&amp;nbsp; constante, e não raro tinha que abrir mão do pobre farnel em prol dos filhos e netos.&lt;br /&gt;Belo dia, saiu mais cedo para o garimpo a fim de ter melhor sorte. Naquele dia, após muito trabalho, seguindo a saida dos colegas para o intervalo, sentou-se para descansar. O sol estava forte. Água era pouca. O alimento, ainda mais parco...&lt;br /&gt;E desgostoso, desatou-se a chorar. As lágrimas tranquilizantes, como um bálsamo fisiológico, o deitaram num sono inusitado.&lt;br /&gt;E então sonhou. Flutuava serra acima, como que impelido por uma força mágica. Por instantes, esqueceu a miséria, o consaço, a desilusão e o desgosto da vida que levava. E embalado no esquecimento, avistou um gênio. Flutuando. Em sua direção.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Meu bom amigo - disse o gênio - o que me pedires, terás!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Qualquer coisa?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Sim, qualquer coisa. Está tudo ao meu alcance!&lt;br /&gt;E o velho chinês não titubeou:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Quero ser o sol! O sol é imenso, universal, a tudo ilumina, a tudo fornece energia, a tudo controla!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Que assim seja.&lt;br /&gt;E tornado sol, passou a dirigir seus raios a todos os pontos da terra. A vista era magnífica! A sensação de controle era total. Mas quando menos esperava, percebeu não conseguir iluminar certos pontos. É que as nuvens, ora bolas, teimavam e produzir sombra, exatamente nos locais que mais tensionava lumiar! Aborrecido, gritou pelo gênio:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Gênio, cansei de ser sol! Não posso controlar o que bem entendo. Quero ser nuvem! Sendo nuvem, flutuo para onde quero, controlo quem vai ser iluminado ou não, quem merece receber a energia do sol ou não!&lt;br /&gt;O gênio, solícito, prontamente acedeu. Tornado nuvem, o velho logo se espalhou. Flutuava a seu bel prazer, decidindo que arvores, morros, rios e animais eram merecedores da sombra e do sol, da escuridão e da luz!&lt;br /&gt;Mas qual foi seu desapontamento quando tentou aproximar-se da sua casa para aliviar sua família do sol castigante: uma ventania o impedia! e por dias, meses, tentou aproximar-se, mas o vento não deixava, levando-o ainda para mais longe.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- GÊNIOOOOOOOOOOOOOOO&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Pois não, meu amo!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Quero ser vento! A nuvem abate o sol, mas é controlada pelo ar! Assim posso decidir com mais propriedade quem pode ser iluminado ou não.&lt;br /&gt;E a nuvem tornou-se vento. Rápidamente, tornava de tornado para ciclone, furacão a ventania! E danou-se a empurrar as nuvens para onde bem entendia.&lt;br /&gt;Belo dia, quando empurrou as nuvens para o mais alto que podia, sentiu lacinante dor cortar-lhe o ventre: as montanhas da mais alta serra da região emperravam-lhe o caminho, cortando-o ao meio com sua imponência imóvel. Desiludido, percebeu que não poderia controlar as nuvens aonde bem entendesse, já que as montanhas tinham o poder de modular o vento aonde quer que este fosse. Novamente irritado, chamou o gênio:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Gênio, quero ser montanha, quero ser uma serra!&lt;br /&gt;O fastio tomava já tomava conta do mágico.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Seu último pedido hein!&lt;br /&gt;E assim, o gênio transformou o velho vento numa imponente cordilheira, mantendo sua visão no mais alto pico da terra.&lt;br /&gt;E imediatamente pôs-se a controlar o destino e o fluxo do vento. Feliz, viu como controlando o vento poderia empurrar as nuvens para onde bem entendesse, regulando assim o poder do sol. Ciente do seu poder, percebeu que, estando no controle de cada elevação da terra, poderia organizar o clima como bem entendesse.&lt;br /&gt;E os dias passaram.&lt;br /&gt;Numa bela tarde, repetinamente, sentiu uma dor lacinante aos seus pés, que o martelavam como um incessante pisar em espinhos. Demoradamente, com esforço, desceu seu imponente olhar para a base. Perscrutando, avistou uma caverna. E lá entreviu a origem do incômodo.&lt;br /&gt;Sozinho, tenaz, persistente e conformado, um velho chinês (que lhe parecia familiar) batia seu martelo no pé da montanha. Incessantemente...&lt;br /&gt;E tudo se repete... eternamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7627439139760331003?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7627439139760331003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7627439139760331003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7627439139760331003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7627439139760331003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2011/07/este-conto-e-baseado-no-relato-oral-do.html' title='E tudo se repete... eternamente (5)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1605123882799292571</id><published>2011-07-21T12:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T15:00:28.975-07:00</updated><title type='text'>Parabéns para mim, nessa data querida (5)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;"O homem nunca morrerá completamente enquanto alguem se lembrar dele"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; line-height: 20px;"&gt;O sonho se veio com elementos da vida. Cotidiano quarteto. Fogo a ar. Os esquadros não foram ouvidos. As vésperas despedaçadas, marcantes pedras em estátuas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;Terra e água.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;Era a era negra, e principiava-se em fim. Precipitava-se em deliberada inserção. Passos trienais, degraus superados, escalada escala. Escada escaldada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;i&gt;Plateau.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Até quando a dialética será?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Passaros que planam na ceia. Vinho boca de areia. Cestas do mais puro vime, cela ceda. Esculturas fogem rasgam, o céu da minha mão. Serpenteia pela pura rede, simples vôo aviona coração. O que vimos é a ceda do destino, tecida com o poderia ter sido. Amarte? à parte!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu. O eterno enganado, facil de ser vibrado! Manejado, lavado e içado. Tudo mais conta. Assim o é.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seja você quem quer.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os vasos quebrados chamuscam o sol vermelho. Esfria, congela e guarda. Linda Marcha do novo dia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Quantos objetos ivos você tem?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Acorde 1 + 4&lt;br /&gt;Subjete e subjaça.&amp;nbsp;Assim faça!&amp;nbsp;Exército caminha, rumo à noite crua aurora. Faca na mão, corta-foa. Aurore então! seu direito termina na esquerda do outro. Outrossim seu ego, mero banquete exposto. Subjacer o que foi objeto, objetivando a abjeção do sujeito? A caverna ainda está lá. Os dias não têm preço, no tanque inho do mar.&lt;br /&gt;E assim foi.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Aprenda o segredo da guerra. Quem vem quer ficar&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Quem vai quer partir?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Sim, o bolo. A torta. O verde. Grodo?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Não tem casa, não tem nada. Inspeção.&lt;br /&gt;Nobre vazão, do dia em que nada é nada. A estrada é leve e obscura, como um rio sem ilhas, sardas pardas. Ei, onde estão as ovelhas? preocupe-se&amp;nbsp;com suas telhas, pois nada é de amarrar! O clero é belo, esbelta flor, calças amarelas. O Caule do vaso me pesa!&lt;br /&gt;A trilha cai, a borda chega, abisma infinita, adeus escória. Chora, implora, glória! Caminhemos para o verão, pedindo pelo inverno da lareira! Teu amor calor é a cópia da corajosa imagem.&lt;br /&gt;Outro homem, outra vida, nunca diferente daquele que precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1605123882799292571?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1605123882799292571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1605123882799292571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1605123882799292571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1605123882799292571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2011/07/parabens-para-mim-nessa-data-querida-6.html' title='Parabéns para mim, nessa data querida (5)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-8883326229845636850</id><published>2010-12-02T16:36:00.000-08:00</published><updated>2011-04-21T14:10:00.167-07:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (9)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível." (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo Luz de Jesus - evangelho 01/12/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É realmente possível transportar uma montanha usando apenas a vontade? Existem milagres? o que fazem aqueles os quais a igreja chama de santos, que fizeram coisas humanamente impensáveis e, por que não dizer, sobrenaturais?&lt;br /&gt;Porque tais atos e atitudes, aparecentemente sobre-humanas, o ato de ter fé tem sido rejeitado sob pretexto subliminar de evocar comportamentos e atitudes inacessíveis aos "pobres mortais". Creio que assumir uma postura religiosa (não significa dogmática), de fé (particularmente a fé raciocinada associada ao kardecismo) e de confiança é algo acessível (e desejavel) a todos.&lt;br /&gt;Como assim?&lt;br /&gt;Ter fé significa injetar vontade na vitória. Significa confiança em si para a realização de algo. Significa crer ser capaz de vencer. Ser capaz de construir o bem pra si e para o entorno. Todo serviço construtivo é um ato de amor. Sendo assim, um ato de caridade. Religiosamente falando, um ato cristão e espírita. Não há quem não se ilumine com a luz alheia. Cuidar da própria luz gera luz respingando no próximo. É um ato de caridade.&lt;br /&gt;A fé espírita, cristã, raciocinada, a meu ver, difere da fé cega. Do fanatismo. Da insensatez de crer em milagres. Mover motanha é uma metáfora de que é possível vencer, contornar e mover grandes obstáculos mobilizando o maximo de nós mesmos de tendo fé na ajuda dos espíritos do bem, que sempre apoiam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-8883326229845636850?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/8883326229845636850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=8883326229845636850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/8883326229845636850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/8883326229845636850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/12/filosofia-espirita-8.html' title='Filosofia espírita (9)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4210879980760566474</id><published>2010-11-18T11:26:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T11:28:57.028-08:00</updated><title type='text'>Desencapetamento total!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E dentro dessa dicotomia perdemos grandes oportunidades de nos aceitarmos como seres não-lineares, não-vetoriais e imprevisíveis, além de claro: imperfeitos!"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mateus Lopes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Olhem esta imagem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mDPU56IUI_c/TOV7dFqFZwI/AAAAAAAAACY/cCeInDFY45Q/s1600/Desencapetamento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_mDPU56IUI_c/TOV7dFqFZwI/AAAAAAAAACY/cCeInDFY45Q/s320/Desencapetamento.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Essa figura é parte dos &lt;i&gt;slides&lt;/i&gt; de uma aula que assisti há alguns meses. Tinha esquecido a figura. Revendo a aula, esta me aparece com força total.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Não se trata de criticar a instituição supracitada. Não se trata de analisar os meandros sociológicos, filosóficos e religiosos que possam derivar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mas como deixar de pensar no apelo extremo que isso teria sobre aquele que, sufocado por problemas de toda ordem, passa pela frente de semelhante propaganda? Sem entrar no mérito do funciona-não-funciona, o que está em questão é o atribuir, o passar-adiante, o tercerizar o que menos deveria ser dispensado: o esforço do progresso individual. Creio que boa parte dos que desejam se "desencapetar" (e muitos pagam por isso, literalmente) estejam impregnados da síndrome do auto-abandono: esqueceram de si, vivem no automático, vivem porque respiram. Esqueceram de si. Mas os problemas não nos esquecem. E isso nada tem a ver com religião,&amp;nbsp;igreja ou algo do gênero. É do gênero humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Vai uma "desencapetada" ai?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4210879980760566474?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4210879980760566474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4210879980760566474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4210879980760566474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4210879980760566474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/11/desencapetamento-total.html' title='Desencapetamento total!'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mDPU56IUI_c/TOV7dFqFZwI/AAAAAAAAACY/cCeInDFY45Q/s72-c/Desencapetamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-2931031106710129589</id><published>2010-11-10T10:47:00.001-08:00</published><updated>2011-07-25T10:57:57.268-07:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (8)</title><content type='html'>DOUTRINA - SOBRE O CAPÍTULO X - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITÍSMO&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bem-aventurados os que são misericordiosos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Perdoai, para que Deus vos perdoe&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;1. Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;2. Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; - mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;3. Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. - Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: "Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?" - Respondeu-lhe Jesus: "Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes." (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22.) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caridade. Amor. É o servir desinteressado. O servir pelo servir, como modo de crescimento pessoal. Amor é trabalho, e trabalho é serviço.&lt;br /&gt;Uma das manifestações da caridade é o perdão. Misericórdia. Clemência. Complacencia (o que assim, como diz o evangelho, remeda ao pacifismo e à brandura - o amor é único). Mas como ter forças para perdoar? como deixar de lado o rancor, a raiva e o orgulho, para estender a mão àquele(s) que, direta ou indiretamente, nos ofendem ou nos ofenderem?&lt;br /&gt;Temos, portanto, um retorno à eterna dualidade dos imperfeitos: perdão na teoria e na prática. Conceito e técnica de perdão. Porque e como fazer. Resignação e aceitação. &lt;br /&gt;Perdoar significa esquecer sinceramente da falta. Como se faz isso, se não cabe na nossa mente ser amigo daquele que mais nos prejudicou? Como colocar em nossa casa o ladrão de outrora? Como festejar com o traidor, olhando-o nos olhos?&lt;br /&gt;O problema é que, ao conceituarmos o perdão, nos iludimos pensando que devemos ser exatamente magnânimos como lemos nos livros. É claro que é humanamente improvável para um espírito encarnado na Terra, no entrevés da luta entre seus defeitos e qualidades, que aja de modo emblematicamente nobre. O que fazer?&lt;br /&gt;O que se exige, ao meu ver, não é o esquecimento sincero apenas e tão somente. Sabemos muito bem que isso é impossivel de pronto, mas muitas vezes tomamos isso como meta &lt;i&gt;sene-qua-non&lt;/i&gt; para uma contínua evolução espíritual, e nos sentimos frustrados e culpados quando não à alcançamos.&lt;br /&gt;Evoluir espiritualmente e seguir o evangelho pode se tornar assim tão angustiante como tentar ao longo da vida ter uma carreira de sucesso, impusionados como somos pela cultura do acumular, a despeito do trocar-integrar-compartilhar.&lt;br /&gt;Servir ao perdão significa lutar continuamente, paulatinamente, contra o rancor, a raiva, a vingança e todos os seus derivados. É um processo contínuo, não um preto-no-branco. Dimensional, não dual. Perdoar é se comportar como quem tenta perdoar (ai sim de modo sincero), mesmo que não consigamos dizer de pronto: "vai, está perdoado". Caso contrário, leremos o evangelho com a incômoda impressão de que é mesmo lindo o que está escrito, mas que nunca conseguiremos perdoar a ninguem, nem a nós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-2931031106710129589?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/2931031106710129589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=2931031106710129589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2931031106710129589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2931031106710129589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/11/filosofia-espirita-8.html' title='Filosofia espírita (8)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-3289612377419042926</id><published>2010-11-07T07:47:00.000-08:00</published><updated>2010-11-07T07:47:33.698-08:00</updated><title type='text'>Saúde dimensional</title><content type='html'>De volta à questão das dimensões. São bonitos os momentos em que lampejamos, constatamos ou opinamos sobre diversos assuntos com o ar de tecnicidade. Emitimos e dissertamos opiniões sobre assuntos diversos que sabemos, no fundo,  necessitarem de maior fundamentação técnica e teórica.&lt;br /&gt;Costumo me aborrecer quando alguem emite opiniões sobre algo que não está preparada para isso. Mas o aborrecimento cresce na meedida em que isso orienta condutas que possam gerar prejuizo para si e para os outros. O problema  não é o ato de opinar em si (muito pelo contrário: devemos ousar sempre). Contudo é difícil se localizar no contínuum que existe entre os polos opirar-por-opinar e opinar-internalizar-agir-influenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal contexto comportamental se torna claro no âmbito global da saúde. A autopreservação enquanto pessoa e espécie é uma das forças mais poderosas da natureza. Manifestações dessa força podem ser encontradas no senso comum sobre atos de sáude, muitas vezes deletérios. Daí encontramos pessoas tomando remédios sem indicação precisa, com doenças e sintomas diversos sem buscar tratamento, fazendo  uso indevido do sistema de sáude e - pior - influenciando outras pessoas e grupos a fazerem o mesmo. O mau senso comum é um ato contínuo e continuado de poder corrosivo, que sustenta a validade de uma cultura pseudocientífica que, deus sabe em que proporção, contribui para o grave problema da doença pública.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-3289612377419042926?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/3289612377419042926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=3289612377419042926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3289612377419042926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3289612377419042926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/11/saude-dimensional.html' title='Saúde dimensional'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-3936887174850751843</id><published>2010-11-04T18:09:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T18:09:47.058-07:00</updated><title type='text'>Discutamos então!</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;“Mas, se estais sem correção...,&lt;br /&gt;logo, sois bastardos e não filhos”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Hb 12.8)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicopatia. Sociopatia. Personalidade antissocial. Com o advento e o crescimento da importância da discussão sobre violência em nossa sociedade (discussão - a presença manifestada do tema em si dispensa comentários), e a não surpreendente frissom do tema &lt;i&gt;Bullying&lt;/i&gt; na mídia, tais termos vão sendo progressivamente incrementados no senso comum.&lt;br /&gt;Dai surgem opiniões que flutuam no meio leigo, e elvam a mudanças de comportamento ora benéficas, outras nem tanto.&lt;br /&gt;Discutindo sobre o tema com amigos, levantou-se a questão do quão incorrigíveis os sociopatas seriam - já que personalidade doentia não se muda da noite pro dia. Diria que, por mais difícil que seja mudar a essência de uma pessoa, sua melhora consiste, ao meu ver, no sentido da vida.&lt;br /&gt;Discutir o que fazer com os sociopatas, os "incorrigíveis", os "maus", e os "Calhordas" envolve dimensões humanas tão profundas que só o discutir não será suficiente. Será necessário caminhar para uma mudança de paradigma humano - de valores individuais e coletivos.&lt;br /&gt;Discutamos então!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-3936887174850751843?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/3936887174850751843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=3936887174850751843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3936887174850751843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3936887174850751843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/11/discutamos-entao.html' title='Discutamos então!'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4674941152735853039</id><published>2010-11-03T12:36:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T12:41:03.647-07:00</updated><title type='text'>Sabor indetectável (3)</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Carl Gustav Jung&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de ouvir histórias. Desde as trevas das minhas memórias, ouço minha mãe destilando palavras em começo, meio e fim.&lt;br /&gt;E ela, na sua magnanimidade maternal, usufruindo dos direitos milenarmente atribuidos de lançar fogachos e flamulas impulsionantes ao espírito filial, dizia:&lt;br /&gt;"Estava-o sentado numa pedra redonda de 4 pontas. Nú, porém vestido, sozinho com seus companheiros, de roupa preta, trajado de branco. Era meia noite, o sol brilhava forte, à pino, no horizonte. Enquando os passaros pastavam e mugiam, os bois pulavam, alegremente, de galho em galho. Do alto da sua infância de poucos anos, alisava constritamente as veneráveis e brancas barbas. Ele lia, num livro circular, sem paginas, que os 4 profetas de Deus eram 3: Isaias e Malaquias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dicotomias sempre ficam patentes no nosso mode de pensar e de ver a vida. Sempre trazem, à evocação imediata, a ideia de serem necessariamente excludentes, incompatíveis, mutuamente "inexistíveis". O nascer do sol implica no fim da noite. Passaros não pastam, sendo isso atribuído aos bois. E assim vivemos.&lt;br /&gt;O problema ocorre quando, no âmago de uma questão dicotômica, perdemos a noção de que certas váriaveis, certos problemas, não se relacionam de modo excludente. São partes de um todo. São complementares. Oscilam entre si em um contínuum de dimensões impalpáveis.&lt;br /&gt;Ditar padrões de comportamento com base em posições fixas e inflexíveis, relacionadas a assuntos onde tais posições variam mutuamente em relação a sua face oposta é um erro. A meu ver, trata-se de parcialidade excessiva.&lt;br /&gt;Esses três parágrafos de pensamentos escritos não se referem a nenhuma fato pessoal ou em particular, pois se trata de um "estar em visão", um lampejo de percepção sobre como funcionam, a meu ver, certos modos de haver problemas no mundo.&lt;br /&gt;Se alguem tiver um lampejo menos obscuro, por favor me avise. Rápido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4674941152735853039?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4674941152735853039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4674941152735853039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4674941152735853039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4674941152735853039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/11/sabor-indetectavel-4.html' title='Sabor indetectável (3)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-3890141943765113773</id><published>2010-09-24T17:46:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T18:01:37.212-07:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (7)</title><content type='html'>O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITÍSMO - CAPÍTULO VIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1. Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse: "Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. - Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará." - E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. E exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a pureza, no sentido do estado de espírito, da ausência (progressiva de maldade). Somos puros de coração (ou simples de coração, ou pobres de espírito) na medida em que NÃO temos (ou na medida em que perdemos) imperfeições que nos conduzem aos diversos tipos de maldade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-3890141943765113773?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/3890141943765113773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=3890141943765113773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3890141943765113773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3890141943765113773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/09/filosofia-espirita-7.html' title='Filosofia espírita (7)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1988445097174327243</id><published>2010-07-19T07:11:00.001-07:00</published><updated>2010-07-29T06:59:52.761-07:00</updated><title type='text'>Parabéns para mim, nessa data querida (4)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Colher as vezes da mais trabalho que plantar... E então segue a vida, cheia de seus geniosos improvisos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solon Eduardo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes ela chega. Calada da noite, amarelo-aurora. Sei. Ela anda pelo jardim, o sonho do lar dourado, o cheiro da verde-vista, a ostra casca de madeira.&lt;br /&gt;E voamos para as novas visitas. Lá, onde a maior luneta não sente enxergar, entramos sem pedir chave. Não o é de mim. O é de si mesmo, ao show de todos nós. Amor e labor. Lágrimas são eternos, sim enquanto duram, porquanto duram para sempre, mesmo em negativos fotográficos.&lt;br /&gt; - Faça aquilo que você quer.&lt;br /&gt; - Não pense que pode dar mole.&lt;br /&gt;Será que é isso que eu necessito?&lt;br /&gt; - Um pulo e isso termina.&lt;br /&gt; - Rezo para que mude.&lt;br /&gt; - O que é um tamanho? &lt;br /&gt;"E tudo se repete... eternamente", ele dizia.&lt;br /&gt;E às vezes ela se vai. Eterna ida, volta fulgás. Fulgás em seu desloque, eterno recalque atrás. Assas atroz. Fulguras frente do novo jardim, perfumes e flores, vida em morte! "Seja grande e seja forte".&lt;br /&gt; - Sinto que vale. Não uma velha! &lt;br /&gt;Será que ela lembra? "Está marcado". Eu! O que é! &lt;br /&gt; - Porque não lava um prato, uma janela de casa?&lt;br /&gt;Teoria e prática, barba e bigode. "Nunca se esqueça disso". Quem pode? Nunca mesmo?&lt;br /&gt;Morreu, mas vive. Se vive, o que é morte? há começo e meio? fim. ambos dois. Sós e iguais. Multidão-solidária-solitária.&lt;br /&gt;O senhor tem muito o que me ensinar.&lt;br /&gt;Eis simbolo renascimento, na morte do que passou, por ter passado - é vivo, e circula, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;se repetindo eternamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro homem, outra vida, nunca diferente daquele que precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1988445097174327243?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1988445097174327243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1988445097174327243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1988445097174327243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1988445097174327243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/07/parabens-para-mim-nessa-data-querida-4.html' title='Parabéns para mim, nessa data querida (4)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4892229480590314351</id><published>2010-07-13T17:03:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T04:28:51.253-07:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (6)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Deus permite que grandes criminosos estejam entre vós, a fim de que vos sirvam de ensinamento"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelho segundo o espiritismo - Cap. XI, Paragrafo 14 ("Caridade para com os criminosos").&lt;br /&gt;TEMA: amor/caridade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é um criminoso? Pense bastante antes de continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criminoso é aquele que comete crimes previsto em lei. A lei dos homens, variável no trinômio espaço-tempo-cultura, existe com a finalidade de aproximar a conduta individual do bem estar coletivo, de outra forma punindo os transgressores. O criminoso, como o conhecemos, é o transgressor descontextualizado da lei dos homens.&lt;br /&gt;Logo, &lt;em&gt;latu sensu&lt;/em&gt;, o criminoso é um transgressor de leis. Um pertubador da ordem. Um agressor. Um ser &lt;em&gt;des-ajustado&lt;/em&gt; (segundo a ordem do panorama em que está inserido).&lt;br /&gt;Contudo, esquecemos que acima da lei dos homens (temporal e passageira), está a lei de Deus - eterna e infalível.&lt;br /&gt;Falo da ação e reação. Causa e consequência. Erro e culpa. Agressão e doença. Nossos preceitos morais, inatos e adquiridos, consistem numa eterna tentativa de buscar um pleno equilíbrio moral em nossas ações individuais e coletivas, para que assim, soframos menos e contribuamos para o progresso intelectual e moral da humanidade. As leis temporais, no seu desenvolvimento ao longo da história, guardam em sua essência a tentativa implícita de se direcionar às leis divinas.&lt;br /&gt;Assim, há crimes contra as leis dos homens (cujos autores são os criminosos aqui tratados) e crimes contra as leis de Deus (que são "os pecados que cometeis sem cessar").&lt;br /&gt;Ora, não haveria sentido supor que, em essência, existam "dois tipos de crime". Os crimes contra as leis dos homens são também crimes contra as leis de Deus, mas a recíproca nem sempre é verdadeira. Ainda assim, nesse sentido, somos todos criminosos.&lt;br /&gt;Assim sendo, a "caridade para com os criminosos" se faz necessária porque somos em qualidade tão criminosos quanto os criminosos terrenos. E se pedimos e merecemos indulgência e benevolência do próximo, nada mais justo que, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;na medida das nossas possibilidades&lt;/span&gt; (mas necessariamente com boa vontade), o façamos pelos que erram, seja quem for, o que quer que tenha feito.&lt;br /&gt;Indulgência e benevolência não significa indevida tolerância nem impunidade(que se fará a seu justo tempo, em justa intensidade). Mas ao dizer "É um miserável; deve-se expurgar da sua presença a Terra; muito branda é, para um ser de tal espécie, a morte que lhe infligem", contribuimos "de fora" para o atraso daquele que é punido (pelos homens e pela vida (Deus)), gerando "minicarmas" desnecessários, perdendo tempo terrestre e atrasando a evolução espiritual ao não destinarmos nossas energias para assuntos e atitudes espiritualmente mais edificantes.&lt;br /&gt;No capítulo estudado, Elisabeth de França (Havre, 1862) diz que "os tempos estão próximos, digo-o ainda, em que a fraternidade reinará nesse globo". Sim, porque a aproximação das leis, das condutas e dos pensamentos do homem em um progressivo caminhar para a melhora moral, individual e coletiva, está tornando a Terra um habitat cada vez menos propício aos criminosos de toda espécie. Principalmente os ditos "psicopatas, amorais e impiedosos". A impressão que temos que de que os crimes mais ou menos bárbaros estão cada vez mais prevalentes vem do fato de a maior parte dos encarnados estar cada vez mais intolerante e vigilante a problemas desse tipo. Quem mais procura, mais acha. Quem mais observa e teme, mais detecta e vê. Demais crimes são indiretamente tolerados, motivo de nossa imperfeição e habitação em um mundo onde o mal ainda predomina sobre o bem. E isso tudo ressalta ainda mais a necessidade de nos doutrinarmos para que tenhamos armas para lidar de forma justa com os que erram - perante aos homens e/ou perante a Deus.&lt;br /&gt;Devemos ter em mente que os criminosos e psicopatas, tão alardeados nos meios de comunicação, devem ser tratados com toda a justiça possível. e isso inclui evitarmos ao máximo  enviar-lhes energias negativas de qualquer espécie. Ao contrario, devemos ajuda-los, mesmo que só possamos, com sinceridade e boa vontade, pedir a Deus e seus enviados por eles.&lt;br /&gt;Conviver com todo o espectro de crimes existentes na Terra é uma grande oportunidade de discernir o certo do errado, de exercitarmos nossas opiniões, de não julgar tão categoricamente, de ajudar (na medida das nossas forças) àqueles que erram (não importando a dimensão do erro).&lt;br /&gt;Cada linha desse texto poderia originar um livro. Por isso acho que quem o ler, deve tentar manter dentro de si, a cada momento, um forte espírito crítico e reflexivo. Deve tentar mergulhar no significado mais profundo de cada frase. Mente aberta. Manter constante atenção aos valores evangélicos.&lt;br /&gt;Um texto falando de crime imediatamente nos desperta sentimentos relacionados a justiça imediata e firme, associado aos nossos mais arraigados valores morais, o que por vezes podem levar a julgamentos precipitados e atitudes preconceituosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4892229480590314351?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4892229480590314351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4892229480590314351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4892229480590314351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4892229480590314351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/07/filosofia-espirita-6.html' title='Filosofia espírita (6)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1994101597106674159</id><published>2010-07-07T17:58:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T04:26:17.938-07:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (5)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus 24:6&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudo evangélico&lt;br /&gt;O evangelho segundo o espiritismo; capítulo 5 ("Bem aventurados os aflitos"); parágrafo 19 ("O mal e o remédio") - TEMA: O sofrimento na terra (qual a razão do sofrimento?)&lt;br /&gt;Mateus capítulo 24&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, ao iniciar o estudo do Evangelho Kardequiano, iniciei pelo capítulo V (e não pelo começo do livro). O curioso é que o parágrafo 19 foi o único onde não encontrei nenhum trecho grifado a lápis. Não me lembro de tê-lo lido. Me ocorreu a ideia de que talfez estivesse "esperando" para ser lido na presente data.&lt;br /&gt;Como todo capítulo do livro, o evangelho é discutido por espíritos após a instrução do codificador e a exposição do texto do evangelho propriamente dito. O parágrafo 19 é de autoria de Santo Agostinho (Paris, 1863).&lt;br /&gt;Interpretar o evangelho é, ao mesmo tempo, tarefa sublime e momentânea, eterna e previsível. Sabemos intuitivamente a mensagem, o conteúdo do que quer ser passado. Contudo as palavras que encontramos para descrevê-lo, os termos e as associações de textos e infromações usados nos são dados como num Insight, de momento.&lt;br /&gt;Tive a ideia de procurar a frase "ranger de dentes" no evangelho, e encontrei em Mateus, cap.24. Percebi que a temática do capítulo era algo como "resgate de dívidas" - temática afim ao capitulo 5, paragrafo 19 do Evangelho segundo o espiritismo.&lt;br /&gt;Este link ajudará a leitura: http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/24&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Agostinho inicia questionando: "Ele não apregoou que haveria pranto e ranger de dentes para aqueles que nascessem nesse vale de dores?". Ora, que seria o vale de dores senão a Terra, &lt;em&gt;o nosso mundo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tal passagem pode ser encontrada no evangelho de São Mateus, capitulo 24, versículo 51 (Mateus 24:51). Lendo este capítulo de São Mateus, percebi que sua temática geral girava, possivelmente, em torno da "cobrança de dívidas". Jesus, dizendo aos discípulos que dos templos não restaria pedra sobre pedra, e que haveria de voltar no fim do mundo, se referia às dividas, aos carmas, à aplicação pura da lei da ação e reação. Sua vinda é uma metafora no sentido de  a justiça divida (explicitada e esmiuçada nos evangelhos) seria aplicada. Destruição do templo, a queda das "pedras sobre as pedras" significariam o momento onde ocorreria a reação da ação.&lt;br /&gt;É dito que a Terra é um mundo de expiação. Dito pelos simples, pelos estudiosos, pelos que nestas não se enquadram. Há uma intuição generalizada de que nosso mundo é um lugar onde predomina o sofrimento. Logo, onde predomina o mal. Onde se sofre. Onde se expia.&lt;br /&gt;É, portanto, um mundo onde o mal predomina sobre o bem (capítulo 3, parágrafo 8-11). Não se trata de dizer que as pessoas são mais más do que boas, mas sim de dizer que o que se pensa, se faz, se age, se constroi e se comporta, tanto individual quanto coletivamente, gera mais dor e sofrimento do que amor e regalo.&lt;br /&gt;A atmosfera terrestre, portanto, gera um meio social e cultural propício para que as pessoas vivenciem, em seus diversos âmbitos de atuação espiritual (relaçoes conjugais, familia, trabalho, amizades, etc) situações de sofrimento, dor, inquietação, impaciencia, e toda a sorte de vivências negativas.&lt;br /&gt;A finalidade? progresso intelectual e moral, individual e coletivo. Resgate de carmas. Perdão (de si, e dos outros). Aprendizado de habilidades. Aprender a suportar. Aprender a construir. Tudo consequência direta dos nossos atos.&lt;br /&gt;É necessário extinguir a ideia de que o espiritismo (e latu sensu, o cristianismo) prega que o sofrimento existe para que "paguemos" o mal que fizemos - no sentido de ser uma pena moral estabelecida arbitrariamente por entidades superiores.&lt;br /&gt;Assim o é, mas em carater estritamente humanista. Isso porque o "pagamento" é consequencia direta do que fazemos e pensamos. O "mal" é consequencia direta do que fazemos e pensamos. E somos homens. O processo é humanista. O conceito de Deus nesse caso indica o fato de que "as coisas tem que ser assim, causa e consequencia" devido ao fato de os fenomenos do universo, naturalmente, obedecerem à lei da homeostase e do equilibrio.&lt;br /&gt;Uns até chamam essa lei de amor. Outros chamam de Deus. E através das revelações (coletivas - Moisés/cristo/kardec) e dos insights (individuais) tomamos contato com a teoria dessa lei.&lt;br /&gt;Em Mateus, por todo o capitulo 24, é dito por Jesus, em seu ensinamento moral, que o mal acontecerá naturalmente na Terra (versiculos 5-12), já que a mesma é um mundo de expiação. E, como pode ser visto no versículo 6 ("porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim"), é um mal necessário, pois os seres imperfeitos no estagio desse planeta necessitam desse padrão vibratório pendendo para negativo.&lt;br /&gt;Como relatado por Santo Agostinho, o mal é o gerador do sofrimento (o "pranto e ranger de dentes").&lt;br /&gt;Jesus, pela escrita de São Mateus, relata em seus versículos (ainda no cap. 24) que haverá mentira, odio, intrigas, falsos profetas, vícios, e tudo que indica toda sorte de sofrimentos terrenos - e seus desdobramentos. Este é o mal a que se refere Santo Agostinho.&lt;br /&gt;Esse mal é experimentado individualmente, em determinado contexto cármico e espiritual, e nunca deve ser generalizado. O remédio seria a fé, a confiança na lei da ação e reação, a certeza de que a luta, o pesar e o sofrimento são consequencias naturais de desvios e imperfeições que devem ser resignadamente enfrentados e modificados. O resultado de quem "vence" é a "bem aventurança", a "vida futura", a alma "brilhante de brancura". Enfim, o progresso intelectual e moral. A melhora enquanto espírito e pessoa.&lt;br /&gt;A "volta do filho do homem", segundo os termos citados em Mateus 24, significa o conjunto de vivencias individuais e coletivas onde serão verificadas, na prática, as consequencias do mal vencido ou do mal onde se persistiu. Todos sentem quando vencem um desafio. Todos sabem quando podem dizer "venci as provas, fui o mais forte". A linguagem usada ao dizer não importa. E todos sabem quando persistem no mal, ou quando não conseguem vencê-lo. Isso vale para um ato isolado ou uma vida de provações. Tanto faz.&lt;br /&gt;Esse "momento de julgamento" é o que Jesus refere como sua volta. Sim, sua volta porque seu evangelho (que contei as maximas aqui discutidas) são as "palavras que não hão de passar" (Mateus 24:35).&lt;br /&gt;Nos versiculos 45-51, Jesus menciona a parábola do servo, metaforizando a questão da ação e reação, das consequências naturais do permanecer no bem ou no mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1994101597106674159?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1994101597106674159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1994101597106674159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1994101597106674159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1994101597106674159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/07/filosofia-espirita-5.html' title='Filosofia espírita (5)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7203843261235464356</id><published>2010-07-06T09:31:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T06:57:51.422-07:00</updated><title type='text'>05/07/1995</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;" - Não desejais, minha irmã, que nos entretenhamos contando o que fomos? É belo e é sempre falso...&lt;br /&gt;- Não, não falemos disso. De resto, fomos nós alguma cousa?&lt;br /&gt;- Talvez. Eu não sei. Mas, ainda assim, sempre é belo falar do passado..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marinheiro (Fernando Pessoa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exatos 15 anos, estava sentado numa mesa perante a uma parede de espelhos. Escrevia febrilmente, ja iniciado no vício das letras de forma. Estava prestes a concluir um projeto anônimo (e assim permanece até hoje) que tinha concebido alguns meses antes: escrever uma história num mundo fantasioso que abarcasse uma aventura de RPG. Tratava-se de um mundo medieval onde guerreiros e feiticeiros, desta feita, deveriam seguir por florestas e montanhas sombrias, até penetrarem num antigo e gigantesco castelo no topo de uma delas.&lt;br /&gt;Nesse castelo estavam situados diamantes mágicos, que se unidos pela força do mal, lideradas pelo vampiro Barandrun, haveriam de destruir o mundo conhecido e criar automaticamente outro onde predominasse as trevas e a maldade (não, nunca tinha lido O senhor dos anéis).&lt;br /&gt;A missão dos aventureiros (ou mocinhos) era encontrar os diamantes a tempo e matar o chefe-vampiro da conspiração. Para isso deveriam vencer inúmeros perigos escondidos em seu castelo-labirinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, me peguei lendo os manuscritos (já digitalizados pela minha caríssima cunhada), folheando-os delicadamente, sorvendo seu cheiro e seu sabor.&lt;br /&gt;Por entre emoções saudosistas e lembranças visuais e sensoriais remotas, imaginei o quão fértil e livre de empecilhos deve ser uma mente capaz de criar histórias tão longas e realmente fantásticas. Pensei nisso ao lembrar que minha mente de adulto talvez hoje não seja capaz de vibrar e manipular com tanta energia dados completamente fantasiosos e, por assim dizer, fascinantes. Meu consolo é que muitos vencem essa barreira, alguns deles tornando-se famosos.&lt;br /&gt;E assim guardei os papeis na gaveta.&lt;br /&gt;Fascinante entrar na realidade escrita, reflexo da realidade social que, de qualquer forma, estamos inseridos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7203843261235464356?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7203843261235464356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7203843261235464356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7203843261235464356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7203843261235464356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/07/05071995.html' title='05/07/1995'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4104729687669287869</id><published>2010-06-13T13:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T04:24:26.782-07:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (4)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus 6:14-15&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAP 5 (Bem aventurados os aflitos. TEMA: O sofrimento na terra (qual a razão do sofrimento?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo o Evangelho segundo o espiritismo, página 74, parágrafo 1. Causas das aflições. Sofrimentos. Dor. O famoso "porque tem que ser assim".&lt;br /&gt;Pois bem. Vi que se questiona porque crianças em tenra idade não conhecem na vida senão o sofrimento. Lembrei de um texto de uma prova de português, na minha sétima série, em 1996. Contava com 13 anos. Dizia o autor do texto da prova que "gostaria de morrer um pouco para que esse menino pudesse viver um pouco mais".&lt;br /&gt;Ciência? não explica. Filosofia? não resolve. Religião? não justifica. Onde está a justiça? se há deus, deve este ser justo. E "todo efeito tem uma causa". Se há causa, e há deus, a causa deve ser justa, pois o primeiro é criador indireto da segunda. Se a causa é justa, o efeito também o é. Se há "efeito aflição", há uma causa justa para ele. Se é aflição, é sofrimento. Se é sofrimento, não é consequência do bem, e sim do mal. Se não foi praticado nessa vida - e o conceito de causa engloba a idéia de precedência em relação ao efeito - foi feito em vida passada.&lt;br /&gt;Assim, quem sofre agora, está expiando, "queimando o combustível que é seu passado". Não precisa ser um fato específico, e sim uma conjuntura de fatores que compoem o sofrimento, nem sempre descritíveis.&lt;br /&gt;O sofrimento é efeito natural do mal, ou males praticados. Ele incia na (1) tomanda de consciência do erro(s) cometido(s)(arrependimento - purgação moral). Por conta disso, o homem (2) se coloca naturalmente em situações de sofrimento semelhantes às que provocou. Não necessariamente sofrendo os mesmos fatos externos em si, e se sofrendo mental e espiritualmente de modo semelhante.&lt;br /&gt;Após sofrer e aprender, elaborar o sofrimento, o mal está extinto, "o fogo foi queimado". A consciência e os fatos da vida obrigarão agora (3) o homem a concertar em fatos, atos, o mal que fez e retificar e melhorar os danos cometidos.&lt;br /&gt;O perdão da outra parte é instrumento facilitador, mas não indispensável para que se dê o processo de correção. É necessário perceber o erro, sofrer suas consequências e conserta-los, em seguida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4104729687669287869?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4104729687669287869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4104729687669287869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4104729687669287869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4104729687669287869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/06/filosofia-espirita-4.html' title='Filosofia espírita (4)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-840610027544748052</id><published>2010-04-27T18:32:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T18:37:52.292-07:00</updated><title type='text'>Conto machista</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"O adultério parecia assim um dever aristocrático. De resto a virtude parecia ser, pelo que ele contava&lt;br /&gt; o defeito de um espírito pequeno, ou a ocupação reles de um temperamento burguês..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eça de Queiroz - O primo Basílio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto machista - Por Solon Eduardo Gouveia Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fôra agredida pelo tempo. A cor acobreada não mais lhe pintava, os rijos seios haviam transmutado-se em enormes bolsas de gordura flácida. Também não tinha mais o mesmo cheiro, irrefutável argumento em favor de sua presença, a prova cabal de sua exclusividade como fêmea dominante, de muitos machos. Foi assim ao acaso. Andava e quando percebi estava lá. Frente a frente, uns miseros segundos...Não, apesar de tudo não houve dificuldade em reconhece-la. Faltava. Não mais o tinha. Não mais atraia o coito. Não mais me provocava ereções constrangedoras em locais inapropriados. Estava velha. Mas que velha, exausta, idosa. Todo o corpo cansado de sustentar tamanha opulência ao prazer...Logo vi. Agora tinha rendido-se ao tempo, a comida, ao álcool, fumo, a maledicência...Se nunca a tivesse conhecido creio que nem de leve, pelas mais absurdas elocubrações, conseguiria lhe imaginar passado mais merecedor de seções e seções de masturbação solitária. E quantas vezes havia ela me salvado de avassaladora energia não dirigida, praticamente, a fêmea outra? E quantas vezes, após cansativo exercício, embate sexual, a ela me recordei homenageando-a com o último suspiro, definitivo, reconfortante...Agora não mais valia o esforço braçal. Agora não mais era fêmea. Só pêlo, osso e gordura, muita gordura. Onde se esconderam aqueles seios, coxas, bunda. Onde estava toda ela, mulher, corpo naturalmente bronzeado...Lembro-me de sua cintura, pintas, dobras...Infinitos detalhes. E seu gosto...O tempo lhe foi cruel. Mas que o tempo, ela mesmo não mais se quis. Dez anos haviam assassinado brutalmente minha paixão. Mesmo. Ahh! E não mais ela existia, apesar de viva, ali, na minha frente...Não falei nada. Nem foi preciso. Pela surpresa de meu olhar ela percebeu. E teve certeza de sua morte naquele instante. Corou-se, levemente. Olhou o chão. Fitou-me curiosa, pois de alguma forma, por milésimos de milésimos de segundos se encontrou, distante lembrança, e pensou ser ela mesma aquela de quem lembro-me agora. Embalde. Novamente obteve a fria certeza de sua metamorfose, e que não mais era ela, e que não mais dispunha de meu sexo, pois do dela já não era proprietária, sócia, locatária ou tinha qualquer grau de parentesco. Nem mesmo o sorriso debochado, o olhar superior (como se não precisasse de qualquer homem ou mulher, como se o fizesse por pura caridade) a lascívia confiante. Ah! Tive raiva. Muita. Como pôde?! Assassina! Suicida! No mesmo instante percebeu-se culpada. E desembestou a percorrer com suas mãos o próprio corpo, timidamente, para certificar-se do ocorrido. Alisou-se. Foi procurando-se com mínimos movimentos, desengonçados como se fosse a primeira vez. Rosto, peito, em cada pedaço ia se desfazendo. Chegou a molhar os olhos, mas não haviam lágrimas, nunca. Olhava pra dentro. Desceu às coxas, bunda, a própria cintura abaulada, segurou o sexo...Olhou-me e não mais se viu. Caiu. Morreu. Ali mesmo. Na esperança de melhor forma, apelou para a rigidez cadavérica. Típico dela, devo admitir. Fui para casa...Estava estupefato. Corria, corria. Deus! Me dirigi ao quarto, em desespero, precisava ser agora. Não pude esperar. Rasguei minhas vestes, todas, e nu, ali mesmo e em sua homenagem descasquei-lhe última punheta. Desenfreada. Gozei. E foi como se não o tivesse feito em 10 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-840610027544748052?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/840610027544748052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=840610027544748052' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/840610027544748052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/840610027544748052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2010/04/conto-machista.html' title='Conto machista'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6238853291818085832</id><published>2009-12-12T13:18:00.000-08:00</published><updated>2010-04-11T10:46:20.721-07:00</updated><title type='text'>Ato médico</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"But they still can't prevent the inevitable farewell..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greg Graffin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi, em meu e-mail pessoal, o seguinte informativo do Conselho Federal de Medicina (CFM):&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Agência Senado está promovendo uma enquete, através do seu site, sobre a regulamentação da medicina. A pergunta "você é a favor ou contra a regulamentação do exercício da medicina nos termos do projeto PLS 268/02?" ficará no ar até o fim de dezembro e pode ser acessada na página principal da Agência. &lt;br /&gt;Dê o seu voto a favor do projeto, que foi aprovado em outubro pela Câmara dos Deputados, e, agora, aguarda a avaliação dos senadores. Para dizer SIM ao Ato Médico, acesse agora mesmo a página da Agência Senado. O endereço é o seguinte:&lt;br /&gt;http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0 . &lt;br /&gt;Avise aos outros médicos e defensores da proposta para fazer o mesmo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho 27 anos. Formei em medicina no mês de novembro de 2006. Desde os primeiroas anos de faculdade, venho ouvindo falar de "ato medico". Não lembro exatamente como as informações chegavam aos meus ouvidos. Professores mencionavam em classe que deputados estavam elaborando um projeto de lei, "que deveria estabelecer exatamente o que os médicos deveriam fazer". Embora fosse espantosa a idéia de que atuantes de uma profissão tão importante quanto antiga não tivessem estabelecidos em lei o seu rol de ação, lembro perfeitamente de não ter dado muita atenção ao assunto. Tinha mais é que me preocupar com os meus problemas, minha vida pessoal, minhas provas, meu livros, etc... afinal, a formatura estava muito longe e a idéia de ser-em-médico ainda me soava remota.&lt;br /&gt;Os anos foram passando. O assunto, embora polêmico, estava longe de dominar as rodas de discussão entre meus colegas estudantes de medicina, e também entre estudantes de outras áreas de saúde, com quem sempre tive a sorte de conviver (muitos sendo amigos mais intimos).&lt;br /&gt;Em termos de senso comum, grosso modo, havia 2 ideias sutilmente em voga: (1) pró-ato médico: "os medicos são a unica profissão que podem dar diagnóstico e tratamento de doenças reconhecidas; (2) anti-ato médico: "os medicos serão os unicos profissionais a mandar no tratamento e se perderá a ação em equipe".&lt;br /&gt;Pois bem. Até a presente data, nunca havia lido o projeto de lei do ato médico (PL 7703/06) na integra. Ou seja, nunca tinha opinião formada (além da guiada pelo senso comum e pelo institivo corporativismo) quando o assunto vinha em questão.&lt;br /&gt;Resolvi baixar o arquivo. Li-o, e aqui o reproduzo na integra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;PL 7.703/2006&lt;br /&gt;Dispõe sobre o exercício da medicina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Congresso Nacional decreta:&lt;br /&gt;Art. 1º O exercício da medicina é regido pelas disposições desta Lei.&lt;br /&gt;Art. 2º O objeto da atuação do médico é a saúde do ser humano e das&lt;br /&gt;coletividades humanas, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo, com o&lt;br /&gt;melhor de sua capacidade profissional e sem discriminação de qualquer natureza.&lt;br /&gt;Parágrafo único. O médico desenvolverá suas ações profissionais no campo da&lt;br /&gt;atenção à saúde para:&lt;br /&gt;I – a promoção, a proteção e a recuperação da saúde;&lt;br /&gt;II – a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças;&lt;br /&gt;III – a reabilitação dos enfermos e portadores de deficiências.&lt;br /&gt;Art. 3º O médico integrante da equipe de saúde que assiste o indivíduo ou a&lt;br /&gt;coletividade atuará em mútua colaboração com os demais profissionais de saúde que a&lt;br /&gt;compõem.&lt;br /&gt;Art. 4º São atividades privativas do médico:&lt;br /&gt;I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;&lt;br /&gt;II – indicação e execução da intervenção cirúrgica e prescrição dos cuidados&lt;br /&gt;médicos pré e pós-operatórios;&lt;br /&gt;III – indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam&lt;br /&gt;diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as&lt;br /&gt;biópsias e as endoscopias;&lt;br /&gt;IV – intubação traqueal;&lt;br /&gt;V – definição da estratégia ventilatória inicial para a ventilação mecânica&lt;br /&gt;invasiva, bem como as mudanças necessárias diante das intercorrências clínicas;&lt;br /&gt;VI – supervisão do programa de interrupção da ventilação mecânica invasiva,&lt;br /&gt;incluindo a desintubação traqueal;&lt;br /&gt;VII – execução da sedação profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral;&lt;br /&gt;VIII – emissão de laudo dos exames endoscópios e de imagem, dos&lt;br /&gt;procedimentos diagnósticos invasivos e dos exames anatomopatológicos;&lt;br /&gt;IX – indicação do uso de órteses e próteses, exceto as órteses de uso temporário;&lt;br /&gt;X – prescrição de órteses e próteses oftalmológicas;&lt;br /&gt;XI – determinação do prognóstico relativo ao diagnóstico nosológico;&lt;br /&gt;XII – indicação de internação e alta médica nos serviços de atenção à saúde;&lt;br /&gt;XIII – realização de perícia médica e exames médico-legais, excetuados os&lt;br /&gt;exames laboratoriais de análises clínicas, toxicológicas, genéticas e de biologia molecular;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;XIV – atestação médica de condições de saúde, deficiência e doença;&lt;br /&gt;XV – atestação do óbito, exceto em casos de morte natural em localidade em&lt;br /&gt;que não haja médico.&lt;br /&gt;§ 1º Diagnóstico nosológico privativo do médico, para os efeitos desta Lei,&lt;br /&gt;restringe-se à determinação da doença que acomete o ser humano, aqui definida como&lt;br /&gt;interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por&lt;br /&gt;no mínimo 2 (dois) dos seguintes critérios:&lt;br /&gt;I – agente etiológico reconhecido;&lt;br /&gt;II – grupo identificável de sinais ou sintomas;&lt;br /&gt;III – alterações anatômicas ou psicopatológicas.&lt;br /&gt;§ 2º Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional,&lt;br /&gt;psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades&lt;br /&gt;mental, sensorial e perceptocognitiva.&lt;br /&gt;§ 3º As doenças, para os efeitos desta Lei, encontram-se referenciadas na&lt;br /&gt;décima revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas&lt;br /&gt;Relacionados à Saúde.&lt;br /&gt;§ 4º Procedimentos invasivos, para os efeitos desta Lei, são os caracterizados&lt;br /&gt;por quaisquer das seguintes situações:&lt;br /&gt;I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos;&lt;br /&gt;II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção,&lt;br /&gt;insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou&lt;br /&gt;físicos;&lt;br /&gt;III – invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos.&lt;br /&gt;§ 5º Exetuam-se do rol de atividades privativas do médico:&lt;br /&gt;I – aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e&lt;br /&gt;intravenosas, de acordo com a prescrição médica;&lt;br /&gt;II – cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica, enteral, anal,&lt;br /&gt;vesical, e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;&lt;br /&gt;III – aspiração nasofaringeana ou orotraqueal;&lt;br /&gt;IV – punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição médica;&lt;br /&gt;V – realização de curativo com desbridamento até o limite do tecido&lt;br /&gt;subcutâneo, sem a necessidade de tratamento cirúrgico;&lt;br /&gt;VI – atendimento à pessoa sob risco de morte iminente.&lt;br /&gt;§ 6º O disposto neste artigo não se aplica ao exercício da Odontologia, no&lt;br /&gt;âmbito de sua área de atuação.&lt;br /&gt;§ 7º O disposto neste artigo será aplicado de forma que sejam resguardadas as&lt;br /&gt;competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro,&lt;br /&gt;farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física,&lt;br /&gt;psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia.&lt;br /&gt;Art. 5º São privativos de médico:&lt;br /&gt;I – direção e chefia de serviços médicos;&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;II – coordenação, perícia, auditoria e supervisão vinculadas, de forma imediata e&lt;br /&gt;direta, a atividades privativas de médico;&lt;br /&gt;III – ensino de disciplinas especificamente médicas;&lt;br /&gt;IV – coordenação dos cursos de graduação em medicina, dos programas de&lt;br /&gt;residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para médicos.&lt;br /&gt;Parágrafo único. A direção administrativa de serviços de saúde não constitui&lt;br /&gt;função privativa de médico.&lt;br /&gt;Art. 6º A denominação de "médico" é privativa dos graduados em cursos&lt;br /&gt;superiores de medicina e o exercício da profissão, dos inscritos no Conselho Regional de&lt;br /&gt;Medicina com jurisdição na respectiva unidade da Federação.&lt;br /&gt;Art. 7º Compreende-se entre as competências do Conselho Federal de Medicina&lt;br /&gt;editar normas sobre quais procedimentos podem ser praticados por médicos, quais são&lt;br /&gt;vedados e quais podem ser praticados em caráter experimental.&lt;br /&gt;Parágrafo único. A competência fiscalizadora dos Conselhos Regionais de&lt;br /&gt;Medicina abrange a fiscalização e o controle dos procedimentos especificados no caput,&lt;br /&gt;bem como a aplicação das sanções pertinentes em caso de inobservância das normas&lt;br /&gt;determinadas pelo Conselho Federal.&lt;br /&gt;Art. 8º Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data de sua publicação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Senado Federal, em de dezembro de 2006&lt;br /&gt;Senador Renan Calheiros&lt;br /&gt;Presidente do Senado Federal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto foi recentemente aprovado na câmara dos deputados, sendo encaminhado ao senado. Isso só serviu pra jogar lenha na fogueira, pois a iminência de sua aprovação (ou não) traz à tona a discussão sobre o que muito já se fala sobre o projeto.&lt;br /&gt;O informativo que recebi do CFM ainda vinha com o seguinte adendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Muito se tem falado sobre este projeto de lei, que trará grandes benefícios para a sociedade. No entanto, os que são contra usam argumentos falsos e procuram induzir à confusão e à polêmica. Confira as verdades e mentiras sobre o Projeto de Lei, o que fortalecerá sua argumentação junto aos colegas, aos demais profissionais da saúde e à população. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;VERDADES E MENTIRAS SOBRE O PL 7703/06&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;1- Das diversas profissões que atuam na área da saúde no Brasil, apenas a Medicina não tem o seu exercício profissional regulamentado em Lei, o que agora se pretende corrigir com a aprovação do PL. Talvez pelo fato da Medicina ser a mais antiga das profissões da Saúde, nunca houve a preocupação de regulamentá-la. Como nos últimos tempos alguns procedimentos que deveriam ser realizados exclusivamente por médicos - do ponto de vista técnico–científico, legal e de responsabilidade civil - passaram a ser executados por profissionais não-médicos, surgiu a necessidade de definição legal das atividades que são ou não privativas de quem tem a formação médica. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;2- Como é facilmente compreensível para quem lê o inteiro teor do PL e não apenas "pinçando" alguns de seus artigos para interpretações errôneas, o PL não ofende nem pretende se sobrepor às outras profissões da Saúde, muito menos colocá-las em posição subalterna. Não existe no PL qualquer referência que permita este tipo de interpretação, a não ser por desinformação ou má intenção de pessoas com outros objetivos. Pelo contrário, em vários de seus artigos e parágrafos o PL evidencia de maneira bastante clara o respeito pelas atribuições das outras profissões. Sugerimos a leitura atenta do PL, especialmente o artigo 3, os parágrafos 2, 5, 6 e, principalmente, o parágrafo 7 do artigo 4, além do parágrafo único do artigo 5. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;3- O PL vem sendo amplamente debatido há mais de 7 anos, primeiramente no Senado e agora pela Câmara, retornando novamente ao Senado; se finalmente aprovado, seguirá para sanção presidencial. Neste processo foram ouvidos inúmeros setores da Sociedade, em várias audiências públicas, com ampla participação das Entidades representativas de todas as profissões da Saúde, até a edição do texto final que atende, principalmente, às necessidades da população brasileira. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;4- A regulamentação da profissão de médico é essencial para proteção da sociedade, para evitar que pessoas sem preparo técnico adequado pratiquem atos danosos à saúde das pessoas. Uma leitura atenta, isenta, sem preconceitos e honesta do PL mostra, com clareza, que não se pretende - e nem seria possível - excluir outras profissões do atendimento à saúde dos cidadãos e nem mesmo limitar as suas atribuições. O que se pretende é evidenciar que uma equipe de saúde deve contar com vários profissionais, de maneira harmoniosa e integrada, nas suas atribuições específicas, incluindo os médicos. Afinal, ao contrario do que pensam alguns, ainda não é possível fazer Medicina sem médico. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Para mandar um e-mail ao senador de seu estado, solicitando a aprovação pelo Senado do PL-7703/2006, acesse o link: http://www.apm.org.br/regulamentacaodamedicina/&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos que me conhecem sabem bem que sou - sempre fui - forte defensor da assistência à saúde em equipe. A favor da abordagem multi e transdisciplinar, e do intercâmbio de conhecimentos entre as diferentes áreas. É dificílimo promover a saúde ou tratar a doença com a ação isolada de um único profissional.&lt;br /&gt;O que me pareceu após a leitura do PL é que se pretende manter as coisas exatamente como são, só que discriminadas na lei, o que realmente não existia no tocante à medicina.&lt;br /&gt;Médicos trabalham em equipe. Seja em hospitais (pronto-socorro, enfermarias, ambulatórios, interconsultas, procedimentos), postos de saúde, consultórios e outros locais de atuação, o médico está lidando com múltiplos profissionais, nestes diversos ambientes assistenciais. O SUS é estruturado para dar suporte cada vez maior a este modelo. Na minha atuação profissional, nunca tive pretensão de um dia realizar o trabalho de um colega psicólogo, enfermeiro, nutricionista ou outro. E, se tivesse a arrogância e a coragem de tenta-lo, não seria possível pela ausência de conhecimento técnico. E teria que arcar com as conseqências da lei.&lt;br /&gt;Como ficou claro no parágrafo 2 do artigo 4, diagnóstico de outros profissionais NÃO poderiam ser exclusividade médica, que não têm conhecimento nem competência técnica para tanto. A medicina atua no âmbito dos &lt;em&gt;diagnósticos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;tratamentos&lt;/em&gt; das doenças catalogadas no CID-10, que, OBVIO, necessitam de uma EQUIPE para adequado tratamento. Do mesmo modo que um engenheiro não pode mandar num advogado, um medico não pode mandar num profissional de outra área.&lt;br /&gt;Se realmente o ato médico for o retrocesso que tanto se apregoa pelos que são contrários, a saúde no Brasil entraria num retrocesso sem precedentes, com conseqüências econômicas, sociais, culturais e de saúde completamente desastrosas. Se o bom senso diz que não pode ser assim, fico muito mais aliviado de ver que o próprio PL, a seu modo, também diz que não. Como qualquer profissão, os médicos devem fazer apenas o que sabem fazer, no contexto que devem fazer, e é espantoso que seu “ato” não seja discriminado em lei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6238853291818085832?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6238853291818085832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6238853291818085832' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6238853291818085832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6238853291818085832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2009/12/ato-medico.html' title='Ato médico'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1026137790461949104</id><published>2009-09-21T17:42:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T17:57:37.425-07:00</updated><title type='text'>Olá caro amigo</title><content type='html'>Salvador, 21 de setembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá caro amigo. Faz tempo que não nos correspondemos. Pelo menos 'em cartas', visto que nossas memórias operam em nossa mente o efeito que teria uma mensagem falada ou, sob qualquer forma, cifrada.&lt;br /&gt;Venho através desta relatar algo muito curioso. Estava a caminhasr por seu saudoso bairro, e, ao observar determinada construção (acho que uma igreja católica), lembrei-me das criticas por ti proferidas a respeito de tal instituição, em geral, e da religião como um todo, em particular.&lt;br /&gt;De fato, concordei com determinados juizos que outrora (sem o teu conhecimento) desprezara. Despertou-me a ideia de que a religião cumpre um papel dúbio: ao tempo que capta a mente e a "alma" de seres humanos cultural e espiritualmente desamparados, fornecendo-lhes elementos para manterem-se firmes na luta pela e para a vida, também podem cumprir o papel negativo de "prender" esses mesmos seres humanos "nos ferros da ignorância" quando os mesmos poderiam encetar "vôos mais altos".&lt;br /&gt;Sobreveio-me a ideia de que algo que aparentemente daninho à cultura e inteligência humana (e consequentemente à sociedade) não teria tamanha complexidade de extensão e manifestação se asssim estritamente o fosse. Deve haver algo mais. O senso comum, embasado pelo "bom senso" o indica. E aponta para o "outro gume da faca".&lt;br /&gt;Embora por vezes não seja do meu agrado, devo ressaltar que os termos "cultural e espiritualmente desamparados", bem como "vôos mais altos" aqui são usados na sua ascendência do senso comum. Ou seja, signifique o que bem se entenda.&lt;br /&gt;Por hora, é isso! Sinto falta das nossas discursões e debates, muito produtivos em todos os aspectos, e espero que sua regularidade seja reposta em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Campos de Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1026137790461949104?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1026137790461949104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1026137790461949104' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1026137790461949104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1026137790461949104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2009/09/ola-caro-amigo.html' title='Olá caro amigo'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-8320940726570340893</id><published>2009-09-18T09:35:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T15:56:13.483-07:00</updated><title type='text'>O que é que vocês estão olhando? (2)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Se você tem ingenuidade suficiente&lt;br /&gt;Se você tem convicção&lt;br /&gt;Então a resposta lhe parecerá perfeita"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greg Graffin&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angustia. Mal estar. Há entre nós uma eterna sensação de que "falta alguma coisa". Falta uma resposta. "Quando encontro as respostas, a vida muda as perguntas", já dizia o ditado.&lt;br /&gt;O bom senso parece indicar que não necessitamos de uma resposta pra tudo. O mal estar, contudo, vem deste contra-senso: se não "damos conta" de todas as demandas internas e externas, nos sentimos frustrados e incompetentes. esquecemos o real sentido da demanda, e fica a sensação de frustração e incompetência. E assim desviamos nossa energia para passatempos inúteis e fúteis. Nos abandonamos finalmente.&lt;br /&gt;Penso que essa é a verdadeira doença do homem. Não está determinado e escrito em lugar nenhum que precisamos ter uma respsota pra tudo. Até mesmo porque muitas respostas não são possíveis, a exemplo do que muito ouço no meu dia-a-dia: "porque eu tenho essa doença"?&lt;br /&gt;Ora, na psiquiatria, e em boa parte da medicina, raramente as doenças ocorrem num contexto linear, tipo "causa-consequência". Quanto um médico explica que a doença ocorre num contexto único e que é preciso conhece-lo ao máximo para que haja uma resposta, a maioria dos pacientes não se contenta. Eles querem uma resposta direta. A cultura ocidental a quer. O mundo o exige desde que nasceu. E assim a doença se perpetua.&lt;br /&gt;Entender um contexto exige intuição, de forma que a resposta, ao ser transposta em palavras, passe a impressão de incompletude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi isso num relance. E meu dia se tornou mais tranquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-8320940726570340893?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/8320940726570340893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=8320940726570340893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/8320940726570340893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/8320940726570340893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2009/09/i-dont-believe-you-have-answer.html' title='O que é que vocês estão olhando? (2)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-3280863916075233235</id><published>2009-07-20T18:13:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T07:08:55.075-07:00</updated><title type='text'>Parabéns para mim, nessa data querida (3)</title><content type='html'>Um homem, num impávido ponto do oceano atemporal prétérito a sua vida, observa a planicie que se descortina... e a vida que chega... e se congratula!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ela veio com seus menestreis alados. Saboroso cheiro, da vista infinda. Teu verde deserto desceria pela verde cúpula, levando aos caminhos do ouro inexplorado.&lt;br /&gt; - Te desejo um bom ano escolar. Ele dizia. E disse.&lt;br /&gt; - Sem outra, irmão. Na rede, lembre do mar.&lt;br /&gt;Mas os dias acabaram por falar por si. E estas pessoas se sentiram incapazes de ser o que são. Não como?&lt;br /&gt; - Veja com quem vai entrar no jardim. Os valores estão lá, intocados. É ouro, é outro da mente, já dizia o tio. "Esse ninguem te tira, o que é do homem o bicho não come".&lt;br /&gt;Atrás das dunas existe um lago azul. O castelo está ao lado de quem vê. Pela janela verás a cruz. Onde está meu jardim, minha casa, minha &lt;em&gt;cave&lt;/em&gt;? onde está a terra, o cheiro do sol, da mata vermelha e suas largatas?&lt;br /&gt;Outro caminho pra o caminho de volta. Eis o que se me apresenta.&lt;br /&gt;E a história se repete, cada vez mais original, cada vez mais diferente. Não serão as pedras do barro que avermelharão o azul da tua terra. E vai-se floresta, montanha, morro, águia, agua, céu!&lt;br /&gt;Outro homem, outra vida, nunca diferente daquele que precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para mim!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-3280863916075233235?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/3280863916075233235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=3280863916075233235' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3280863916075233235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3280863916075233235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2009/07/parabens-para-mim-nessa-data-querida-3.html' title='Parabéns para mim, nessa data querida (3)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7856200182067905663</id><published>2009-05-01T07:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T08:59:35.899-07:00</updated><title type='text'>Sabor indetectável (2)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O amanhã é mistério e o hoje é uma dádiva. Por isso se chama "presente" "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Dyson&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sabor é indetectável. O pensamento chega, fica, passa e não esteve. O traço entre a noite o alvorecer. Uma sopa de sabor indetectável, insondável. E deliciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive a lembrar de algumas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda infância, de certa maneira, é uma festa. Não importa quantas dificuldades, barreiras e percalços a família encontre, na figura dos pais e irmãos mais velhos, para a criança tudo é uma festa. Festa. Uma grande festa chancelada pela inocência e pela ignorância semi-integral dos auto-hetero-abandonos tão característicos da vida adulta.&lt;br /&gt;Para a criança, o mundo é muito grande. É enorme. Tudo é grande. E assim sendo, tudo toma proporção maior. Uma brincadeirinha, um presente oferecido, um elogio despretencioso, uma festinha, um lanche com colegas... tudo se torna uma farra, uma comemoração, uma alegria, nesse lindo universo que "os anos não trazem mais".&lt;br /&gt;Nesse contexto, fatos curiosos podem ocorrer. Curiosidades que ensinam aos adultos infantis que o mundo pode ser bom, que podemos ser otimistas, e que as pessoas podem ser boas. O que é ser "bom" ou não é uma outra conversa. Mas o senso comum entendeu.&lt;br /&gt;Acho que tenho uma história.&lt;br /&gt;Ano: 1991. Tinha 9 anos de idade. Frequentava um clube perto de casa onde fazia aulas de natação e caratê, à tarde, após o horário escolar. Embalado pelo sol-céu sempre límpido-azul de Salvador, as aulas de natação eram a maior diversão, bem como o intervalo após ela, até a aula de caratê, uma hora depois. Nesse intervalo, jogavamos bola com alguns amigos, ficávamos brincando na piscina, e, principalmente, iamos lanchar.&lt;br /&gt;Lanche!! Ficava maravilhado com aqueles mistos, hamburguers, cheeseburgers, e toda a sucarada exposta acintosamente por cruzeiros ou cruzados (não lembro a moeda), nos painéis reluzentes da lanchonete. Lembro que o misto custava 80, e o hamburger 120. Como só tinhamos 100 para o lanche, acabava sendo o misto.&lt;br /&gt;Nossa! Era tão saboroso que o devorava em cinco minutos. E sempre, sempre, com o jeito espalhafatoso que me era peculiar, pedia outro, a altos brados, à minha mãe e às atendentes da lanchonete do clube, mesmo sabendo que não teria outro sanduiche. E feliz assim mesmo, ia para a outra aula.&lt;br /&gt;E todas as tardes assim era. E assim ia.&lt;br /&gt;Havia nesse lanchonete uma atendente chamada Flávia. Era branquinha, tinha algumas sardas, baixinha, cabelos castanhos, algo acima do peso. Uma simpatia. E bastante tímida tambem. Quando chegávamos, eu sempre ia logo pedindo meu sanduiche, e minha mãe, ao pagar, e enquanto eu comia, sempre arrumava um motivo para elogia-la: "Flávia, como o sanduiche está delicioso!" "Flavia, como você está bonita hoje!" "Nossa, você é uma simpatia!". E assim os dias passavam. Flávia ficava vermelha, sorria timidamente, e partia para realizar seu competente trabalho gastronômico.&lt;br /&gt;Nesses momentos, confinado a meu sanduiche, ia jogando as lembranças desses elogios para meu "escanteio mental". Mal saberia que tudo que é bom deixa marcas pra sempre. &lt;br /&gt;Um dia, após terminar o lanche, permaneci na mesa com a mãe a esperar a hora para a próxima aula. Eis que Flávia, lá do balcão, nos chama: "Dona Rosita, um presente para seu menino!"&lt;br /&gt;Mal podia acreditar... ela tinha feito, por sua conta, dois mistos, de graça! Extasiado, dei pulos, gritos, urros de alegria, e os devorei no espaço de tempo em que comeria um só.&lt;br /&gt;Tudo é maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo esta história ficou esquecida. Lembrei-a recentemente. Lembrei que um elogio, a exaltação de um valor, um gesto educado, "por favor-obrigado-bom-dia" pesam milhões de vezes mais que qualquer outra coisa. Isso rege as relações humanas. E sempre volta, de alguma maneira, sob alguma benesse. Mesmo sob a forma de dois sanduiches misto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7856200182067905663?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7856200182067905663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7856200182067905663' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7856200182067905663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7856200182067905663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2009/05/sabor-indetectavel-2.html' title='Sabor indetectável (2)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4141918428962082299</id><published>2009-04-12T19:03:00.000-07:00</published><updated>2009-12-21T14:10:17.654-08:00</updated><title type='text'>Sabor indetectável (1)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"O segundo, não o tempo, é implacável&lt;br /&gt;Tolera-se o minuto, a hora suporta-se...&lt;br /&gt;... mas o segundo é implacável"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível a festa que nossa mente faz. Essa sopa de sabor indetectável, insondável. Seguir uma forma-pensamento do que quer que seja seria como tentar seguir uma molécula do que quer que seja no oceano, por qualquer espaço de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive a lembrar de algumas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1993, cursava a quarta série do ensino fundamental (na época, chamava-se "primário"). Sabe aquelas paixões infantis, intensíssimas, protagonistas principais e coadjuvantes do palco mental de milhões de pré-adolescentes? bem, não fugia à regra de ser dominado por ela.&lt;br /&gt;A garota chamava-se &lt;em&gt;K&lt;/em&gt;. Não me lembro o sobrenome dela, embora lembre que por muitos anos evocava primeiramente este segundo nome ao evocar a imagem de sua dona. Estranho isso, associar o nome ao sobrenome, e assim, a pessoa ao sobrenome, esquecendo do nome... mas não importa, vamos à história.&lt;br /&gt;Contava com 11 anos, e encarnava bem o estereótipo do pré-adolescente tímido e defensivo. A garota sequer notava minha presença, exceto nos momentos de esbarrão, ou naqueles que por algum acaso o destino me brindava com a sorte de a mesma me pedir algo emprestado, como um lapis ou uma borracha. Talvez houvessem outros momentos. Não lembro bem. Sinto que não havia.&lt;br /&gt;Não sabia o que fazer pra chamar sua atenção, e quando por acaso (infelizmente um acaso raro) o fazia, aquela se dava por poucos segundos. Às vezes, quando um amigo em comum me perguntava algo, ou quando avançavamos juntos para a mesma maçaneta da sala de aula, ou quando por acaso chegavamos juntos ao balcão de lanche da cantina pra fazer algum pedido, tinha seus poucos segundos. Essas maravilhas do acaso, que mais pareciam brincadeiras, joguetes do destino, como que a saborear sua imponente superioridade sobre os pobres mortais pré adolescentes tímidos, brindavam minhas esperanças com fortes pilares de sustentação. Onde estariam as vigas?&lt;br /&gt;A sala de aula era uma bagunça. Havia conversa o tempo todo, gritaria, bolinhas de papel voando, discussões sobre todos os assuntos juvenis, aviãozinho, videogames -  e tudo isso em pleno avançar das aulas.&lt;br /&gt;Todos sabiam de conversas escusas de professores propondo remoção de certos alunos pra outras turmas, outros propondo punições mais severas para os conversadores. O assunto era debatido em reuniões de pais. Nada era resolvido.&lt;br /&gt;Por vezes tais conversas escusas se transformavam em esporros coletivos quando algum professor finalmente alcançava os limites de sua paciência.&lt;br /&gt;Parecia que nossos educadores eram reféns de alunos barulhentos, conversadores e algo encrenqueiros. &lt;em&gt;Alguma coisa precisa ser feita!&lt;/em&gt; diziam.&lt;br /&gt;E assim passaram-se semanas, meses. Decidiram: &lt;em&gt;mapa de sala!&lt;/em&gt; Tratava-se de um artifício onde os professores decidiam arbitrariamente onde determinados alunos se sentariam durante uma semana. Após esse tempo, o mapa mudava. A idéia era manter os alunos afastados de membros da sua panelinha, grupinho, equipe ou parceiros preferidos de conversa, diminuindo assim o barulho e o burburinho intra-classe trans-aula. &lt;br /&gt;Pra mim, não fazia diferença. &lt;em&gt;Pur mim!&lt;/em&gt; Tinha poucos amigos em sala. Não era de conversar muito (embora vontade não me faltasse). Não sei. Acontece que o Deus, o destino, ou sei-lá-o-quê, ou simplesmente meu acaso-professora, resolveram me pregar uma peça. &lt;em&gt;Seria mesmo uma peça?&lt;/em&gt; até hoje não tenho resposta. Mas foi uma das peças mais maravilhosas da minha vida. O veneno era doce. A rapadura era &lt;em&gt;dura&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Ao raiar da segunda-feira, ao chegar em classe, vi que K. fora randomizada, pelo mapa de sala, para sentar na primeira carteira da fila do meio. Eu ficara na &lt;em&gt;segunda carteira!&lt;/em&gt; (da fila do meio!). Meu Deus, quisera eu saber o preço de uma molécula de adrenalina! E ela estava ali, de graça, sem esforço, sem artifícios, sem acasos, diante de mim, fadada a uma eterna semana de vizinhança didática!&lt;br /&gt;Foi maravilhoso... não sei se por sua vontade, educação, presença de espírito ou benevolência, troquei mais palavras com K em poucos dias de vida do que em 3 anos de colegas de classe. Cada palavra era um doce. Um sabor inigualável, um balsamo na alma, um &lt;em&gt;barato&lt;/em&gt;, uma dose de qualquer coisa, qualquer droga. &lt;em&gt;Era uma droga.&lt;/em&gt; Tal sabor me seguia, ia a minha casa, e lá eu entrava em leve abstinência, pronto pra receber nova dose no dia seguinte.&lt;br /&gt;E assim fizemos trabalhos de dupla, leitura de textos. Davamos bom-dia-boa-tarde um ao outro. Podia fazer algumas brincadeiras infantis (eram as unicas que conhecia) para lhe chamar atenção (mais pela infantilidade que pela brincadeira em si), e acabava coseguindo. Afinal, sentávamos em carteiras contíguas. Constatar tal ventura me levava aos céus... meu espirito deve ter emagrecido uns bons quilos naquela época.&lt;br /&gt;Passaram-se os dias (Afinal, uma semana tem apenas sete deles). Nos semparamos na sexta-feira. Caminho de casa, ia com o coração apertado. &lt;em&gt;Será que na segunda ela estará na segunda cadeira e eu na terceira, ou ela será realocada para outra fila?&lt;/em&gt; era torcer pra ver.&lt;br /&gt;No domingo, ao brincar no quintal de casa, percebi meu olho direito (e logo depois o esquerdo) bastante avermelhado, pegajoso e lacrimejante. &lt;em&gt;Conjuntivite!&lt;/em&gt; disse minha mãe. Meus olhos estavam chorando por estarem inflamados, mas minha alma não sabia se ria ou se chorava. Isso dependeria de onde K. estivesse na segunda-feira.&lt;br /&gt;Após milhares e milhares de segundos, minutos, horas, cheguei à minha sala. Contava com dez minutos de atraso, e, ainda assim, percebi que a aula não havia começado. &lt;em&gt;Estranho.&lt;/em&gt; Diante da turma, postada em sua escrivaninha, professora S. permanecia calma, quieta, com uma folha de papel repleta de quadradinhos feitos à caneta. &lt;em&gt;Só podia ser o mapa de sala.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Inseguro, com os olhos conjuntivitemamente lacrimejantes, dirigi-me para onde julgava ser o meu-lugar-de-sentar. A turma, num gesto de escarnio apiedado, tratou de travar cochichos e olhares dirigidos ao meu estado ocular. Não liguei. &lt;em&gt;Liguei, mas não tanto&lt;/em&gt;. Ligava mais para o meu destino, que certamente seria alí decidido em poucos minutos.&lt;br /&gt;Julgava, não por coincidência, que deveria sentar-me ao lado de K. Fui atraído pra lá, meu inconsciente movimentou minhas pernas. Afinal, nosso casamento estava nascendo, e uma semana de vida não poderia se acabar, morta, assassinada por uma simples canetada num quadradinho num papel. Sentia-me no palco. A turma era a plateia, &lt;em&gt;meu eu&lt;/em&gt; era meu próprio camarote, K. a protagonista, e minha alma um fantoche. &lt;em&gt;O que seria de mim, meu deus?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eis que professora S., subitamente, travestida de inocente impiedade, bateu o martelo:&lt;br /&gt; - Thiago, para o fundo da sala!&lt;br /&gt;Não olhei nos olhos de K. Certamente não estariam lacrimejantes, tampouco por dentro. Olhei. Não olhava pra mim, seus olhos cruzavam com os de uma colega, com quem conversava. &lt;em&gt;E eu, e eu?&lt;/em&gt; Num lampejo, rememorei todos os nossos momentos ao longo do unilateral casamento de sete dias. Eternos momentos. Meus olhos choraram. Não foi por conjuntivite. Mas todos pensaram que era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4141918428962082299?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4141918428962082299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4141918428962082299' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4141918428962082299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4141918428962082299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2009/04/sabor-indetectavel-1.html' title='Sabor indetectável (1)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-3332099715745918646</id><published>2009-02-21T12:43:00.000-08:00</published><updated>2010-06-07T15:47:50.105-07:00</updated><title type='text'>Siderosofia</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Meu dedo em seu gatilho&lt;br /&gt;A pólvora que nos acende é a mesma que nos mata&lt;br /&gt;O estampido do teu orgasmo&lt;br /&gt;É um tiro na cara da minha felicidade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus Lopes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O que você é?&lt;br /&gt; - Nem sei viu... talvez de tanto pensar no que está à tona, esqueça que toda árvore tem suas raizes. Não sei.&lt;br /&gt; - Pois é... essa história de ir deixando a causa do sofrimento pra lá, ir administrando, &lt;em&gt;ir levando&lt;/em&gt;, não dá certo. Esquecemos que o problema existe, esquecemos a causa, mas o sofrimento está lá. Esquecemos que o sol deve fugir para que haja noite. Ficamos só com a noite.&lt;br /&gt;E o rapaz ficou pensativo. Sim, não era de hoje que, em suas meditações diárias, buscava encontrar uma saida para seu próprio drama. &lt;em&gt;Siderosofando! &lt;/em&gt;Será que tinha varrido pra debaixo do tapete tudo o que queria encontrar, e, pior, se esquecera disso? era cavar pra ver.&lt;br /&gt; - Parece que não é só uma causa, para um sofrimento específico que escondemos. Parece que escondemos, a cada instante, vários pedaçoes de causa em diversas proproções, que geram uma sopa de problemas atuais... até mesmo porque, após um tempo, todo o lixo jogado no esgoto, em sua diversidade, vem à tona e fica boiando. O que fazer com ele?&lt;br /&gt; - Você está perguntando se tem como pegar uma sopa e com ela separar seus ingredientes em seus pacotes originais?&lt;br /&gt; - É. Acho que é isso mesmo.&lt;br /&gt; - Você acha que realmente isso é possivel?&lt;br /&gt;O rapaz estacou por um momento... ciscou, e respondeu:&lt;br /&gt; - Não, não, de fato. Talvez o caminho seja reciclar o lixo e construir algo novo, o que não deixaria de ser um retorno a suas origens.&lt;br /&gt; - Bingo! encontraste o caminho da felicidade! e ai tens seu próprio big bang...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-3332099715745918646?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/3332099715745918646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=3332099715745918646' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3332099715745918646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3332099715745918646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2009/02/siderosofia-mental.html' title='Siderosofia'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6702492904106593011</id><published>2008-12-03T15:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T17:08:32.585-08:00</updated><title type='text'>Cinética dos gases, cinética da vida</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía um só argumento; limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava a incredulidade; diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foi andando.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Machado de Assis, &lt;em&gt;A cartomante&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. A caminho de casa, peguei-me a meditar sobre tempos pretéritos... quem diria que o futuro manteria o passado tão distante?&lt;br /&gt;Colégio. Aula de química. Cinética dos gases. "Um gás é constituído por moléculas isoladas, separadas umas das outras por grandes espaços vazios em relação ao seu tamanho, e em contínuo movimento de translação, rotação e vibração, em todas as direções".&lt;br /&gt;Num gesto de audácia, impulsionei meus pensamentos, fundo da minha anônima consciência, a igualar os gases à espécie humana. Os movimentos aparentemente caóticos e isolados dos gases não seriam análogos às infinitas coincidências cotidianas que (quase sempre) nos passam despercebidas? Pois bem.&lt;br /&gt;Estava a procurar a estação de trem mais próxima. Outrora tomara o presente caminho, o qual, contudo, não recordava de todo. Sob tranquilizante pretexto acerca do caminho que suspeitava conhecer, abordei a primeira pessoa cuja visão periférica me permitiu rotular como "minimamente confiável". Olhei para o lado.&lt;br /&gt; - Pra estação é por essa rua mesmo? perguntei.&lt;br /&gt; - É sim, com certeza. Eu estou indo pra lá. Ainda bem que construiram um trem por aqui, agora são apenas dezoito minutos de caminhada.&lt;br /&gt;Era um homem alto, tez morena, troncudo, pouco acima dos quarenta anos. Paletó, gravata, sapatos engraxados. Belos sapatos. Pretos. Cabelo lambido para a esquerda, maleta preta à mão, caneta prateada no bolso da camisa. Não o olhei nos olhos, como que a saborear de antemão a não experimentada surpresa humana que a cinética dos gases da vida me enviava. O que seria?&lt;br /&gt; - Pois é rapaz, eu tenho muita exeriência. Morava muito longe daqui, mais perto do centro, mais acabei mudando pra cá. Sabe como é. Deixei uma casa contruidinha, com trinta máquinas de costura embaixo. Tão lá. Mulher não quer saber de homem não, quer estrutura. Quer que o cara estruture a vida dela. Se ela deixa de ver o homem como estrutura, ela passa pra trás, até mesmo porque só se importa mermo é com os filhos, e olhe lá. Peguei uma de vinte e poucos, a filha com quatro ou cinco, e peguei pra criar. Vixe, isso tem tempo. Chegou agora, tá aí, pedindo pensão, os filhos com carro importado, tudo crecido, e eu aqui só à pé. À pé e trabalhando muito. Aliás, durmo três horas por dia, às vezes duas. Gerente de hotel de noite, de dia toco uma confecção. Inclusive tem encomenda pra Bauru e o Brás todo. Mas é bom rapaz, o trabalho é bom pro homem. Quando eu era mais novo... aliás, voce deve ter uns vinte e dois né?&lt;br /&gt; - Não...&lt;br /&gt; - Nada não, tenho muita experiência, bem te digo. &lt;em&gt;Pior é na guerra&lt;/em&gt;! Trabalho duro, mulher pra curtir, boa comida e honestidade &lt;em&gt;é&lt;/em&gt; o sentido da vida. Ah, o trem está ali, preciso pegar agora. Um abraço mermão!&lt;br /&gt;E saiu em debandada para adentrar o vagão mais próximo. &lt;em&gt;Eita cabra acelerado!&lt;/em&gt; No auge da minha relaxada inércia pós labuta, desci calmamente as escadas enquanto o trem se afastava, poucos metros abaixo. Ele já havia entrado.&lt;br /&gt;E não nos parecemos com os gases!?!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6702492904106593011?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6702492904106593011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6702492904106593011' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6702492904106593011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6702492904106593011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/12/cintica-dos-gases-cintica-da-vida.html' title='Cinética dos gases, cinética da vida'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6536508684653592550</id><published>2008-11-26T15:14:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T15:21:54.694-08:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (3)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Hoje apenas queimam meus livros. Séculos atrás teriam queimado a mim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigmund Freud&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida eterna é a vida moralmente perfeita, composta de felicidade genuína plena em perfeito equilíbrio com a luz divina - após infinitos ciclos dialéticos de depuração normal. Como realizar a depuração moral? Seguindo o evangelho do cristo e/ou todas as informações a ela equivalentes, que podem ter infinitas origens (escrita, intuitiva, revelada, sistematizada, etc).&lt;br /&gt;Não importa como o médium possa ser classificado (livro dos médiuns), e sim como anda seu "pool" moral, seu "status" moral em referência à felicidade/hábito genuíno e à realidade imutável. Desenvolver a mediunidade significa necessariamente, portanto, evolução moral do espírito.&lt;br /&gt;As características mediúnicas então a serem adquiridas, que "classificarão" o médium, associam-se a elementos da realidade relativa à qual o médium está imerso. Afastar o lixo mediúnico é clarear a "fumaça" das más energias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6536508684653592550?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6536508684653592550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6536508684653592550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6536508684653592550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6536508684653592550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/11/filosofia-esprita-3.html' title='Filosofia espírita (3)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7686060553365746571</id><published>2008-11-23T15:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T15:11:03.791-08:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (2)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Não existe o mal. Existe apenas o bem, que pode estar mais, menos ou completamente presente, mas nunca ausente - Eis o primeiro, inato e firme "script" das criaturas divinas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadeu Gonçalves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de filosofia espírita e mediunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconhecimento da &lt;em&gt;felicidade genuina&lt;/em&gt;, fruto do amor, da caridade para consigo e para com o próximo, fecha as portas da sensibilidade (ou mediunidade) para a apreensão de informações associadas ao prazer genuíno. Tal ilusão inverte o conceito de felicidade, associando-a a prazeres efêmeros que exigem renovação, genericamente chamados de &lt;em&gt;pecados capitais&lt;/em&gt;. Destes derivam todos os maus hábitos e vícios humanos que interferem na segurança do processo mediúnico. O médium, em seu "pool" moral, deve sobrepujar o hábito genuíno sobre o clandestino - busca a ser constantemente mantida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7686060553365746571?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7686060553365746571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7686060553365746571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7686060553365746571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7686060553365746571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/11/filosofia-esprita-2.html' title='Filosofia espírita (2)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1889454264442884381</id><published>2008-11-22T15:05:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T15:01:28.665-08:00</updated><title type='text'>Filosofia espírita (1)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divaldo franco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de filosofia espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: antes de tudo, vamos ao conceito, à etimologia. Médium = médio = mediar = intermediar = conexão = contato = interação = percepção. O que chamamos realidade é o conjunto formado pelas diferentes percepções individuais do mundo exterior em sua intercecção. Tal intercecção (realidade coletiva) somada com a realidade interior do indivíduo, molda seu particular senso de realidade geral. Logo, não há uma realidade fixa, imutável, visto que ela é um conjunto &lt;strong&gt;relativo&lt;/strong&gt; ao estado de todo o universo.&lt;br /&gt;Contudo, paralelo à realidade relativa, há a imutável realidade absoluta, formada pela mais depurada moralmente visão de mundo: a realidade divina. A mediunidade consiste na sensibilidade para a percepção dos diferentes tipos de realidade, seja mais ou menos depurada, mais ou menos distante. Se houve interação, houve processo mediúnico. Jesus Cristo foi o maior e melhor médium absoluto.&lt;br /&gt;A mediunidade traçada relaciona-se à conexão mais ou menos apurada da realidade absoluta e a realidade sutil das energias espirituais, não tão acessíveis aos seres terrenos devido à sua medíocre vibração moral. Os terrenos que por estes ou aqueles motivos possuem este dom naturalmente devem verte-los em prol dos menos favorecidos, o que coincide com as diretrizes morais espíritas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1889454264442884381?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1889454264442884381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1889454264442884381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1889454264442884381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1889454264442884381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/11/qual-finalidade-da-mediunidade-na-terra.html' title='Filosofia espírita (1)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-9123924904460273080</id><published>2008-10-21T15:06:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T18:18:04.785-07:00</updated><title type='text'>E tudo se repete... eternamente (4)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Talvez meu sorriso seja minha verdade. Bom que agora sorrio para a vida, para os mortos, as coisas, animais, criaturas amorfas e seres intergalácticos cujas vibrações me são distantes e imaculadas..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solon Eduardo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na era pré big-bang, um inusitado diálogo é travado em meio à cósmica eternidade:&lt;br /&gt;- Sou um homem geográfico... esquento, cresço, subo pelas frestas da terra e sou atirado subitamente às altíssimas alturas celestiais...&lt;br /&gt;- Eu não... sou um homem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sapiens&lt;/span&gt;. Transito entre o feio e o belo, o claro e o escuro, o início e o fim. Vivo em um ciclo avassalador, que me desgasta, consome e corrói... para assim me fazer renascer. E renasço belo e iluminado, como sempre fui.&lt;br /&gt;- Ah, homem normal... você não é de nada. Sinta minha grandiosidade! Você é anônimo. Ninguem o conhece, ninguem o vê, você passa e não fica... e se fica, já passou! Já eu sou conhecido no meio da terra, nas fenestras do solo, entre os vazios entreatomos do ar, até as grandezas estratosféricas...&lt;br /&gt;- Não venha com esse papo de geografia! saiba que eu sou como quem te vê, quem te mede, quem te usa e quem te burla. Sei quase tudo sobre tua vida. E o que não sei, pode perfeitamente estimular instrumentos que venham a conhecer. E fim de mistério!&lt;br /&gt;- Tsc tsc... ciências humanas... e ainda dizem que servem para alguma coisa! eu sou a natureza, eu sou a realidade nua, crua, &lt;em&gt;per se&lt;/em&gt;! tudo que você faz, tudo que você cria, tudo que você gera, constrói, chora e destrói é na tentativa de me dominar! E por maiores que sejam as migalhas que você ganha, jamais terá noção de onde termina minha infinitude.&lt;br /&gt;- É... Concordo com você nesse particular. Mas não quero te conhecer para que se torne desconhecido! Quero o poder-migalha nas mãos para não querer o poder do universo! Porque este já pertence a ti, homem geográfico, mas a tí não pertencemos! estenda tua infinitude a nós, e nós faremos de tudo pra nos integrar a ela. A ela e a tí. Você pode ter o infinito, mas não tem a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse momento, o homem geográfico e o homem normal se fundem. E subitamente ocorre uma grande explosão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-9123924904460273080?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/9123924904460273080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=9123924904460273080' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/9123924904460273080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/9123924904460273080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/10/e-tudo-se-repete-eternamente-2.html' title='E tudo se repete... eternamente (4)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-2550584449502229621</id><published>2008-10-18T16:37:00.000-07:00</published><updated>2009-03-05T11:44:33.356-08:00</updated><title type='text'>Garoto enxaqueca, quer sorvete de manteiga?</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"O tempo existe. Simplesmente existe. Passa. Tenho que economizar, não poso ficar sem...Eu grito dentro de mim, mas ninguém ouve minha voz..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solon Eduardo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá D. Maria, o que a traz aqui neste consultorio?&lt;br /&gt; - Ah doutor, estou com uma dor de cabeça que me mata...&lt;br /&gt;E deitou-se a falar da tal dor de cabeça. A dor &lt;em&gt;descia&lt;/em&gt; pelo pescoço, &lt;em&gt;dava um formigamento &lt;/em&gt;pelo braço, &lt;em&gt;dava uns choques &lt;/em&gt;nos dedos, &lt;em&gt;caminhava&lt;/em&gt; pelo peito e &lt;em&gt;subia&lt;/em&gt; feito fogo pela cabeça, deixando o rosto todo vermelho.&lt;br /&gt;Ainda sem saber o motivo, minhas ultimas leituras me fizeram largar a presunção de relevar esses sintomas "delirantes" que quase todos os pacientes relatam. Eles são nosso maior tesouro propedeutico. Bem embaixo do nosso nariz.&lt;br /&gt; - E essa dor fica &lt;em&gt;suando meu cerebro&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;A despeito da atenção clínica que exigia a profissão e a ética médica, não pude conter a curiosidade. Com palavras simples, belas metáforas e gestos frenéticos, aquela mulher, aquele corpo, aquela alma, de alguma maneira, falava o que lhe ia por dentro. Falava onde estava a doença. &lt;em&gt;O que era &lt;/em&gt;a doença.&lt;br /&gt;E curiosamente, tentava, com meus olhos, sentidos e mente dissecar o que lhe ia no intimo. E não havia mais que 5 minutos que tinha posto os olhos sobre sua anonima figura.&lt;br /&gt; - E você acha que está com tudo isso por que motivo?&lt;br /&gt;Ela estacou. Certamente acostumada a consultórios medicos do serviço público, não estava habituada a tais interpelações. Não estava habituada a dar sua visão de doença. Logo &lt;em&gt;ela mesma&lt;/em&gt;, quem mais sabe sobre ela, anonima e paciente representante da obscura onisciência popular sobre as alterações e patologias que sofrem.&lt;br /&gt;Ainda surpresa com a total, informal e inusitada "inversão de papeis", desandou a falar:&lt;br /&gt; - Pois é... meu marido tinha uns socios... era dono de transportadora. Pegou um emprestimo no banco em seu nome para dar o dinheiro aos colegas. Eram estelionatários.&lt;br /&gt; - Como?&lt;br /&gt; - Isso mesmo. Venderam dois caminhões de sessenta mil por cento e vinte cada. E disse que se meu marido desse parte deles, ele tava morto.&lt;br /&gt; - E ai...?&lt;br /&gt; - Nisso ele teve que vender a casa. E eu, que era madame, agora sou faxineira. Mas o importante é que é um trabalho honesto.&lt;br /&gt;E sorrindo, passou a falar sobre as bençãos de Deus sobre o trabalho firme e honesto. Cada vez mais sorridente, disse que estava feliz por estar fazendo sol em São Paulo. Eu, no meu canto, permanecia mudo. 10 minutos mudo.&lt;br /&gt; - É doutor, tenho que ir agora. Tenho que trabalhar. Deus te abeçõe e te ajude.&lt;br /&gt;E esquecendo-se da florida dor de cabeça (que eu também tinha esquecido. Estaria curada?), levantou-se e saiu, deixando no consultorio um jovem, curioso e estupefato médico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-2550584449502229621?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/2550584449502229621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=2550584449502229621' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2550584449502229621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2550584449502229621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/10/garoto-enxaqueca-quer-sorvete-de.html' title='Garoto enxaqueca, quer sorvete de manteiga?'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-3340017698594148031</id><published>2008-10-14T15:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T07:25:06.863-07:00</updated><title type='text'>E tudo se repete... eternamente (3)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"E vou ficando leve e me rarefazendo à medida que pingo meus carbonos agora no gélido clima das alturas atmosféricas, pingando e caindo em incalculável área, em solo, rio , mar, gente e tudo. Sou distribuído ao acaso pingando e chovendo em cima de tudo, até que por pequenas frestas geológicas e caprichos do terreno escorro até o centro, meio, miolo, âmago da terra, sucumbindo novamente ao calor lá de dentro...E tudo se repete...Eternamente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solon Eduardo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é por acaso. Acaso vem de &lt;em&gt;a-caso&lt;/em&gt;, ou seja, &lt;em&gt;sem causa&lt;/em&gt;. Assim, nada que ocorre, nada que aconteça no universo prescinde de causa. Tudo tem sua fonte, sua origem.&lt;br /&gt;E sendo assim, uma causa provocando um efeito, um conjunto gerando outro, um sistema de conjuntos gerando uma causa, que se juntam a outros conjuntos... temos complexidade de consequencias dessas causas em nossos universos, rudimentarmente estudado por nossas ciencias compartimentalizadas.&lt;br /&gt;Essa é a união essencial. Para promovermos o que quer que seja, precisamos unir forças. Precisamos unir habilidades. Precisamos unir causas para gerar determinados efeitos. É assim que se faz uma frase, uma palavra, um pensamento, um livro, um mundo, uma vida, um planeta, um grão de areia. Da união. União para construir. União para transformar.&lt;br /&gt;Os respingos dessa realidade sutil e universal podem ser vistos em várias situações do dia-a-dia. Quais as empresas mais lucrativas? as que unem seus ideais com os seus funcionarios e o fazem sentir-se &lt;em&gt;unidos&lt;/em&gt; ao conjunto. Quais os paises mais desenvolvidos? os que, durante sua história (deixando-se de lado fatores morais e politicos), as ideias de seu povo de maneira construtiva. Quem constroi um prédio mais rápido? os que tem menos funcionarios extenuados por uma longa carga de trabalho, ou os que se juntam estimulados pelo ideal aglutinador dos seus chefes? quem pensa mais, duas cabeças ou uma?&lt;br /&gt;Isso é só o senso comum. Mas também é uma amostra de como muitas vezes ele é sábio ao espelhar uma realidade sutil e eterna, difundida entre todos nós. Não unir-se para o que quer que seja, estejam as partes dentro ou fora de nós, é remar contra a maré do universo. E, do alto do meu insignificante pedestal, posso garantir que não dá certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-3340017698594148031?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/3340017698594148031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=3340017698594148031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3340017698594148031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3340017698594148031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/10/e-tudo-se-repeteeternamente.html' title='E tudo se repete... eternamente (3)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-775160686170777472</id><published>2008-10-03T16:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T07:57:08.093-07:00</updated><title type='text'>E tudo se repete... eternamente (2)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Ao final de laboriosa reflexão&lt;br /&gt;eis que surge beleza&lt;br /&gt;e o desespero lá de dentro&lt;br /&gt;sucumbe a mim...&lt;br /&gt;criador!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solon Eduardo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra. Pensamento. Sentimento. Experiência. Experiencia. Sentimento. Pensamento. Palavra.&lt;br /&gt;Alma, mente, corpo, mundo... mundo-corpo-alma-mente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... somos estimulados. Enfim, uma centelha no caos da polvora. Primavera.&lt;br /&gt;Derretemos, queimamos, brilhamos. &lt;em&gt;In-externamente&lt;/em&gt;. Um turbilhão de sentimentos povoa nossa alma.&lt;br /&gt;Sabemos que o objetivo é escrever. Ou falar. Até ouvir... Ou fazer musica. Criar. Arte. Expressão. &lt;em&gt;Criação&lt;/em&gt;. Vida.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma parte &lt;/em&gt;do turbilhão chega ao inconsciente. Sim, o inconsciente, valorosa ponte da mente com a alma, do nosso eu atento aos abismos de flores e lama. O inconsciente o processa, mascara, expande, amassa, mistura, compara. Pondera. O inconsciente filtra. Faz sua parte. Faz sua parte, e abre sua porta. Finalmente o turbilhão chega à mente. Consciente. Todo não. &lt;em&gt;Uma parte&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Concentre-mo-nos!! afinal, nesse momento tomamos ciência de &lt;em&gt;uma parte &lt;/em&gt;do que nos ia na alma. Uma pequena parte, bem verdade. Tudo bem. É isso que queremos. É isso que podemos. Podemos agora manipula-la à vontade.&lt;br /&gt;E a pequena parte do meu turbilhão finalmente sai de mim. Vai falar? vai escrever? pulará, gritará, ou sairá correndo? manifestar-se-á por doidas danças, intrincadas coreografias? sairá em avanço sobre um delicado instrumento, visando valorosa composição? rasgará a carne virgem da folha branca, ansiosa por um risco, uma letra, uma frase? e então?&lt;br /&gt;Assim, uma pequena parte da minha experiencia, do meu turbilhão, da minha alma, após enveredar-se pelo inconciente, por mim mesmo consciente e por meus sentidos, encontra um lugar no mundo. E ainda assim, apenas &lt;em&gt;uma parte&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;uma pequena parte&lt;/em&gt;, chega aos sentidos alheios. Onde farão todo o caminho de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-775160686170777472?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/775160686170777472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=775160686170777472' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/775160686170777472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/775160686170777472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/10/criao.html' title='E tudo se repete... eternamente (2)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5547681581763951671</id><published>2008-10-02T16:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T07:56:26.565-07:00</updated><title type='text'>E tudo se repete... eternamente (1)</title><content type='html'>Como diria meu amigo Thiago Fonseca, certas vezes é preferível que nos exprimamos como "tempestade cerebral".&lt;br /&gt;Tal termo, aparentemente pertencente ao time das frases-feitas, significa a expressão do que sentimos ou pensamos sem que paremos para planejar como tal expressão se dará.&lt;br /&gt;Explicando de outra forma: não se preocupe em pensar no que nem como escrever ou compor. Simplesmente o faça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, portanto, uma faca de dois gumes: "tempestade cerebral" dá ao mundo uma criação que de outro modo não ocorreria. A qualidade (o que quer que isso signifique) pode ser discutivel. Não importa. Não deveria importar.&lt;br /&gt;Para aqueles que "pensam bastante antes de fazer", o lugar no ceu também tá garantido: recebemos de brinde maravilhosas e elaboradas criações, dificilmente esculpidas via &lt;em&gt;brainstorm&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive lendo um livro chamado Sem Anestesia, do médico carioca Alex Botsaris. Essa magnífica obra versa, dentre outros assuntos, sobre questões paradigmaticas, filosoficas, institucionais, econômicas e sociais que permeiam a medicina. Mas o que me chamou atenção foi a divisão da classe médica em arquetipos. Pretendo dividir os &lt;em&gt;pacientes&lt;/em&gt; em arquetipos. Vamos ver no que dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5547681581763951671?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5547681581763951671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5547681581763951671' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5547681581763951671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5547681581763951671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/10/brainstorm.html' title='E tudo se repete... eternamente (1)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-8257689875899810971</id><published>2008-09-29T06:52:00.000-07:00</published><updated>2008-11-02T07:47:38.143-08:00</updated><title type='text'>Do que é que vocês estão falando??</title><content type='html'>&lt;strong&gt;"A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar Wilde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Auto-abandono. Hetero-abandono. O que vem agora? o que pode ser pior que abandonar a si próprio e o que está a nossa volta? Sim, porque isso nos faz adoecer... e adoencendo as partes (nós), adoecemos o mundo (o resto), e assim vamos vivendo num antro de doença (o que quer que isso signifique).&lt;br /&gt;Deixemos de hipocrisia!! o que chamamos de vida real, mundo real, nos quais estamos imersos, talvez seja exatamente a distância que temos da verdadeira realidade.&lt;br /&gt;Chamo de realidade a real realidade dos sonhadores. Dos pensadores. Daqueles que são "visionários", "avoados" e muitos outros termos pejorativos que recebemos(muitas vezes com sofrimento) ao longo da vida. Esses não se auto nem hetero-abandonaram, porque sua vida tem um brilho, um tempero, um toque extra que não a rotina automática avassaladora do "mundo real".&lt;br /&gt;Ok. Vamos ver quem morre mais tarde. Mas que busquemos sempre identificar e atacar a doença, porque ela é muito maior...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-8257689875899810971?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/8257689875899810971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=8257689875899810971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/8257689875899810971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/8257689875899810971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/09/do-que-que-vocs-esto-falando.html' title='Do que é que vocês estão falando??'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-9189797434008923086</id><published>2008-09-25T09:11:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T15:47:11.156-07:00</updated><title type='text'>O chão que não pisei</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"... e me deixou partir, encontrar o que é melhor&lt;br /&gt;pra mim! e me transformar&lt;br /&gt;Ao entender as leis&lt;br /&gt;da vida!"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria te encontrar. No âmago de sua mente febril, tal vivia entre turbilhões. Ondas de pensamentos, cegos, assimétricos, voadores, lhe assolavam a alma. Não sabia como descrever. Não sabia o que buscar, como sair desse labirinto adolescente.&lt;br /&gt;Sim, sonhava! mas não além do quarto de dormir. Vivia no sonho azul, típico de quem, na angustiosa certeza da futura paz, tenta encontrar o céu.&lt;br /&gt;E como tentou!! tentou mudar. Tentou voar. Tentou viver, morrer. Até que os olhos da alma lhe revelaram o ultimo trampolim. Ultimo abraço.&lt;br /&gt;O mapa do tesouro! a ilha perdida! oh, fortuna enterrada! onde estavas? porque me deixaste? por belas semanas, viveu no chão que não pisou.&lt;br /&gt;E o dia amanheceu. É hora de passara ver outro lugar. A vida saberá ensinar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-9189797434008923086?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/9189797434008923086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=9189797434008923086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/9189797434008923086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/9189797434008923086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/09/ultimo-abrao.html' title='O chão que não pisei'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4717597278241454278</id><published>2008-09-24T18:09:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T15:54:21.342-07:00</updated><title type='text'>O que é que vocês estão olhando?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Mas sempre serei como um garoto de dezesseis&lt;br /&gt;Que sente estar no filme da sua vida&lt;br /&gt;se acostuma com a dor, por achar que de qualquer forma terá...&lt;br /&gt;um final feliz!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Fonseca&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença é muito maior. Ao depararmos com algum enfermo, seja um moribundo de cancer no hospital, seja um bebado na rua, seja um vizinho ciumento, ou um colega angustiado, geralmente não temos dimensão da extensão da doença. Nunca temos. Porque ela é muito, muito grande. Sempre maior e mais profunda.&lt;br /&gt;Embora o brasileiro seja visto como alegre, festeiro e acolhedor, costumamos a reclamar da individualidade e da frieza da maioria dos nossos convivas. Não aparentam se preocupar com o humano ao seu lado, e sim com o papel social que o mesmo representa: o colega, o subordinado, o chefe, quem vende, quem compra, quem chega, quem liga, quem vai. Mas nunca a pessoa, nunca o &lt;em&gt;em sí&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;E se, por algum mecanismo escuso, alguma felicidade excepcional, conseguimos pular essa barreira, encontramos no próximo, normalmente, sólida fortaleza: não dispender energia com o humano ao lado implica que os mesmos não penetrem em nosso mundo para "bisbilhotar".&lt;br /&gt;Pessoas "de bem", muitas vezes, são estereis para as pequenas luzes. Pouco espontâneas. Tudo ponderado, calculado, mesmo que ninguem pare pra fazer contas! Ora, ter a mentira soa mais confortavel que lutar pela verdade. Mais confortavel manter nossas pequenas e pálidas conquistas humanas que lutarmos por um mundo mais caloroso. E nada isso, embora bastante explorado pela literatuda de auto-ajuda, me parece tristeza.&lt;br /&gt;Portanto, o auto-abandono inclui o hetero-abandono. Isso porque quem se ama, quem está confortável com isso e quem tem consciência do amor próprio, ama ao próximo. Porque antes de tudo ama a si mesmo. (É... acho que o J.C tinha razão).&lt;br /&gt;Mantermos nossas conquistas, nossa energia humana, nosso calor, nossa humanidade represados por medo do individualismo competitivo humano é perda de tempo. Porque o que ganhamos em manter é infinitamente menor do que o que deixamos de ganhar em se abrir, mesmo que percamos ou esqueçamos algo no meio do caminho.&lt;br /&gt;Dê bom dia ao seu vizinho. Ria à toa. Se interesse verdadeiramente pelas pessoas, mesmo que elas perguntem "o que é que você está olhando?". Você não precisa ser "inconveniente" pra isso. Elas estão acuadas. Prontas pra atacar. E doentes também.&lt;br /&gt;Um dia descobriremos que sucesso no estudo, na profissão, na vida social e na conta bancária não consistem necessariamente em "vencer na vida". Vencer na vida é muito mais do que isso. E, por isso mesmo, mais fácil do que se possa imaginar. "A felicidade mora a seu lado, meu filho".&lt;br /&gt;O que é que vocês estão olhando?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4717597278241454278?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4717597278241454278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4717597278241454278' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4717597278241454278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4717597278241454278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/09/o-que-que-vocs-esto-olhando.html' title='O que é que vocês estão olhando?'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7104027851850660635</id><published>2008-09-22T11:49:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T18:03:41.654-07:00</updated><title type='text'>Do que é que vocês estão rindo?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Do que é que vocês estão rindo? &lt;br /&gt;O que é que vocês estão olhando? &lt;br /&gt;Do que é que vocês estão rindo? &lt;br /&gt;O que é que vocês estão falando????"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titãs - A verdadeira Mary Poppins&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quanta gente louca, hein?". Tudo acontece em contexto, em conjunto, em junção de partes, diferentes a cada vez.&lt;br /&gt;Assim sendo, acho que estamos com um grave problema de saúde pública. Não se trata de hipertensão arterial, tabagismo, alcoolismo, poluição. Não se trata de câncer, infarto e derrames. Não se trata de violência social e do uso de drogas. A saúde biológica, social, mental e espiritual são provocadas pelo auto-abandono.&lt;br /&gt;Há varias formas de se abandonar, em diferentes graus. Fazemos isso todos os dias! A cada momento em que fraquejamos em algo, que fazemos algo que sabemos não dever fazer (e vice-versa), nos abandonamos.&lt;br /&gt;Ok. Nada de errado comer aquele chocolate na dieta, ou não dar passagem a um idoso quando estamos com pressa. Temos o direito de errar. O problema é quando esse "abandono" com as pequenas e grandes obrigações da vida toma tal proporção que esquecemos quem somos, o que queremos, e para onde vamos. Passamos a viver como vegetais, robôs que acordam cedo, trabalham, fazem mercado, tomam uma cervejinha no fim de semana e dormem depois do jornal. Tornamo-nos automáticos, vazios de propósito e significado, ainda que sejamos os melhores funcionários da empresa.&lt;br /&gt;Esse é o principal problema de saúde pública. Ao abandonarmos a nós mesmos, abandonamos a saude pessoal e a saúde do mundo. Inconcientemente, nada nos importa. Tomamos remédios por tomar. Compramos roupas por comprar. Trabalhamos "por obrigação". Gritamos com nossos filhos porque "faz parte". E vamos vivendo. E vamos morrendo. E finalmente morremos.&lt;br /&gt;Devemos visar a retirada gradual da máscara, da armadura. O mundo é perigoso, vá lá. Mas não colocar a cabeça de fora é suicídio. Direcionar a energia, o poder criativo, a força transformadora presente em cada verdadeiro &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; é o melhor caminho para abandonarmos o abandono (é o que chamo de eficiência espiritual).&lt;br /&gt;O assunto é polêmico, e cada frase desse escrito poderia originar um livro. Contudo, uma coisa é certa: enquanto a medicina não se voltar para uma abordagem eficiente na profilaxia do abandono, cumprirá seu trabalho pela metade. Abandonado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7104027851850660635?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7104027851850660635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7104027851850660635' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7104027851850660635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7104027851850660635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/09/do-que-que-vocs-esto-rindo.html' title='Do que é que vocês estão rindo?'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-2985765420801738609</id><published>2008-08-18T09:15:00.001-07:00</published><updated>2008-08-18T09:15:58.679-07:00</updated><title type='text'>Cuidado com o que toma! (versão 1.1)</title><content type='html'>Terça-feira. Farmácia. Caminho de casa. Intenção: comprar manteiga de cacau. Eis que um rapaz, ao meu lado, interpela um vendedor (ou balconista, sei lá)&lt;br /&gt;- Queria um remédio&lt;br /&gt;- Você tem receita?&lt;br /&gt;- Não, é que sinto um negócio no estomago&lt;br /&gt;Disse isso apontando a barriga; Onde fica mesmo o estômago? Permaneci de soslaio assistindo á cena. Eis que o vendedor pergunta:&lt;br /&gt;- O que você sente?&lt;br /&gt;- Ah... (hesitando) sei lá, um mal estar&lt;br /&gt;- Então tenho o que você precisa&lt;br /&gt;E perante à minha anônima e inexpressada indignação, típica de um médico recém-formado, o vendedor leva o cliente-"Paciente" a uma prateleira. Observa, pondera, analisa e, por fim, retira 3 medicamentos diferentes.&lt;br /&gt;- Esse é bom para o estômago, esse pra nausea e esse pro fígado&lt;br /&gt;- Pro figado?&lt;br /&gt;- É. Esse gosto ruim que voce sente na boca é coisa de figado. Pode levar que é tiro e queda!!&lt;br /&gt;- Que bom! Por quanto fica?&lt;br /&gt;- Deixa ver... (puxou a calculadora...) com o desconto, fica 22 reais (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração da cena, essa que acabei de descrever, foi 9 minutos. Isso mesmo. Entrei na farmácia às 19:14, às 19:15 me tornei assistente acidental dessa "consulta". Às 19:23 o cliente-"paciente" estava no caixa, pagando a "consulta" e a medicação.&lt;br /&gt;Desanimado, esqueci a manteiga e fui para casa, pensamentos a mil. De que vale uma receita médica? de que vale uma consulta médica? seriam as consultas-de-balcão-de-farmácia e as consultas médicas-de-verdade extremos de um continuum entre o conhecimento médico-científico sistemático e o conhecimento "médico"-popular? De que vale um médico estudar pra caramba durante 6 anos, perder noites, e ainda passar pelo menos 2 anos se especializando, se o próprío paciente e o balconista da farmácia (polos extremos da escalada comercial desde que alguem resolve achar que tem um sintoma), se "entendem" em 9 minutos?&lt;br /&gt;Entristecido com o destino da minha profissão, fui dormir pensando no próximo dia de trabalho, recheado de consultas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-2985765420801738609?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/2985765420801738609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=2985765420801738609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2985765420801738609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2985765420801738609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/08/cuidado-com-o-que-toma-verso-11.html' title='Cuidado com o que toma! (versão 1.1)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6557185727297085606</id><published>2008-07-19T13:44:00.000-07:00</published><updated>2008-07-26T14:45:04.437-07:00</updated><title type='text'>Parabéns para mim, nessa data querida (2)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Rebusco no meu passado a alegria,&lt;br /&gt;Confrontando-me com meus medos…&lt;br /&gt;O que antes era noite agora fez-se dia,&lt;br /&gt;Por meu sortilégio e caminhos ledos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Humberto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava por uma montanha. Andava, andava. No dia, no nada. Nada será mais importante. Imponente não. Jurei vibrar pelo teu nome no momento da vitória, mas... não havia mais luta.&lt;br /&gt;Desci. Tuas florestras, negras, verdes, lindas, por mim trespassaram seus punhais. Vergastas, em tua condulada rua.&lt;br /&gt;-Ei, vamos lá, eles merecem!&lt;br /&gt; "Como salvar-se dos tigres das aldeias?"&lt;br /&gt;Pois bem...&lt;br /&gt;Nossa novena gregoriana não mais nos encontraria, contrariam livros amarelos. Mil enganos, nossa!! quão crédulo! Muitos anos para ver tudo que me ocultara. Ocultando o que foi visto para depois ser revisto? ou Ante-rever o que será visto antes de ser oculto?&lt;br /&gt; - Você precisa mudar sua vida.&lt;br /&gt; - Precisa escalar estes muros.&lt;br /&gt; - Encontrar os amigos.&lt;br /&gt; - Seu caminho.&lt;br /&gt; - Não quer.&lt;br /&gt;Porque as arvores são apenas arvores, e eu necessito saber tudo?&lt;br /&gt;Creio que sei alguma coisa... não exatamente como, não sabiamente o quê.&lt;br /&gt;Pois bem...&lt;br /&gt;Outro homem, outra vida, nunca diferente daquele que precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6557185727297085606?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6557185727297085606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6557185727297085606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6557185727297085606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6557185727297085606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/07/parabns-para-mim-nessa-data-querida-2.html' title='Parabéns para mim, nessa data querida (2)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1617094888286788457</id><published>2008-07-01T19:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T20:35:01.169-07:00</updated><title type='text'>Cuidado com o que toma! (2)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Ao pensar nos milhares de horas necessárias para a descrição científica das consequências químicas de um dia na vida de uma célula, um neurocientista comentou:&lt;br /&gt; - Somos obrigados a concluir que a natureza é inteligente porque é complicada demais para ser chamada de qualquer outra coisa"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cura quântica (Deepak Chopra)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá. Vou escrever pra você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho 25 anos. Acabei de me formar em medicina. Posso afirmar que a faculdade de medicina forma médicos tecnicamente razoáveis, o que de maneira alguma significa que não sejam bons médicos.&lt;br /&gt;O bom médico é aquele que usa o conhecimento técnico que tem de maneira a resolver, com o máximo de eficácia, o problema central do paciente (o qual muitas vezes nao coincide com sua queixa central na consulta), e os problemas relacionados. Para isso não só é necessário apenas conhecimento técnico, mas também interesse, ênfase na relação médico-paciente, empatia, senso de resolutividade, visão de curto e médio prazo e muitos outros quesitos. Tais fatores "extras" muitas vezes são aprendidos de forma empírica pelos médicos (isso quando são de fato apreendidos)&lt;br /&gt;Um médico pode ser excelente conhecedor da fisologia e fisiopatoligia de doenças de determinada área clínica, bem como os protocolos de tratamento e detalhes das drogas a serem utiizadas. Mas o que pode fazer de "util", de "eficaz", se usa todo esse conhecimento em uma consulta de 5, 10 minutos? se não consegue colher uma boa história do paciente? se não consegue saber sobre que elementos da vida do paciente estão relacionados aos fatores de risco e às cuasas das doenças que pretende tratar?&lt;br /&gt;Ok. Diriamos que pode-se fazer muita coisa. Mas a resolutividade é muito menor. Muito comum pacientes peregrinarem por dezenas de médicos, muitos com certeza ótimos técnicos, sem que seu problema seja resolvido. Onde está a eficiência?&lt;br /&gt;Portanto, perante os leigos e os profissionais de saúde, está mais do que na hora de a cultura que sustenta o atual conceito de competência médica ser revista. Todo o modelo médico atual, sabidamente deficitário, está centrado nessa cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 2 anos de formado, ainda não sou especialista em nenhuma área da medicina. Sou pós-graduando em psiquiatria. Trabalho como clínico geral aos sábados. Tenho quase 2 anos de formado. Sou portanto, na minha área de trabalho, um médico tecnicamente razoável, como a maioria dos recém formados. Contudo, procuro identificar e resolver os problemas dos meus pacientes da melhor maneira possível.&lt;br /&gt;Tal tentativa sustenta minha ousadia em escrever textos que possam vir a ser úteis aos leigos. Seja quem for.&lt;br /&gt;Portanto, o que quer que eu venha a escrever sobre qualquer assunto da medicina, se o for feito com cuidado, razoabilidade e respeito à veracidade técnica das informações, tem potencial efeito benéfico em termos de informação ao público não técnico. Beleza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque essa explanação? Por um simples motivo. Lembrei hoje no plantão da residência que muitos "pacientes" gordinhos (ou simplesmente "querendo emagrecer") estão fazendo uso de medicamentos anti-obesidade. Acham que é o mesmo que tomar um comprimido de passiflora, ou um chá-de-camomila para relaxar depois das 9. Algo como um comprimidinho pra dor de cabeça. E vão vivendo.&lt;br /&gt;Nada disso! São medicamentos complexos, de intricado mecanismo de ação e de forte impacto na biologia e na psique do indivíduo. Jamais deveriam ser usados descriteriosamente. Quanto mais como um comprimido de passiflora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia-a-dia, entre colegas de trabalho, pacientes da atenção básica, pacientes psiquiátricos, vizinhos e etc vejo, principalmene mulheres jovens, usando "fórmulas pra emagrecer". Tudo bem. Na maioria das vezes, são prescritas por médicos. Longe de mim contestar a motivação clínica de suas prescrições. Contudo, tais garotas deveriam saber que as indicações para a terapia anti-obesidade com medicações são restritas. Deveriam saber e se preocupar com isso. Vejamos alguns motivos.&lt;br /&gt;Para que tais medicamentos possam ser usado, devem coexistir, ao mesmo tempo, todas as indicações abaixo (fonte: guidelines americano):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- IMC &gt; 27kg/m2 (ou seja, ser pelo menos "gordinho")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falha na conduta não-medicamentosa em pelo menos 1 mês de tratamento (ou seja, falha pífia da dieta e exercícios apropriados)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma ou mais patologias relacionadas à obesidade (hipertensão, diabetes, osteoartrose, problemas ortopedicos, colesterol alto, etc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Concordância em manter a dieta e o exercícios (ora... muitos acham legal tomar o remédio justamente por acharem que podem ficar em casa comendo brigadeiro...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Idade &gt; 18 anos (menor não pode e pronto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não-gestante (por motivos óbvios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ausência de contra-indicações aos medicamentos (E são muitas...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muitos usam diuréticos (furosemida, hidroclorotiazida), antidepressivos (como a fluoxetina), antidiabéticos (como a metformina), como "adjuvantes da medicação". Tais medicações, além de só deverem ser usadas em suas indicações específicas, pouco ou nada contribuem para a perda real de gordura. E ainda podem levar a diversas complicações orgânicas, conhecidas por qualquer médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pacientes têm todas as indicações. Este não é o problema. O problema são aqueles muitos que as usam para "emagrecer" sem esforço, na ânsia do "desespero" deslavado de ficar em paz com sua neurose estética. Pronto. "Chutaria" que pelo menos 50% dos casos são utilizados assim. Tudo errado!&lt;br /&gt;E muitos perguntam: E porque não usar, oras, se o risco de acontecerem efeitos adversos graves ou de "morrer" não é tão alto assim? porque isso, no popular, seria "avacalhar a medicina". É desconsiderar, num tomar de pílulas, todo o trabalho científico, acadêmico e institucional que faz do conhecimento médico seguro protocolos, que se transformam em condutas praticas, que influenciam a saúde de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado com o que toma!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1617094888286788457?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1617094888286788457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1617094888286788457' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1617094888286788457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1617094888286788457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/07/cuidado-com-o-que-toma-2.html' title='Cuidado com o que toma! (2)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1322721820384004129</id><published>2008-06-12T17:34:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T20:14:40.637-07:00</updated><title type='text'>Cuidado com o que toma! (1)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã&lt;br /&gt;Porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mateus, cap. 6, vs. 34&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira. Farmácia. Caminho de casa. Intenção: comprar manteiga de cacau. Eis que um rapaz, ao meu lado, interpela um vendedor (ou balconista, sei lá)&lt;br /&gt; - Queria um remédio&lt;br /&gt; - Você tem receita?&lt;br /&gt; - Não, é que &lt;em&gt;sinto um negócio &lt;/em&gt;no estomago&lt;br /&gt;Disse isso apontando a barriga; Onde fica mesmo o estômago? Permaneci de soslaio assistindo á cena. Eis que o vendedor pergunta:&lt;br /&gt; - O que você sente?&lt;br /&gt; - Ah... (hesitando) sei lá, um mal estar&lt;br /&gt; - Então tenho o que você precisa&lt;br /&gt;E perante à minha anônima e inexpressada indignação, o vendedor leva o cliente-"Paciente" a uma prateleira. Observa, &lt;em&gt;pondera, analisa&lt;/em&gt; e, por fim, retira 3 medicamentos diferentes.&lt;br /&gt; - &lt;em&gt;Ess&lt;/em&gt;e é bom para o estômago, &lt;em&gt;esse&lt;/em&gt; pra nausea e &lt;em&gt;esse&lt;/em&gt; pro &lt;em&gt;fígado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; - Pro figado?&lt;br /&gt; - É. Esse &lt;em&gt;gosto ruim que voce sente na boca &lt;/em&gt;é coisa de figado. Pode levar que é tiro e queda!!&lt;br /&gt; - Que bom! Por quanto fica?&lt;br /&gt; - Deixa ver... (puxou a calculadora...) com o desconto, fica 22 reais (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração da cena, essa que acabei de descrever, foi 9 minutos. Isso mesmo. Entrei na farmácia às 19:14, às 19:15 me tornei assistente acidental dessa "consulta". Às 19:23 o cliente-"paciente" estava no caixa, pagando a "consulta" e a medicação.&lt;br /&gt;Desanimado, esqueci a manteiga e fui para casa, pensamentos a mil. De que vale uma receita médica? de que vale uma consulta médica? seriam as consultas-de-balcão-de-farmácia e as consultas médicas-de-verdade extremos de um &lt;em&gt;continuum&lt;/em&gt; entre o conhecimento médico-científico sistemático e o conhecimento "médico"-popular? De que vale um médico estudar pra caramba durante 6 anos, perder noites, e ainda passar pelo menos 2 anos se especializando, se o próprío paciente e o balconista da farmácia (polos extremos da escalada comercial desde que alguem resolve achar que tem um sintoma), se "entendem" em 9 minutos?&lt;br /&gt;De acordo com os sintomas relatados pelo "paciente-da-farmácia", altamente inespecíficos (nauseas, desconforto abdominal, "gosto ruim da boca"), seria válido uma anamnese, um exame físico e a suspeição, a rigor, de uma centena de doenças! Será que estou vivendo uma tremenda hipocrisia, onde a receita médica vale menos que o papel-dinheiro, na analogia de que a saúde não merece ser estudada, e sim "resolvida"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vick. Cebion. Energil C. Lactopurga ("até minha pele fica mais bonita". Doril (é... a dor "sumiu"!). Benegripe (É gripe?"). Mirador (até pelé entrou nessa). Iorgutes para o intestino. Xarope pra tosse. Estimulantes da libido. Biotônico. Tudo na televisão! Tudo no rádio! Tudo na mídia! Tudo na boca da mãe, da avó, da vizinha, do balconista da farmácia! tudo da boca do POVO!&lt;br /&gt;Ao meu ver, tais propagandas são tão nocivas à sociedade como uma propaganda de cigarro. Trata-se, em primeira, ultima e definitiva análise, de estímulo à automedicação, visando ao lucro. Automedicação é um ato fortemente contra-indicado pelos médicos desde que existe medicina, sendo aceitavel apenas como alívio temporário enquando se busca auxílio especializado. Meu consolo é a constatação de que, na maioria das vezes, os sintomas que tais medicações pretendem "curar", antes do "médico ser consultado", tem como causa doenças de baixa morbidade (intolerância alimentar, resfriados, infecção intestinal, dor de cabeça por tensão, etc). De qualquer maneira, não me parece honesto! Ao meu ver, os responsáveis deveriam ser presos!&lt;br /&gt;Seria exagero? Tá bom... então que tais propagandas fossem proibidas! Trata-se de uma manipulação velada e não planejada da cultura do povo e do desespero do cidadão, quando se vê doente. "Toma um remedinho que resolve..."  "Ai meu deus, será que tem uma &lt;em&gt;farmácia&lt;/em&gt; aberta a essa hora?" "liga pra fulana e pergunda a ela o que ela deu pro fulano naquele dia, quando ele teve a mesma coisa". É...&lt;br /&gt;O pior é que ainda fazem gráficos e animações que vão ao ar em horário nobre, enviando mensagens subliminares, estimulando o consumo!! Eis os graficos do vick "penetrando o peito" e acabando com a tosse. Eis os gráficos do shampoo "penetrando o couro cabeludo" e transformando um cabelo seco e feio em um cabelo liso, macio e sedoso. Eis os esquemas coloridos mostrando como o iorgute (qual e mesmo aquela marca?) "penetrando o inetestino" e fazendo funcionar o ritmo inestinal, tal como pás de moinho (essa realmente é horrivel). São muitas.&lt;br /&gt;A humilhante mensagem "Se persistirem os sintomas, o médico deve ser consultado" nao fica nem 1 segundo no ar! A propaganda quer dizer:"se vire sozinho, se automedique, &lt;em&gt;dê seu jeito!&lt;/em&gt; Pergunte à vizinha, à vovó, à mamãe ou ao balconista da farmácia o que tomar. Faça uma consulta por telefone com o medico do seu plano de saúde (promédica, vitalmed... meu deus, &lt;em&gt;consulta por telefone!). &lt;/em&gt;Se voce achar que nao resolveu, procure o médico". O médico! logo ele, &lt;em&gt;o ultimo da lista!&lt;/em&gt; Justamente o mais preparado, o que mais estudou, o que mais conhece o corpo humano, seu adoecimento físico e mental e o reconhecimento de tais males! Justamente aquele ao qual a lei confere chancela para dar diagnóstico e tratamento. Não é irônico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intestino preso, gripe, tosse, febre, dor de cabeça são sintomas muito comuns, geralmente atribuido a doenças leves. Contudpo, podem ser sintomas de doenças graves e potencialmente fatais! Cancer de pulmao. câncer de intestino, apendicite, diverticulos, pneumonia, tuberculose, e mais centenas de doenças podem justificar tais sintomas. O médico deve sempre ser procurado de imediato, pois só ele tem o conhecimento adequado para cruzar dados demográficos, biológicos, epidemiológicos e sociais do paciente para chegar a um diagnóstico. A gripe pode ser uma pneumonia grave! o intestino preso pode ser um cancer de cólon! Cuidado!!&lt;br /&gt;Existem muitas doenças altamente prevalentes na população que recebem pouca atenção por parte da mídia. Prefeiro um hipertenso na novela da globo. Sim, um hipertenso idoso, com dificuldade para tomar aquele mundo de remédios, com medo de ter o segundo infarto, sabendo que a mãe morreu de "derrame" há cinco anos atras... preferem colocar uma adolescente com um transtorno alimentar como bulimia nervosa. Embora de alta morbidade e de difícil tratamento, tal doença está muito longe de ter o impacto social, cultural, financeiro e na saúde pública em comparação a hipertensão arterial ou diabetes, por exemplo.&lt;br /&gt;Se querem permitir que as empresas e laboratórios façam propagandas esdruxulas e mal intecionadas na TV, que pelo menos as obriguem a fazer programas de prevenção e tratamento para doenças de maior impacto. Pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra fim de conversa: qual a origem disso tudo? qual sua base? qual o elemento-matriz desse contexto caótico? Creio que tudo tem como base, como raiz, a cultura do brasieiro. A cultura do menor esforço, do atalho, do &lt;em&gt;jeitinho&lt;/em&gt;, do caminho mais rápido... Isso é histórico, é coletivo, é parte de nós. Chego a dizer que é intrinseco. Enfim...&lt;br /&gt;É óbvio que tais empresas de medicamentos, iorgutes, e outras "perfumarias médicas" tiram grande proveito dessa cultura. Claro: injusto, antiético, imoral, ganancioso. "Roubam" o dinheiro do povo, com sua anuência. E o pior de tudo: por seu próprio ato e vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que deus nos ajude!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1322721820384004129?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1322721820384004129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1322721820384004129' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1322721820384004129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1322721820384004129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/06/meu-deus-2.html' title='Cuidado com o que toma! (1)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5094591870773059693</id><published>2008-05-17T14:50:00.001-07:00</published><updated>2008-06-11T18:48:00.808-07:00</updated><title type='text'>Continuum é igual?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Nada do que foi será,&lt;br /&gt;de novo do jeito que ja foi um dia...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lulu Santos&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive a observar tantas pessoas caminhando na rua... é de se espantar que nessa gicantesca cidade sejam todos tão homogêneas. Em que sentido??? ora, qualquer um.  Todos iguais, bem semelhantes, diferentes em casa. Em casa??? talvez apenas ao travesseiro. Em teus sonhos, totalmente diferentes, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;si-mesmas&lt;/span&gt;!!&lt;br /&gt;É tão bonito imaginar que todos iguais na rua são peças unicas, indivisíveis e totalmente singulares em teu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;onirismo&lt;/span&gt;. Chore! ponha tudo pra fora!&lt;br /&gt;Nos meu sonhos me reconheço igual, totalmente diferente em minhas vivências. Desperta-me a esperança de ter a certeza do conhecimento de que somos, em alguma instância, em algum lugar, eternos, infinitos e perfeitamente diferentes nessa igualdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5094591870773059693?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5094591870773059693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5094591870773059693' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5094591870773059693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5094591870773059693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/05/continuum-igual.html' title='Continuum é igual?'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4573662537225900598</id><published>2008-05-04T08:21:00.001-07:00</published><updated>2008-05-04T08:47:33.256-07:00</updated><title type='text'>Carta à Bahia (1)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"No mundo onde arte é o cotidiano&lt;br /&gt;E o sorriso esconde a miséria com louvor&lt;br /&gt;Sigo a vida alheio aos teus valores&lt;br /&gt;Pois lá no coração do baiano é que mora a minha dor"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah! baia, bahia, BAHIA!! onde &lt;/em&gt;estás que não respondes? tira esta &lt;em&gt;pedra do teu caminho&lt;/em&gt;! alegria, alegria é o estado (de dúvida e dívida!) amor pela terra, &lt;em&gt;em se tirando, pode levar!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Terra onde nasceste! Criado fôra, fora de dúvida, no coração e no berço do país mais heterogêneo do mundo. Literalmente tudo é possível. Tudo é viável. Tudo é visível! Escandalosas contradições convivem harmonicamente como gêmeos em seu berço. &lt;em&gt;Vamo&lt;/em&gt; &lt;em&gt;levano meu rei!&lt;/em&gt; Tem festa no fim de semana! tem &lt;em&gt;&lt;em&gt;ensaio do ara!&lt;/em&gt;&lt;/em&gt; Rá.&lt;br /&gt;No berço do meu páis. No berço do meu novo-velho mundo, moram a tristeza e a alegria, o orgulho e o escândalo, a riqueza e a miséria, o amor e o ódio, a magia e a ciência, a praia e o frio, o interior e a capital. Transbordam magia e talento, tais como papel ao vento, gotas ao mar. Para onde vão? o que me traz? porque teu quadro negro é tão lindo aos olhos outros? porque meus olhos não te enxergam, Bahia, e sentem tanto a falta da tua ignóbil beleza? Preciso de um &lt;em&gt;salvador&lt;/em&gt;, para entender porque o poeta estende a mão, para um sincretismo sem saida (com vista para o mar e para o mundo) onde o mundo vem buscar. Preciso de você. Tenho saudade de você. Saudades do que não ví. Saudades do que quero ver, do que quero ter, do baiano que &lt;em&gt;quero ser!&lt;/em&gt; Nasceste rica, pobre, feliz, e linda, onde o lixo e a descarga, o papel e o banheiro paradisíaco, o paraíso e o terror nos remetem ás estátuas e museus da chancela da história!&lt;br /&gt;Magia da contradição, da complexa perplexidade, da análise e da síntese, quero te abraçar! Por isso tú nos fascina... e nos faz fugir de ti.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não te amo nem odeio. Mas te quero!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até algum dia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4573662537225900598?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4573662537225900598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4573662537225900598' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4573662537225900598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4573662537225900598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/05/carta-bahia-1.html' title='Carta à Bahia (1)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5267889099024725807</id><published>2008-04-27T17:58:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T18:30:34.686-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (11)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Chegamos a esse mundo&lt;br /&gt;Sem possibilidade de retorno &lt;br /&gt;descobrimos que nossas mentes nos levaram,&lt;br /&gt;tão longe da verdade, dolorosa verdade...&lt;br /&gt;Do que somos!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greg Graffin&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chore. Se emocione. VIVA. Porque o tempo não para e não volta.&lt;br /&gt; - Doutor, tô com muita dificuldade.&lt;br /&gt; - Que dificulades senhora?&lt;br /&gt; - Dificuldades.&lt;br /&gt;Nesse momento percebi que algo não ia bem com aquela senhora loura de 68 anos. O filho fazia "sinal de negativo" com a cabeça. Sem que a mãe percebesse. É claro.&lt;br /&gt; - Com &lt;em&gt;o que &lt;/em&gt;a senhora tem dificuldades?&lt;br /&gt;E ela deu um intervalo para pensar. Não sei o que fez. Deve ter vasculhado sua mente. Aparentemente sem resultado. Não conseguindo &lt;em&gt;encontrar a resposta&lt;/em&gt;, respondeu:&lt;br /&gt; - Dificuldades.&lt;br /&gt;Respirei fundo.&lt;br /&gt; - Com&lt;em&gt; o quê?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; - Ah... (longa pausa) para fazer minhas coisas.&lt;br /&gt; - Que coisas?&lt;br /&gt; - lavar roupa, fazer comida... não consigo mais.&lt;br /&gt; - Como não consegue?&lt;br /&gt;E ela repondeu...&lt;br /&gt; - Não consigo. Não sei porque.&lt;br /&gt;E me veio à mente: demência! Como seria alguem vivenciar a queda gradativa e inexplicada de suas próprias faculdades mentais? memória, abstração, humor... tudo vai mudando aos poucos. E a pessoa percebe. Mas como perde tambem algo da capacidade de abstrair, não consegue &lt;em&gt;abstrair&lt;/em&gt; bem sobre o quer lhe ocorre. Permanece uma vaga sensação de que &lt;em&gt;algo está errado&lt;/em&gt;. "Algo não me vai bem". E pronto.&lt;br /&gt; - Vamos tentar descobrir o que está acontecendo. Pode ser demência. Vou solicitar uns exames para tentar descobrir a causa.&lt;br /&gt;E solicitei.&lt;br /&gt; - Voltem por favor com os exames prontos. Espero que seja uma causa reversível.&lt;br /&gt;E após se despedirem, sairam do consultorio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5267889099024725807?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5267889099024725807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5267889099024725807' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5267889099024725807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5267889099024725807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/04/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_27.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (11)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-2382194760158970981</id><published>2008-04-24T15:36:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T15:55:37.764-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (10)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Conhece-te a ti mesmo"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença socio-cultural entre o profisisonal de saúde (principalmente os de nível superior) e o típico paciente usuário do SUS é tristemente flagrante. A barreira cultural e econômica gera um bloqueio mental de tal magnitude que, na maioria das vezes, as instruções médicas são relegadas ao plano profundo da inconsciência e da irrelevância. Resultado: má (ou -não) aderência ao tratamento prescrito, cujo protocolo, construido ao longo de décadas de pesquisa científica, alicerçado sobre séculos de especulação culural, se esvai no ar de poucas palavras, como chuva ao mar, perfume ao vento, água ao ralo. Talvez a ciência médica deva expandir sua visão e passar também décadas estudando como derrubar suas barreiras, ao invés de tentar sempre dar passos á frente, como ciência que tenta ter um fim em si própria.&lt;br /&gt;Expandir para so lados amplia o horizonte, enquanto a expansão frontal amplia o pecurso acumulado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontremos tempo para a introspecção. A autopsicovarredura socrática da vida nos leva ao desejo e ao objetivo de aprender a controlar as emoções e a exercitar, no ponto "P", a humildade. Até que ponto ordenar, interferir, influenciar e ser-ativo? Até que ponto se deixar levar, obedecer e ser-passivo? Como manter-se equilibradamente nesse intervalo de infinitos pontos, ser socialmente aceito no auto e hetero-&lt;em&gt;self&lt;/em&gt;? Tentemos descobrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equilibremos nossos anseios dando um passo de cada vez e buscando, visando e exercitando a humildade. Sendoo menores do que pensamos, nos engrandecemos no momento da constatação. O pensamento de que somos menores e que estamos sempre aprendendo deve conter a ansiedade de abraçar o mundo de uma só vez (o que consiste em uma das muitas facetas da arrogância humana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem possa pedir perdão: lembrem-se de mim como um ponto de passagem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-2382194760158970981?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/2382194760158970981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=2382194760158970981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2382194760158970981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2382194760158970981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/04/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_24.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (10)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-260723956598449136</id><published>2008-04-21T12:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T18:29:51.114-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (9)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.&lt;br /&gt;Dificuldades para fazê-la forte.&lt;br /&gt;Tristeza para fazê-la humana.&lt;br /&gt;E esperança suficiente para fazê-la feliz!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida em flashes verbais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Reflexões interconsultas): Para tornar inteligível, decifrável, transmissível, objetivo e científico a mente humana, precisamos transformá-la em algo racional, lógico e temporal. Esta é a tentativa da psicopatologia e de inúmeras outras ciências e filosofias da mente. Grosso modo, claro.&lt;br /&gt;Como seria se tentássemos por em palavras nossas experiências do mesmo jeito ilógico, irracional e atemporal que elas se nos apresenta? Fiz uma tentativa. Cronológica pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1982 – Segundo a minha mãe e os documentos que a que fui sendo apresentado ao longo da vida, este é meu ano de nascimento. Não tenho, obviamente, razões para duvidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1983 – “Vamos entrar, que já vai chover e seu pai está chegando”. Nossa... ainda assim pude perceber o quão verde eram as folhas das árvores e quão amarelos eram os azulejos da escada que nos conduzia à cozinha da casa, pela área externa. Acho que nem andava. Ou corria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1984 – “Vamos garotão... para de pilotar esses pneus que a kombi vai lhe levar em casa”. E levou mesmo. Ao derredor, mato, árvores e trilhas ao longe. “Thiago, não pisa no banheiro que a empregada acabou de lavar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1986 – “Thiago! Você não pode com essas tintas... venha pra cá com seus colegas queimar a cera”. E do lado de fora a outra turma se acabava no pula-pula, do qual eu morria de medo e ninguem sabia. No topo da escada branca havia um jardim, um depósito e uma piscina. E a professora Sônia estava em todo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1987 – “Meu filho! Sua escola tem um parque imenso...”. E havia chegado atrasado. E quantas janelas altas! “seus primos estudam ai”. Conheci a “Madá”, o “Buís” e o “Mário”. E a professora Cida, cujo nome haveria de rotular uma cadela. Mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1988 – “Que dia é hoje?” falou-me com a mão cheia de dinheiro. “Sexta-feira!!”  Era o dia de comprar lanche na barraquinha depois da aula. Ahahahahahahahah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1989 – “Hoje nós não vamos fazer quase nada, porque é nosso primeiro dia de aula”. Olhei para o estojo azul (nossa, poderia desenhar se tivesse essa habilidade...), via a caneta BIC que sabia ser desnecessária nessa série e pensei: “quantos anos ela deve ter?”  Pelos menos o estojo me supria de tudo. Ah, a mochila preta custou onze mil (cruzeiros? Cruzados? Etc?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1990 – “Xí, a Argentina fez um gol”. E Taffarel estava lá no chão. Nunca gostei dele. Mas Jaspion e o Atari me esperavam, e a diversão estava garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1992 – Retrospectivo: “Maior ventura que poderia desejar em minha pretensa vida de 105 anos”. Ahahaha... como se esconder de si, se nem sabia onde estava? Phantasy star no master!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1993 – “Acho que os meninos falharam um pouco”. E após ter feito meu desabafo público em plena sala de aula pré-adolescente, foi tudo que ela disse a respeito. Em 180 dias letivos. E nunca mais me viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1994 – Ponto de fusão “um claro assim não será por mal algum”. E meu xará Thiago Fonseca, que conheceria 5 anos depois, já resumia minha vida. Claramente confusa, sem explicação. E dá-lhe EC Bahia!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1995 – Adriana Calcanhoto. Esquadros. Sonho de desodorante fã. Megalomania reativa adolescente. Ah..., e estava pra começar a segunda maior ventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1996 – Conheci a informática, os Arquivos X e muito dos meus amigos pra toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1997 – “Não me conformo”. Não tinha vocabulário nem ordem de pensamento para saber exatamente contra o quê. Mas pelo menos aprendi a arranhar o violão. E seria o segundo Phantasy Star de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1998 – Ah... paragens ao meio dia! Vence-te para ter paz. E então fez-se a luz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1999 – “Alguma consciência política você precisa ter meu filho”. E despertou o desejo de consertar os erros, e de fazer o que é certo. E que luta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2000 – “Rapaz, você foi com muita sede ao pote...” E não era pra ser assim??   Não, não era. E a marca foi funda, a ferida foi forte, e o sangue gerou frutos. Qual a hora certa de colhê-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2001 – Retornemos 9 anos. Ainda não aprendeu a lição? Aprenda, porque você vai ser médico!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2002 – Aprendi que a dialética da vida é infalível, e passei a ter fé em alguma coisa que não conhecia direito nem tinha nome. “I can’t drive, because I am european”. Ahahahah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2003 – E naquele abafado domingo, na praia de buracão: “você está da ACME”. Muitas saudades, mas já passou e mudou. Mas continua igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2004 – “Será que irei casar algum dia???”- hehehe – ACHO QUE SIM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2005 – “Você é o medico da clínica não é??” era?? “quando voltar por essa trilha, serei outro homem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2006 – “Você vai querer que esse dia nunca acabe. Mas vai acabar”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2007 – “Que tipo de pessoa você vai se tornar?”. E a mesa branca indicou o caminho. Antenas seguem até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2008 – “Lá faz muito frio, leve agasalho hein!!” AHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, aonde esse calendário vai me levar???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-260723956598449136?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/260723956598449136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=260723956598449136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/260723956598449136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/260723956598449136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/04/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_7888.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (9)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4460307975658310621</id><published>2008-04-21T11:16:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T11:49:39.758-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (8)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Trata-se realmente de uma vida complicada...&lt;br /&gt;Quando "como você vive"&lt;br /&gt;É "como você morre" "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony Sly&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Olá doutor, você é psiquiatra?&lt;br /&gt;Olhei para seu rosto. Inédito. Quem será?&lt;br /&gt; - Não, sou residente.&lt;br /&gt; - Ah, é que tenho andado triste ultimamente, e não sei o que fazer...&lt;br /&gt;Ele olhou para baixo. Nunca o tinha visto. Em corredores de hospital cruzamos com muitas pessoas. Reparamos em algumas, falamos com poucas, nos relacionamos com pouquíssimas, temos muito pouquíssimos amigos. Tinha comigo a chancela do acaso para justificar minha seguinte pergunta:&lt;br /&gt; - Desculpe, mas de onde me conhece?&lt;br /&gt; - Ah, uns amigos meus te indicaram. Disseram que você trata bem as pessoas.&lt;br /&gt;O que passa na cabeça de um ser humano, nesse mundo egoísta e individualista, para ter perante a si a abertura para abordar num corredor do hospital (mais propriamente numa fila de elevador) uma pessoa que nunca viu para falar que está triste, precisando de ajuda? Passe o que passe, seja quem seja, seria no mínimo deselegante desculpar-me e sair para compensar meu atraso no ambulatório. E não o faria mesmo que tivesse todo o tempo disponível.&lt;br /&gt; - Em que posso te ajudar?&lt;br /&gt;E ele disse. Disse tristeza. Disse ansiedade. Disse perdas. Disse necessidades. Disse a idade. Na minha ignorância de principiante, considerei que ele não estava doente. Estava reagindo normalmente a circunstâncias estressantes da vida, o que nunca é pouca coisa.&lt;br /&gt; - Pela psiquiatria, você não tem rótulo, não tem diagnóstico. Fique tranqüilo.&lt;br /&gt; - Como tranqüilo? Estou cheio de problemas...&lt;br /&gt;E quase chora. Cheio de problemas, e sem diagnóstico. E eu “chorei” em pensamento pelas falhas e incompatibilidades de nossa ciência rotulante que, no entanto, é o que temos de mais precioso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4460307975658310621?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4460307975658310621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4460307975658310621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4460307975658310621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4460307975658310621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/04/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_5079.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (8)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6464614734361975521</id><published>2008-04-19T12:28:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T12:00:06.567-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (7)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Não adianta mesmo reclamar!&lt;br /&gt;Acreditar que basta apenas se deixar levar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony Belotto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tendo apoiado a cabeça por sobre a mão espalmada, e encostando o cotovelo sobre a mesa, pus-me a registrar no pronbtuário médico dados cotidianos sobre algum paciente.&lt;br /&gt;Eis que P., interno da enfermaria, com um tapa em meu braço, retira a minha cabeça de seus confortavel apoio palmar.&lt;br /&gt; - AH, AH, AH, AH&lt;br /&gt; - O que é isso rapaz, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;você tá louco?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Antes que alguem dissesse alguma coisa, aparece G. (uma outra interna) que, por diversos motivos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;falava pelos cotovelos&lt;/span&gt;. E ela disse&lt;br /&gt; - Claro que está louco, senão não estaria aqui nessa enfermaria né!?!?? dããããã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AHAHAHAHAHAHAHAHAHA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6464614734361975521?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6464614734361975521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6464614734361975521' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6464614734361975521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6464614734361975521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/04/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_19.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (7)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5134829067178633367</id><published>2008-04-19T10:22:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T10:26:26.817-07:00</updated><title type='text'>Ah, meu amor</title><content type='html'>Ahh... punhaladas e punhaladas. E minha alma, absorta de tantos tropeços, empecilhos e batalhas, finalmente caiu. Sucumbiu. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gave up&lt;/span&gt;. E não percebeu que, amparada pelas próprias mãos invisíveis, ganhou a estrada dos novos arreios.&lt;br /&gt;E assim foi.&lt;br /&gt;Deus! onde estão teus carros? porque teu sorriso se abre tão negro pelos dentes alvos? Porque tua lupa nos abraça com o ímpeto da febre em seu antro dia solar? porque tua culpa?&lt;br /&gt;E o dia amanheceu azul&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5134829067178633367?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5134829067178633367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5134829067178633367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5134829067178633367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5134829067178633367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/04/ah-meu-amor.html' title='Ah, meu amor'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6506379969497559643</id><published>2008-04-19T10:03:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T10:22:27.026-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (6)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Guerreiro! Enfrenta-te, conhece-te, e vence a ti mesmo e a teu gênio contrário. Amplia teus horizontes e...  faz naturalmente a coisa certa"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadeu Gonçalves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras são os tijolos dos nosso muros. Difícil nos livvrarmos delas. O que acontece com o interesse das pessoas? porque é tão difícil perceber que compensa mais ser transparente? ser claro? ser aberto? Ou pelo menos respeitar quem tenta ser.&lt;br /&gt;Há muitos anos divago, rio e falo sozinho acerca das relações entre a moral e o senso comum. Muitos anos. Diria que uma década e meia.&lt;br /&gt;Trata-se de estarmos sempre ponderando, pensando, "maquinando" entre o que é certo e errado. Quando falamos, pensamos, sentimos e vivemos algo que vai de encontro à nossa moral latente, inconsciente, sofremos. E não interessa por agora a nomenclatura técnica para esse conflito. O que importa é que ele exsite, e vale para todos. E por ser poderosíssimo guia de nossos pensamentos e atitudes, devemos pôr sua compreensão em primeiro plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa divagação me sobreveio ao lembrar, na cadeira do consultório, do filme "The wall", o qual assisti em 1998. Em 1999, assisti o show "The wall", do Pink Floyd, gravado em 1990, na Alemanha. Do filme The wall, da palavra muro, lembrei do muro de palavras e assim sucessivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Doutor, eu gosto dele, e ele não tem nada pra oferecer. Como podem pensar que quero prejudica-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Doutor, eu preciso ser internada, porque estou muito mal. Se você não me internar agora, vou tomar veneno de rato! e se eu morrer, você será o culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Olhe doutor, não tenho saco pra tomar remedio. E esse lenga-lenga da consulta me tira do sério... mas sei que sem isso eu entro em crise. O que eu faço?&lt;br /&gt; - Frequente as consultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pasei o dia ao som de The Ataris, Velhas virgens, No Use For a Name e Bad Religion no iPod. Eles me fazem lembrar a cada minuto que a vida é linda e infinita em poesia, criatividade, beleza e possibilidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6506379969497559643?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6506379969497559643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6506379969497559643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6506379969497559643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6506379969497559643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/04/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (6)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5438604130186285594</id><published>2008-03-17T19:38:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T20:20:36.155-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (5)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Que mal faz esta cor fingida&lt;br /&gt;do meu cabelo, e do meu rosto,&lt;br /&gt;se tudo é tinta: o mundo, a vida,&lt;br /&gt;o contentamento, o desgosto?"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. A. S, feminino, 24 anos, branca, casada, balconista desempregada, ensino médio completo, natural e procedente de São Paulo.&lt;br /&gt;A. compareceu para uma primeira consulta, acompanhada pela mãe, após passar um período de uma semana em uma enfermaria psiquiátrica. Tivera um episódio depressivo grve com sintomas psicóticos.&lt;br /&gt;Na primeira consulta o médico, principalmente o psiquiatra, deve utilizar de todos os recursos semiológicos necessários para obter, &lt;em&gt;em alguns minutos&lt;/em&gt;, uma ideia de &lt;em&gt;uma vida de várias décadas&lt;/em&gt;. Com essa ideia, associada a sua empatia, bom senso e conhecimentos técnicos, faz as suspeitas diagnósticas e traça uma linha de conduta.&lt;br /&gt;Os conhecimentos técnicos são objetivos e mais ou menos uniformes. contudo o bom senso e a empatia são inatos, imutáveis e pertencentes a uma dimensão tão misteriosa que sequer lhe tocamos a superfície com nossa limitada e arrogante ciência.&lt;br /&gt; - A., você sabe o nome da doença que você tem?&lt;br /&gt; - Doutor, acho que é "depressão"&lt;br /&gt; - E você sabe o que é isso?&lt;br /&gt;Ouvi um esperado &lt;em&gt;não&lt;/em&gt;. Os pacientes psiquiátricos, devido ao estigma social e cultural de sua condição, adquirem um rótulo que joga sua auto-estima (que já não era das melhores) no fundo do poço. E pela &lt;em&gt;empatia&lt;/em&gt; senti que com &lt;em&gt;A&lt;/em&gt;. não era diferente. Olhei fixamente para seu jovem rosto emagrecido e castigado pela curta vida. Disse:&lt;br /&gt; - A medicina classifica sua situação como uma doença. Mas sua "doença" não é como uma gripe ou pneumonia, que você trata, toma uns remédios e pronto. Você tem um desequilíbrio em sua vida como um todo, e observar isso é muito mais importante.&lt;br /&gt; - Meu deus, e até quando vou ficar assim?&lt;br /&gt; - Não sei. Depende de muita coisa, a maioria das quais não conhecemos&lt;br /&gt;Então a esperada pergunta de um atípico paciente psiquiátrico ativo e curioso:&lt;br /&gt; - E que raio de doença eu realmente tenho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. O paciente psiquiátrico (o doente mental) adoece no centro de seu funcionamento e interação com os fenômenos do mundo: a mente. Caso mantenha alguma crítica pelo que lhe acontece, deveria em tese estar no minimo instigado para saber do especialista a quem consulta por espontânea vontade o que lhe acontece.&lt;br /&gt;A (finalmente) sofria de &lt;em&gt;transtorno depressivo recorrente&lt;/em&gt; (quando são diagnosticados mais de um episódio depressivo separados por um determinado período). Ja havia sofrido dois episódios depressivos graves, e a chance de ter um terceiro beirava os 90%. Medicação, psicoterapia e apoio familiar e social eram fundamentais.&lt;br /&gt;Expliquei a A. toda a informação condensada nesses ultimos parágrafos, repetidas vezes, até ter a impressão de que a mesma compreendeu tudo. Prescrevi sua medicação e pedi que retornasse em 30 dias.&lt;br /&gt; - Doutor, você é tão novinho... nem tem cara de médico!&lt;br /&gt;"Pra ser médico não precisa ter cara. Precisa ter espírito, e isso eu acho que tenho", pensei, rindo por dentro (e um pouco por fora).&lt;br /&gt; - É bom saber que tenho muitos anos de vida pela frente. E acho que você tambem terá, até mesmo porque &lt;em&gt;você é tão novinha... nem tem cara de que vai ao psiquiatra...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rimos todos juntos... e felizes deixaram o consultorio e a mim no seu interior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5438604130186285594?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5438604130186285594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5438604130186285594' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5438604130186285594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5438604130186285594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/03/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_17.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (5)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7457877939825971763</id><published>2008-03-15T09:29:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T10:15:22.810-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (4)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Os pensamentos são como cavalos selvagens, &lt;br /&gt;é preciso domá-los para a saúde do espírito.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Fonseca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doutor, minha doença tem cura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a cura? Em um extremo, imaginamos a cura como o cessar definitivo da existência de um mal que outrora nos molestava. Trata-se de uma visão objetiva do processo(do tipo exisite ou não-existe).&lt;br /&gt;Em outro extremo, em um patamar subjetivo, há quem enxergue a cura de uma moléstia quando a mesma deixa de lhe trazer prejuizos significativos nas esferas pessoal, social e familiar.&lt;br /&gt;No meio termo, entre o extremo objetivo e subjetivo, existem infinitas gradações, com infinitas nomenclaturas, de infinitas áreas, com infinitas acepções, explicações e inferências, que em geral não interessam a muita gente...&lt;br /&gt;Na medicina em geral, e na psiquiatria, em particular, utiliza-se, no contexto da fidelidade acadêmica e científica, a primeira definição de cura: "A doença não existe mais, e tem pouca chance de retornar. Logo você está curado". Assim ocorre com boa parte das infecções e dos cânceres considerados curáveis.&lt;br /&gt;Existem, por outro lado, as doenças não curáveis, mas passivas de &lt;em&gt;controle&lt;/em&gt;, seja dos seus fatores de risco, seja da sua evolução. O médico leva em conta, neste importante momento de avaliação, diversos fatores e variáveis, uns mais ou menos objetivos que outros. Aliás, é pra isso que ele exsite.&lt;br /&gt;Nesse contexto se encaixam a maioria das doenças psiquiátricas. Na doença mental não há uma etiologia definida, bem como não há cura, na maioria dos casos. Contudo, com frequência, o mal psiquiátrico pode ser controlado de maneira que o paciente possa levar uma vida normal, trabalhando, estudando, se relacionando bem com a família, o sexo oposto e com a sociedade em geral. Há quem considere isso uma cura, mas uma cura já como parte de uma discussão que foge aos escopos da nossa ciência.&lt;br /&gt;Mas quem disse que é a ciência que tem que dar a palavra final? Cîência não opina sobre o que é bom senso, tampouco o define. Ciência tradicional não leva em consideração a cura subjetiva (na prática o objetivo de todos os pacientes). Eu, Thiago, convivo pacificamente com minha asma brônquica, rinite alérgica, pitiríase versicolor, sindrome de Gilbert, alopécia familiar, psoríase, pé cavo, dislipidemia, sobrepeso (e talvez outras doenças)!! Na maior parte do tempo, nem lembro que eles existem e, com exceção da dislipidemia, sei que elas muito dificilmente atrapalhariam minha vida, minha saúde, meu trabalho, meu relacionamento com as pessoas e com o mundo. Aliás, não atrapalham, e todos me consideram uma pessoa saudável. Logo, embora a ciencia médica facilmente confirme a presença de tais em meu corpo, delas me sinto curado. &lt;em&gt;Curadasso!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como passar essas informações para os pacientes, sem ser mal compreendido? bem... &lt;em&gt;voltei a meu consultório&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sim, sua doença tem cura. Mas isso é uma longa conversa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7457877939825971763?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7457877939825971763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7457877939825971763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7457877939825971763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7457877939825971763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/03/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_15.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (4)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4497252465690729028</id><published>2008-03-10T17:42:00.000-07:00</published><updated>2008-03-11T17:00:45.076-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (3)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Vejamos... Estou vivendo apressado ou é a pressa que vive em mim?&lt;br /&gt;O que é a vida senão algo para matar, ou manter, ou comprar, ou perder, ou viver?&lt;br /&gt;Preciso ir mais rápido! manter o ritmo...&lt;br /&gt;apenas para continuar um ser humano"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brett Gurewitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamentos atípicos, doenças atípicas, dias atípicos! o que dizer da atipicidade da infrequência se a boa frequência é relativa a quem a espera? &lt;br /&gt;Bem... abrí a porta do consultório.&lt;br /&gt;Um consutório psiquiátrico... Ah! um consultório psiquiátrico, em seu papel e simbologia, é fonte dos mais controversos e intrincados debates e opiniões... &lt;br /&gt;Não deveria.&lt;br /&gt;Não deveria porque sua finalidade é utilizar o conhecimento científico vigente na medicina e em áreas correlatas para tratar o adoecimento mental do ser humano, em sua acepção mais ampla. Muitas vezes, por motivos diversos, acaba não o fazendo nesta acepção. E ai nasce a polêmica. Nascem as dúvidas. Nascem os monstros. Nascem os preconceitos contra os psiquiatras e os doentes mentais. Nascem os pósconceitos sob ação dos inadvertidamente apaixonados... e quem sai perdendo é a humanidade. Sempre saiu.&lt;br /&gt;Toc, toc, toc! (alguem batendo?)&lt;br /&gt;Deixando mometaneamente de lado tais divagações filosóficas (as quais me consumiam o tempo entre abrir a porta do consultório e acomodar meu paciente e seu acompanhante em suas cadeiras), voltei-me para as duas &lt;em&gt;personas&lt;/em&gt; que estavam, agora, diante da minha mesa.&lt;br /&gt; - Como estão vocês?&lt;br /&gt; - Estamos bem.&lt;br /&gt;(Eis o diálogo introdutório de qualquer consulta a qualquer consultório ou balcão da vida. Quer dizer: "Pretendo ser símpático com você em nossa breve conversa se, e somente se, é claro, você(s) tiver(em) a mesma pretenção")&lt;br /&gt; - Sentem-se por favor. O que os traz aqui?&lt;br /&gt; - Doutor, é uma história &lt;em&gt;muito loca&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ri por dentro. Lidar com pessoas espontâneas me deixava mais à vontade para, em primeira instância, cumprir meu papel profissional-acadêmico e, em última instância, ajudar o paciente. Então, juntando toda a &lt;em&gt;pseudo-autoridade &lt;/em&gt;que pude reunir naquele momento, disse:&lt;br /&gt; - Loucura não existe. Mas pode falar mesmo assim.&lt;br /&gt; - Meu problema é TOC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOC (transtorno obssessivo-compulsivo) é uma patologia psiquiátrica relativamente incomum, embora de grande impacto pessoal e social, com desdobramentos simbólicos, nas artes, na cultura e na mídia. A pessoa, súbita ou gradualmente, passa a ser acometida por pensamentos recorrentes e intrusivos (obssessivos) que podem leva-las ou não a atitudes ritualísticas de desdobramentos individuais virtualmente infinitos (compulsivo). O indivíduo têm consciência e crítica sobre tais atos e pensamentos, o que em geral leva a grande sofrimento psíquico, social e fisiológico.&lt;br /&gt;Arrisco-me a dizer, em &lt;em&gt;off&lt;/em&gt;, que todos nós temos traços de TOC. O aparelho psíquico do ser humano é, como a luz de uma lâmpada (que simboliza, nesse caso, o corpo), um continuum de emoções, vivências, matrizes e toda a terminologia que a filosofia, a psicologia e a medicina criaram. E todos sabem (até mesmo porquê nunca esteve tão em voga) que a "ansiedade" e a "depressão" são onipresentes em nossa cantada modernidade.&lt;br /&gt;TOC é um chamado &lt;em&gt;transtorno de ansiedade&lt;/em&gt;. Ansiedade onipresente, traços de TOC onipresentes. Não temamos. Mesmo que tais sintomas sejam por acaso excepcionalmente proeminentes em alguem, não requerem tratamento se não há prejuizo pessoal e social para o indivíduo, para as pessoas com quem convive e para com a sociedade. Nesse caso, não se trata de doença. Mas... como avaliar tudo isso, para cada caso, com boa dose de segurança? Seria válido deixar tal incumbência a cargo do propalado &lt;em&gt;bom senso&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Isso também é psiquiatria! portanto, voltemos ao consultório!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Doutor, minha doença tem cura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem as cenas do próximo capítulo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4497252465690729028?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4497252465690729028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4497252465690729028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4497252465690729028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4497252465690729028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/03/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_10.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (3)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5827432612054912766</id><published>2008-03-04T17:51:00.000-08:00</published><updated>2008-03-10T19:10:40.362-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (2)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"De tudo que é humano&lt;br /&gt;nada me é estranho&lt;br /&gt;fruto e semente&lt;br /&gt;criatura e criador"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Humberto Gessinger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - 11/02/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.M, feminina, 35 anos, mulata clara, balconista (desempregada há 3 meses). Natural e procedente de São Paulo.&lt;br /&gt;P.M apareceu no PS (pronto socorro) psiquiátrico prestes a prorromper em lágrimas. A profundidade do abismo de paredes tristes que construiu ao longo de Deus sabe quantas noites sofridas estava assustadoramente evidente em seus olhos negros.&lt;br /&gt;"Crise depressiva", pensei (em palavras tecnicas: episódio depressivo grave).&lt;br /&gt; - Dona P., o que está havendo com a senhora?&lt;br /&gt; - Ah... nem me pergunte, doutor... nada dá certo em minha vida...&lt;br /&gt;E P.M passou a narrar, durante 30 minutos, profunda história de desilusões amorosas e familiares, que culminaram em ineficiência no trabalho, o que aos poucos minaram quase completamente sua auto-estima e sua vontade de viver. Tentara o suicídio por duas vezes, sem sucesso (graças a Deus). Tem uma filha de 13 anos que refere ser o único objeto no qual vislumbra algum sentido em continuar vivendo. Das noites insones advém o desespero da tristeza infinita que insiste em trasformar seu sol em um buraco negro. Sem expectativa de futuro ou presente. Passado triste, infeliz, sem valor algum. "Que sou eu"?&lt;br /&gt; - Oras, se tua vida vale tão pouco e de nada serve, porque tanto esforço em mante-la? Se tua filha justifica tua vida, porque tanto desejo de acaba-la? provavelmente você tem uma resposta para tudo isso e insiste em esconde-la de si mesmo. Desse jeito, não há médico, psicólogo, anjo ou demônio que resolva teu problema.&lt;br /&gt;Neste momento, vislumbrei por entre os mais profundos, negros e pálidos olhos que ja cruzaram os meus um &lt;em&gt;lampejo&lt;/em&gt;, leve e fulgás, e que me deu uma leve esperança de naquele momento ter contribuido com alguma parcela, por mínima que fosse, para salvar uma vida do risco que sua própria dona oferecia.&lt;br /&gt;P.M ainda chorou bastante. Ao fim da consulta, pegou a prescrição do antidepressivo que lhe estendi e prometeu retornar em breve para acompanhamento ambulatorial. Saiu andando devagar, olhando para o chão, totalmente absorta em Deus sabe que negros sentimentos e pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO, 04/03/2008 - Ambulatório de psiquiatria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - P..., que bom revê-la! espero que esteja melhor. Como tem passado?&lt;br /&gt; - Doutor... seus remédios e suas palavras me ajudaram bastante... mas não sei o que fazer... parece que tem na minha cabeça um turbilhão confuso de erros e decepções...&lt;br /&gt;E pesadas lagrimas escorreram dos seus abismais olhos por seu rosto. &lt;br /&gt;"Bendito lampejo", pensei. P.M já não pensava naquele momento que sua vida era completamente destituida de sentido e valor. Ou pelo menos, &lt;em&gt;parecia&lt;/em&gt; não pensar. Poderia até opinar positivamente a esse respeito, mas pelo menos já imaginava que teria que fazer algo por si própria. Deixara de transferir a responsabilidade por sua dor para o mundo exterior, o que era o grande e principal o passo psicodinâmico no tratamento do episódio depressivo.&lt;br /&gt;Quando acalmou-se, voltei ao assunto da consulta do PS, enfatizando a importância de seu papel proativo no tratamento. Pareceu convencer-se de que eu estava certo.&lt;br /&gt;Conversamos sobre a importancia de usar corretamente a medicação. Expliquei os possíveis efeitos colaterais e tirei suas dúvidas gerais sobre a doença. Ao final da consulta, parecia um pouco melhor. Arrisquei-me a ficar apenas um pouco otimista, pois obviamente não poderia fazer ideia do que exatamente lhe ia no íntimo. Tinha a meu favou uma boa impressão, e isso de certa forma me bastava. E dei-me por satisfeito. Por enquanto.&lt;br /&gt; - Doutor, posso lhe dar um abraço?&lt;br /&gt; - Claro que sim!&lt;br /&gt;"Sua vida vale muito mais que simples abismos de paredes tristes. Escale-os", pensei. Que criatura fantástica é o ser humano!&lt;br /&gt; - Até a proxima consulta. Tudo de bom.&lt;br /&gt;E P.M abriu a porta, e saiu do consultório.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5827432612054912766?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5827432612054912766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5827432612054912766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5827432612054912766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5827432612054912766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/03/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos_04.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (2)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7694676744803816053</id><published>2008-03-02T05:24:00.000-08:00</published><updated>2008-03-10T19:17:18.140-07:00</updated><title type='text'>Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (1)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Se o meu sonho é tão distante do seu&lt;br /&gt;Se é tão grande e diferente do seu...&lt;br /&gt;Me deixe em paz!"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Fonseca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doutor, sou perseguido por sete espiritos diferentes. Acho que eles querem me matar.&lt;br /&gt; - Como assim!? espíritos?&lt;br /&gt; - Isso, eles estão comjunto com o inimigo!&lt;br /&gt; - E o que eles fazem?&lt;br /&gt; - Ah, eles me perseguem, me tentam fazer o mal...&lt;br /&gt; - Mas por quê? você fez alguma coisa a eles?&lt;br /&gt; - Não sei porque&lt;br /&gt; - E quem são eles? você sabe?&lt;br /&gt; - Ah... ubanda, candoblé, centro espírita, macumbaria, feitiçaria e magia negra&lt;br /&gt; - Mas você citou seis... falta um por agora (Ele quiz dizer &lt;em&gt;espíritos&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;típos de espiritos&lt;/em&gt;?)&lt;br /&gt;Nesse momento, meu interlocutor, portador de Esquizofrenia Paranóide, passou a contar nos dedos os &lt;em&gt;espíritos&lt;/em&gt; que o perseguiam e concluiu realmente que tinha citado seis, e estava faltando um. E disse:&lt;br /&gt; - Falta o &lt;em&gt;maculelê&lt;/em&gt;!! ou era &lt;em&gt;bruxaria&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt; - Você é quem sabe. Mas não deixem que eles atrapalhem seu casamento, sua convivência familiar e seu desempenho no emprego.&lt;br /&gt; - Pode deixar, doutor. Eles não me incomodam mais, porque ninguem vai me tirar do caminho de Deus. Nenhum espírito entra em mim porquê ninguem me tira de minha fé.&lt;br /&gt; - E as pessoas que convivem com você sabem que eles te perseguem?&lt;br /&gt; - Ah... doutor, eu falava pra elas, alertava, avisava. Mas elas me olhavam de um jeito estranho... uma vez me trouxeram aqui neste hospital, e eu não entendi nada! me disseram que eu estava louco, mas eu não sou louco não.&lt;br /&gt; - Por que você não é louco?&lt;br /&gt; - Porque eu não rasgo dinheiro, e além do mais pago minhas contas e não incomodo ninguem&lt;br /&gt; - Tem razão. Pois bem, vou marcar sua consulta pra daqui a 3 meses e se acontecer alguma coisa diferente você me fala, ok.&lt;br /&gt; - Tudo bem. Mas, doutor, queria fazer uma pergunta&lt;br /&gt; - Claro, fique à vontade&lt;br /&gt; - Qual a doença que o senhor está tratando em mim?&lt;br /&gt; - Você tem uma doença chamada esquizofrenia paranoide, que tem tratamento e respostas variadas ao mesmo. Não é maluquice ou loucura, isso não existe.&lt;br /&gt; - Ufa, que alívio! e por causa dessa doença que os espiritos me perseguem? essa tal de "efe vinte"?      (F20.0 - CID 10 = código internacional de doenças)&lt;br /&gt; - Parece que sim, isso é você que vai me revelar no momento certo. Por enquanto você está liberado.&lt;br /&gt;Ele levantou-se, apertou a minha mão e, com um sorriso, se despediu. "Sujeito simpático", pensei. Tomara que os fantasmas de sua mente o deixem em paz para que ele possa trabalhar, estudar e manter seu casamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7694676744803816053?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7694676744803816053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7694676744803816053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7694676744803816053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7694676744803816053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/03/consultrio-psiquitrico-baseado-em-fatos.html' title='Consultório psiquiátrico - Baseado em fatos reais (1)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1578950286023092620</id><published>2008-02-20T19:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T11:59:35.998-08:00</updated><title type='text'>Starry starry night!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_mDPU56IUI_c/R8HMg_SSIxI/AAAAAAAAAAs/FGSK-mFAAfY/s1600-h/Vincent+Van+Gogh+-+Starry+Starry+Night.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_mDPU56IUI_c/R8HMg_SSIxI/AAAAAAAAAAs/FGSK-mFAAfY/s320/Vincent+Van+Gogh+-+Starry+Starry+Night.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170638714314040082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vincent Van Gogh pintou mais de 800 telas em menos de 10 anos e suicidou-se pouco depois, pobre, esquecido pelos conteporâneos e familiares e diagnosticado como "louco". Vendeu uma única tela por um valor baixíssimo para a época&lt;br /&gt;Hoje seria um multimilionário, famoso e consagrado universalmente... enfim, "perhaps they'll listen now".&lt;br /&gt;A letra da canção abaixo tenta retratar com comovente sensibilidade e criatividade o resumo do que teria sido a sua vida... é colocar o som na caixa e viajar...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Starry starry night!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VINCENT (STARRY STARRY NIGHT)&lt;br /&gt;Por Don McLean&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Starry starry night, paint your palette blue and grey&lt;br /&gt;Look out on a summer's day with eyes that know the darkness in my soul&lt;br /&gt;Shadows on the hills, sketch the trees and the daffodils&lt;br /&gt;Catch the breeze and the winter chills, in colors on the snowy linen land&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now I understand what you tried to say to me&lt;br /&gt;How you suffered for you sanity How you tried to set them free&lt;br /&gt;They would not listen they did not know how, perhaps they'll listen now&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Starry starry night, flaming flowers that brightly blaze&lt;br /&gt;Swirling clouds in violet haze reflect in Vincent's eyes of china blue&lt;br /&gt;Colors changing hue, morning fields of amber grain&lt;br /&gt;Weathered faces lined in pain are soothed beneath the artist's loving hand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorus:&lt;br /&gt;For they could not love you, but still your love was true&lt;br /&gt;And when no hope was left in sight, on that starry starry night&lt;br /&gt;You took your life as lovers often do,&lt;br /&gt;But I could have told you, Vincent,&lt;br /&gt;This world was never meant for one as beautiful as you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Starry, starry night, portraits hung in empty halls&lt;br /&gt;Frameless heads on nameless walls with eyes that watch the world and can't forget.&lt;br /&gt;Like the stranger that you've met, the ragged man in ragged clothes&lt;br /&gt;The silver thorn of bloody rose, lie crushed and broken on the virgin snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now I think I know what you tried to say to me&lt;br /&gt;How you suffered for you sanity How you tried to set them free&lt;br /&gt;They would not listen they're not listening still&lt;br /&gt;Perhaps they never will.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRADUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite estrelada&lt;br /&gt;Pinte suas cores de azul e cinza&lt;br /&gt;Olhe os dias de verão&lt;br /&gt;Com olhos que conhecem a escuridão da minha alma&lt;br /&gt;Sombras nas colinas&lt;br /&gt;Desenhe as árvores e os narcisos&lt;br /&gt;Sinta a brisa e os arrepios de inverno&lt;br /&gt;Em cores na terra de neve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu entendo&lt;br /&gt;O que você tentou me dizer&lt;br /&gt;E como você sofreu por sua sanidade&lt;br /&gt;E como você tentou os libertar&lt;br /&gt;Eles não queriam ouvir&lt;br /&gt;Eles não sabiam como&lt;br /&gt;Talvez eles te ouçam agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite estrelada&lt;br /&gt;Flores em fogo com chamas brilhantes&lt;br /&gt;Nuvens que giram em uma roxa neblina&lt;br /&gt;Refletem nos olhos azuis de Vincent&lt;br /&gt;Cores mudando de tom&lt;br /&gt;Campos matutinos de grãos âmbar&lt;br /&gt;Rostos cansados com dor&lt;br /&gt;São acalmados pelas mãos afetuosas do artista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu entendo&lt;br /&gt;O que você tentou me dizer&lt;br /&gt;E como você sofreu por sua sanidade&lt;br /&gt;E como você tentou os libertar&lt;br /&gt;Eles não queriam ouvir&lt;br /&gt;Eles não sabiam como&lt;br /&gt;Talvez eles te ouçam agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eles não podiam te amar&lt;br /&gt;Mas mesmo assim seu amor era verdadeiro&lt;br /&gt;E quando não havia mais esperança&lt;br /&gt;Naquela noite estrelada&lt;br /&gt;Você tirou sua propria vida, como amantes geralmente fazem&lt;br /&gt;Mas eu poderia ter te falado Vincent&lt;br /&gt;Esse mundo nunca foi um bom lugar pra pessoas tão bonitas como você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite estrelada&lt;br /&gt;Retratos pendurados em paredes vazias&lt;br /&gt;Cabeças sem porta-retratos em paredes sem nomes&lt;br /&gt;Com olhos que observam o mundo e não esquecem&lt;br /&gt;Como os estranhos que você conheceu&lt;br /&gt;Os homens acabados, com roupas rasgadas&lt;br /&gt;O espinho prateado de rosas sangrentas&lt;br /&gt;Está esmagado e quebrado, na neve virgem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu acho que sei&lt;br /&gt;O que você tentou me dizer&lt;br /&gt;E como você sofreu por sua sanidade&lt;br /&gt;E como você tentou os libertar&lt;br /&gt;Eles não queriam ouvir&lt;br /&gt;Ainda não estão ouvindo&lt;br /&gt;Talvez nunca ouvirão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1578950286023092620?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1578950286023092620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1578950286023092620' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1578950286023092620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1578950286023092620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/02/vincent-van-gogh-pintou-mais-de-800.html' title='Starry starry night!!'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_mDPU56IUI_c/R8HMg_SSIxI/AAAAAAAAAAs/FGSK-mFAAfY/s72-c/Vincent+Van+Gogh+-+Starry+Starry+Night.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6289931389339688947</id><published>2008-02-20T17:05:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T11:11:01.466-08:00</updated><title type='text'>Dia das mulheres, dias dos homens</title><content type='html'>Segunda-feira. Final de "expediente". Hora de descansar a mente e, como diriam os biólogos evolutivos, "olhar a fogueira para passar os canais de TV!". Abri minha agenda para passar os compromossos do dia seguinte e iniciar os escritos do meu diário.&lt;br /&gt;Ah não! não é que por um feliz (ou infeliz) acaso eu a abri no dia 8 de março, o famoso dia das nossas mulheres!??? pois é... e não por ocaso, fui arremessado a um labirinto de pensamentos talvez (com certeza...) por muitos avaliados como politicamente incorretos. Talvez queira me sentir privilegiado em pelo menos um dia no ano. Enfim... vamos aos fatos.&lt;br /&gt;Porque um dia para as mulheres? se a ideia de oferecer-lhes um dia as tornam especiais, há para isso, portanto, em suposição, dois motivos: (1)ou são, no grosso falar, no popular, mais privilegiadas, melhores, em algum(s)aspecto, ou (2) o contrário de tudo isso.&lt;br /&gt;Portanto, trata-se ou de um grosseiro erro histórico, ou cultural, ou de matemática, já que soa absurdo reservar um dia de comemoração para metade da população mundial (ou 3 bilhoes de pessoas-mulheres). Por que não comemorar logo a humanidade toda? "dia do ser humano". Pronto. todo mundo feliz. Mas não. Oferecer-lhes um dia no nosso gregoriano calendário para exaltar-lhes a essência gonádica ou o que quer que seja remete, no mínimo, a um lapso de memória cultural.&lt;br /&gt;Porque essa tempestade em copo d'água??&lt;br /&gt;Porque eu quero um dia pra mim. Tenho apenas o meu aniversário. Não sou "minoria". Não sou mulher, nem índio, nem fundei nem inventei nada, nem santo, nem negro, nem homossexual. Não sou minoria, já disse! Sou homem, pardo, miscigenado, classe média, comum, igual, multidão!! "minorias, contete-se com a expressividade que tanto tentam preservar!!"&lt;br /&gt;Se as "minorias" têm direito, seja por conquista, piedade histórica (ou o que mais tentem justificar) a um dia especial para si no calendário(ou a programa de TV especial, ou a uma revista especial, ou igreja, ou país, ou partido político...), pra que insistir na pretensa suposta missão de atingir a "iguladade" com a maioria? ora, ser minoria é muito melhor! direitos especiais, tratamento especial, chancela da cultura, comiseração da história... tremenda hipocrisia. "Não luto para ser igual" pensam. "Luto para que me vejam, para que me notem"&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Brainstorm!&lt;/em&gt; não quero igualdade. Eu, na minha condição de maioria-perdida-na-multidão, quero DIFERENÇA!! diferença com originalidade. Diferença com respeito. Diferença com igualdade. Iguais na diferença. Muito cômodo insistir na  síndrome do irmão caçula em manter-se no conforto da minoria "oprimida"... ora!&lt;br /&gt;Represento, portanto, na minha cósmica insignificância, o sofrimento da "maioria" sem dia no calendário, sem programa de TV, sem associação de defesa, sem delegacia especializada, sem sal, sem cor, sem sexo, anonimamente ofendida por ser réu de um crime filosófico-histórico-cultural-político-etc: não ter rótulo.&lt;br /&gt;No dia em que precisar desesperadamente desse amigo rótulo para sobreviver, transformarei anonimamente o dia 29 de fevereiro de algum ano bissexto no DIA DOS HOMENS. Pelo menos, nessa data a chance de ser massacrado por um grupo-minoria-ofendida oposta seria 75% menor (ah... olhem o calendário).&lt;br /&gt;Às mulheres, com respeito à minha namorada, mãe e irmãs, feliz aniversário de auto-segregação!&lt;br /&gt;Bem... até a próxima encarnação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6289931389339688947?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6289931389339688947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6289931389339688947' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6289931389339688947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6289931389339688947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2008/02/dia-das-mulheres-dias-dos-homens.html' title='Dia das mulheres, dias dos homens'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6957276945140432025</id><published>2007-12-04T11:38:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T12:30:06.151-08:00</updated><title type='text'>FELICIDADE CLANDESTINA - O CONTO</title><content type='html'>por Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.&lt;br /&gt;Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6957276945140432025?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6957276945140432025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6957276945140432025' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6957276945140432025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6957276945140432025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/12/felcidade-clandestina-o-conto.html' title='FELICIDADE CLANDESTINA - O CONTO'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-3631311810518089593</id><published>2007-12-01T04:47:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T09:34:37.179-08:00</updated><title type='text'>PSIQUIATRIA NA INTERNET (em atualização)</title><content type='html'>PORTAIS:&lt;br /&gt; - PSY WEB: http://virtualpsy.locaweb.com.br/&lt;br /&gt; - PSYCHIATRY ON LINE BRASIL: http://www.polbr.med.br/index.php&lt;br /&gt; - PSICOSITE: http://www.psicosite.com.br/index.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VÍDEOS:&lt;br /&gt; - Anti-Psiquiatria: http://www.youtube.com/watch?v=DLuGt7QBwfs&lt;br /&gt; - Psiquiatria industria da morte: http://www.youtube.com/watch?v=i7rAb0oaBLA&lt;br /&gt; - Ciência em curas: http://www.youtube.com/watch?v=APBE5NJO12k&lt;br /&gt; - Dr. Thomas Szasz e a psiquiatria: http://www.youtube.com/watch?v=uE0mysIHvvg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Campanha "É coisa de maluco?": http://www.youtube.com/watch?v=HGv7vYQW5vs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=blHfADr4JxQ&lt;br /&gt; - Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=hmHbL8MtCww&lt;br /&gt; - Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=gBLH1PrDJ7E&lt;br /&gt; - Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=DMybd0uQioM&lt;br /&gt; - Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=jVzFi3Hg8Ic&lt;br /&gt; - Parte 6: http://www.youtube.com/watch?v=WdtOePmngEI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Esquizofrenia e obsessão: http://www.youtube.com/watch?v=uJS7V7gj24U&lt;br /&gt; - Esquizofrenia 1 de 3: http://www.youtube.com/watch?v=HmApddRcCZU&lt;br /&gt; - Esquizofrenia 2 de 3: http://www.youtube.com/watch?v=FagmFP6SMZ0&lt;br /&gt; - Esquizofrenia 3 de 3: http://www.youtube.com/watch?v=eNDqa6patgs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Relacionamentos e psiquiatria: http://www.youtube.com/watch?v=OYRWs4IOTyU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Transtorno Obsessivo compulsivo: http://www.youtube.com/watch?v=GeIFwCiaups&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMUNIDADES DO ORKUT:&lt;br /&gt; - Psiquaitria Brasil: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13011914&lt;br /&gt; - Cinema e psiquiatria: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2313523&lt;br /&gt; - Psiquiatria e espiritismo: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=11418491&lt;br /&gt; - Psiquiatria e espiritualidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19242358&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-3631311810518089593?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/3631311810518089593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=3631311810518089593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3631311810518089593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3631311810518089593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/12/psiquiatria-na-internet.html' title='PSIQUIATRIA NA INTERNET (em atualização)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-2351314955753733770</id><published>2007-10-23T17:01:00.000-07:00</published><updated>2007-10-23T17:51:18.640-07:00</updated><title type='text'>Nação bicolor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;HAHAHA cá estou eu outra vez às voltas com assuntos polêmicos, mas que nem por isso deixam de pertencer à classes dos assuntos-de-ponto-de-ônibus. Estava eu casualmente (embora não acredite em acaso) em um supermercado da minha cidade, a meditar sobre os diversos caminhos que poderia seguir a fim de matar-o-tempo. Eis que, nos meandros da repentina resolução de comprar um colchão para dormir no meu trabalho, vislumbro de soslaio, sorrateiramente, de canto de olho, por acaso mesmo, uma revista no chão.&lt;br /&gt;Tratava-se da revista "raça", estampando em sua capa uma MORENA (ora, era da minha cor!!) de cabelos encaracolados e batom marrom (!?!??!). "A cor forte da beleza brasileira", dizia o subtítulo. Meu Deus!!!&lt;br /&gt;Fui momentaneamente tomado pela revolta!!! quer dizer que minha cor não é forte? o que é cor forte? mais escura? é superior em algum aspecto? é mais bonita? é mais "vistosa"? Se uma mulher morena é considerada negra, e isso é sinonimo de uma beleza que vale ser ressaltada, tá escrito nas entrelinhas que o claro, o "branco", amarelo, ou tudo que não seja escuro é feio. Ou em palavras menos categóricas, menos bonito que o escuro.&lt;br /&gt;Á parte essa discussão aparentemente inútil sobre cromoestética, voltemos àquela velha questão: será o Brasil um país bicolor? sim, porque uma revista chamada "Raça" (um conceito que ciência descartou faz tempo entre seres humanos) sobressaltando dotes físicos e culturais dos "negros" (leia-se: de morenos "pra baixo" (quis dizer mais escuro hein!)) no país comprovadamente culturalmente, genéticamente e ideológicamente mais heterogêneo do mundo soa, no mínimo, como insensatez jornalística. Poderia adjetivar de descalabro científico, amoralismo cultural, jornalismo antiético e... de racismo!! (que nada mais é do que insinuar a superioridade de uma raça ou grupo ao que quer que seja).&lt;br /&gt;Ora, talvez nao trate-se de elevar ou de ressaltar pontos supostamente "superiores" dos "negros" em relação aos outros. Talvez trate-se de uma simples revista informativa. Ou o conceito de raça que ela pretenda veicular e difundir à respeto não tenha nada a ver com as ideias do presente texto. Não sei. Não a lí. Ví apenas a capa, esta foi mais que suficiente para levantar tal questão, o que demostra que o mostro bicolor ronda o Brasil, e isso devemos temer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, porque se tal noção de bicoloridade já não estivesse tão forte no inconsciente coletivo, não haveria tanto "alarde" sobre as supostas boas caracteríritcas nos negros e sua cultura. Se é moralmente válido uma revista tratar genericamente do que chamamos "cultura e beleza afro-descendente", por que não seria válido a valorização da cultura "euro-descendente" ou da "cultura-afro-euro-descendente-misturada"?? também seriam absurdos, já que se assim o fosse seriamos não uma nação bicolor, mas tri ou tetracolor. Entretando, isso dá uma ideia do fogo que estamos brincando.&lt;br /&gt;E desconsiderando todo esse papo filosófico, pensei, cá com os meus botões: "não importa". Sim, não importa nenhuma dessas justificativas sociopsicossociais. importa também que me senti ofendido na minha indefinida identidade de "moreno" (ou pardo, ou mulato médio, ou mestiço...). Mesmo que eu fosse "negro", quem garantiria a pureza da minha "identidade cultural", das minhas "origens" ou dos meus "genes"?&lt;br /&gt;Uma revista chamda "Raça" traz, apenas em seu nome e no que aparentemente pretende significar, toda uma bagagem típicamente brasileira: o que querem chamar "orgulho negro", "reatividade histórica" ou "identidade cultural" nada mais é do que uma tentativa velada (e inconsciente) de nos transformar em uma nação bicolor. O Brasil será composto de os "negros" e "dos outros". Não haveria outro lugar no mundo que tanto fadasse ao fracasso semelhante tentativa.&lt;br /&gt;Se um dia tiver condições de criar uma revista chamada "Raça morena" ou "raça mestiça" ou "RAÇA BRASILEIRA" será que serei acusado de pleitear o enterro da identidade nacional? É esperar pra ver. É esperar pelo dia em que possa gritar sem medo: "sou da raça brasileira, multiétnico, multicolorido, multicultural e humano como qualquer outro".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haja "raça"!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-2351314955753733770?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/2351314955753733770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=2351314955753733770' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2351314955753733770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/2351314955753733770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/10/nao-bicolor.html' title='Nação bicolor'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4066842275800607879</id><published>2007-10-09T13:52:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T16:57:19.594-07:00</updated><title type='text'>Me leve para lá</title><content type='html'>Cargas que carregam o almoço do meio-dia. Olhos azuis, cheiro de coentro, som na caixa, leve creme distorcido... às vezes sinto como se a velha equação 1 para mil servisse apenas para desvalorizar o que temos de mais precioso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4066842275800607879?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4066842275800607879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4066842275800607879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4066842275800607879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4066842275800607879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/10/me-leve-para-l.html' title='Me leve para lá'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1895359936068954370</id><published>2007-09-05T15:13:00.000-07:00</published><updated>2007-09-05T15:14:44.764-07:00</updated><title type='text'>Ética espírita</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; A palavra ética deriva do grego “ethos”, que significa “costume”. Está intimamente ligado ao conceito de moral, que deriva do grego “moralis”, que significa “relativo aos costumes”. A moral surgiu como ferramenta para organizar as relações entre os indivíduos componentes de uma coletividade, viabilizando assim a ação coletiva.&lt;br /&gt;A moral consiste no conjunto de regras de conduta admitidas em determinada época ou por um grupo de homens. Assim, o homem moral é o que age bem ou o que age mal na medida que ataca ou transgride as regras estabelecidas.&lt;br /&gt;Assim, embora tal embate, aparentemente dicotômico, seja de simples solução, torna-se complexo na medida em que mudamos o ponto de referência do que é “certo” ou “errado”, “bom” ou “mal”. O ponto de referência pode variar segundo a cultura estudada, o povo estudado, a época da história, e em âmbito microcósmico, mais individual, segundo a pessoa estudada, sua história de vida, valores familiares, etc...&lt;br /&gt;Existe, portanto, uma hierarquia de valores? Existe algo como uma “escala” que indique que fatos, atitudes ou idéias são “mais certos” ou “mais errados” do que outros? Sim, existe.&lt;br /&gt;As hierarquias de valores variam infinitamente segundo a corrente filosófica, a cultura, a pessoa individualmente e segundo muitas outras variáveis. O que nos interessa aqui é a moral cristã.&lt;br /&gt;A moral cristã está contida no Evangelho, é bem analisada no Evangelho Segundo o Espiritismo. Nele encontramos respostas para todos os dilemas éticos e morais que possam nos ocorrer.&lt;br /&gt;O evangelho trata de variadíssimas questões envolvendo a ética do ser humano. Trata de situações cotidianas onde temos que decidir sobre o bom e o mal, o justo e o injusto, o certo e o errado, na maioria das vezes em situações onde a fronteira entre os dois lados é muito tênue.&lt;br /&gt;Existe, contudo, uma regra geral: “amai o próximo como a ti mesmo”, de onde deriva “faça ao próximo apenas o que gostaria que fizeste a ti”, de onde deriva por sua vez “faça o bem sem olhar a quem”. É necessária meditação diária sobre estas questões, para que estimulemos a nós mesmos a fazer o que é certo e a não fazer o que é errado.&lt;br /&gt;É certo que todo ser humano, independente de seu estado evolutivo ou posição social, etária, econômica ou profissional, deseja receber o bem e a caridade, em qualquer instância ou momento de sua vida. Este é o script básico do ser humano, seu DNA espiritual: receber o bem, estar em contato com o bem e... fazer o bem.&lt;br /&gt;Ora, para que um ser humano receba o bem, este bem naturalmente deve ser dado por outro ser humano. Logo, pela moral cristã, deduz-se que apenas a caridade (aqui citada no sentido de dar ao próximo o que gostaríamos genuinamente de receber) é responsável pela transmissão do bem e do amor, do que é certo, justo, progressista, construtor...&lt;br /&gt;Ser caridoso não é ter piedade de alguém, dar dinheiro a quem precisa, contribuir regularmente com uma instituição, ou outras coisas do gênero às quais costumamos atribuir a palavra “caridade”. É muito mais do que isso. É nos analisarmos a cada dia para que nos tornemos cada vez mais eficientes em “amar o próximo como a si mesmo”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1895359936068954370?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1895359936068954370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1895359936068954370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1895359936068954370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1895359936068954370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/09/tica-esprita.html' title='Ética espírita'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-778594129355025638</id><published>2007-08-13T20:43:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T20:46:22.305-07:00</updated><title type='text'>humpf... :)</title><content type='html'>No dia em que pensarmos sem palvras, ou falarmos em-os pensamentos, ou comunicarmos entre ambos, ou de irmãos passem a iguais, brigaremos menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-778594129355025638?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/778594129355025638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=778594129355025638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/778594129355025638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/778594129355025638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/08/humpf.html' title='humpf... :)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7034167542881883766</id><published>2007-08-13T20:21:00.000-07:00</published><updated>2007-11-10T10:59:33.439-08:00</updated><title type='text'>"Why do I feel hollow when I look at your photograph??"</title><content type='html'>Minha nossa!! passam-se os anos e ca estou, no meio-auge da pseudo-magnitude cronológica, a versar sobre possiveis desdobramentos dos sentimentalismos arrebatados... por quê um ponto-de-ônibus, quando é impossível saber a origem de tuas divas?&lt;br /&gt;Sirvo à intimidade egoista de um desbravador de estojos... tuas guerras não servem à libação do impressionismo literário! ah... melhor conexão envenenando-lhe o largo sorriso, daqueles que de tanto aguardarem sua luz, acabam por acatapultar a autorrampa dos percalços da alma. &lt;em&gt;Quanta&lt;/em&gt; espera! talvez tenha sido uma ponte da tua pureza, a deixar a homeopatia, um olhar, uma dupla, um comentário, uma foto que me esvazie como um ralo - que o fel branco escorra caudalosamente &lt;em&gt;like a rock.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Registro-lhe a memória como um rastro de azulejos azuis, atapetados por orações musicadas, celas ao &lt;em&gt;toalette&lt;/em&gt;, vivas como chaveiros, competentes como figurinistas inimigos, renegada como um livro de fantasia. Soube de teu afastamento. Sua morte pouco me doeu. Sua vida retornou triunfal, e agora já não transportava ao coração cargas exclusivamente encefálicas. Não encontrei-te no retorno, mas retornei para encontrar-me.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7034167542881883766?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7034167542881883766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7034167542881883766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7034167542881883766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7034167542881883766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/08/why-do-i-feel-hollow-when-i-look-at.html' title='&quot;Why do I feel hollow when I look at your photograph??&quot;'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1695197768782067460</id><published>2007-07-23T17:41:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T17:00:47.988-07:00</updated><title type='text'>Quando estudei no ISBA</title><content type='html'>Seu parque é lindo, brica com ela, moça do cristo.... (será que ainda vive?)&lt;br /&gt;Loucos por tí apos teu final. "cadê aquele garoto esperto?"&lt;br /&gt;Não que ele não seja capaz... mas é bastante disperso. Bata na irmã dele! - nunca tivemos coragem. Teu nome é "buís"... vamos de fusca, almoçar arroz com feijão. Sexta feira é dia de alegria. Estrelinha, velas, madeiras, construções, casinha, parque grande!!!&lt;br /&gt;E após 20 anos, estou diante de ti...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1695197768782067460?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1695197768782067460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1695197768782067460' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1695197768782067460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1695197768782067460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/07/qunado-estudei-no-isba.html' title='Quando estudei no ISBA'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-4006862593965936022</id><published>2007-07-23T17:36:00.001-07:00</published><updated>2007-08-13T20:42:47.741-07:00</updated><title type='text'>Seja humano. Seja Punk!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O vocábulo punk tem início na época que coincide com o surgimento do Rock, enquanto gênero musical e carreador artístico de toda uma mudança paradigmática de cosmovisão. A história mostra que não há pressão social que em algum momento não tenha uma válvula de escape que gere uma explosão de mudanças, a exemplo das revoluções.&lt;br /&gt;Assim, dentro do contexto da revolução juvenil das décadas de 50, 60 e 70, o punk surge como uma termo definidor de um estilo musical, de moda, de comportamento e de visão de mundo.&lt;br /&gt;A partir de então, torna-se possível definir o punk pelo sentido amplo e pelo sentido restrito.&lt;br /&gt;No sentido amplo, punk significa contestação e mudança, quase sempre de forma agressiva, desmedida, arbitrária e inconseqüente. São rebeldes sem causa, entregues a toda sorte de vícios, irresponsabilidades e conseqüências. Eis sua definição na &lt;em&gt;Wikipedia:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Denomina-se cultura punk os estilos dentro da produção cultural que possuem certas características comuns àquelas ditas punk, como por exemplo o princípio de autonomia do &lt;/span&gt;&lt;a title="Faça-você-mesmo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FaÃ§a-vocÃª-mesmo"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;faça-você-mesmo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, o interesse pela aparência tosca e agressiva, a simplicidade, o sarcasmo &lt;/span&gt;&lt;a title="Niilismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Niilismo"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;niilista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e a subversão da cultura. Entre os elementos culturais punk estão: o &lt;/span&gt;&lt;a title="Gênero musical" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GÃªnero_musical"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;estilo musical&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, a &lt;/span&gt;&lt;a title="Moda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moda"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, o &lt;/span&gt;&lt;a title="Design" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;design&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, as &lt;/span&gt;&lt;a title="Artes plásticas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Artes_plÃ¡sticas"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;artes plásticas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, o &lt;/span&gt;&lt;a title="Cinema" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cinema&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, a &lt;/span&gt;&lt;a title="Poesia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;poesia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, e também o comportamento (podendo incluir ou não princípios &lt;/span&gt;&lt;a title="Ética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ãtica"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;éticos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e políticos definidos), expressões linguísticas, símbolos e outros códigos de comunicação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de atualmente o conceito movimento punk ser a interpretação mais popular de cultura punk, nem todos indivíduos ligados a esta cultura são membros de um grupo ou movimento. Um grande número de punks definem o termo punk como uma manifestação fundamentalmente cultural e ideologicamente independente, cujo o aspecto revolucionário se baseia na &lt;/span&gt;&lt;a title="Subversão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/SubversÃ£o"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;subversão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; não-coerciva dos costumes do dia-a-dia sem no entanto se apegar à um objetivo preciso ou a um desejo de aceitação por um grupo de pessoas, representando uma postura distinta do caráter politicamente organizado e definido do movimento punk e de seu respectivo interesse na preservação da tradição punk em sua forma original ou considerada adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No sentido restrito, o punk expressa algo de peculiar do espírito humano: a “sede” e o impulso da mudança. Em senso ainda mais restrito, consiste em submeter todas as verdades à crítica interior, ao questionamento, à comparações e abstrações, antes de aceita-las exatamente como são e como nos é dada. Neste sentido, sua ideologia é compatível com qualquer metodologia de apreensão da realidade associada à métodos criteriosos: a filosofia, a ciência, a arte, a religião, o núcleo sadio do senso comum.&lt;br /&gt;Quer algo mais humano?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-4006862593965936022?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/4006862593965936022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=4006862593965936022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4006862593965936022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/4006862593965936022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/07/seja-humano-seja-punk.html' title='Seja humano. Seja Punk!'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5772062212686531018</id><published>2007-07-16T09:56:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T20:37:35.350-07:00</updated><title type='text'>Meu Deus!</title><content type='html'>"vou processar você e tua empresa. Isso não se faz com nenhum cliente!"&lt;br /&gt;"Oxente!! kkkkkk... assim você me deixa desempregada"&lt;br /&gt;O que menos lhe importava era o respeito à minha propriedade privada. Quando olharemos para fora de casa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5772062212686531018?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5772062212686531018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5772062212686531018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5772062212686531018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5772062212686531018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/07/meu-deus.html' title='Meu Deus!'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5108189687568403172</id><published>2007-07-16T09:49:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T20:39:13.842-07:00</updated><title type='text'>Matemática no sábado</title><content type='html'>Ok, Ok... estamos naquela ramapa de pedrinhas alvinegras... teu monumento azul, outrora em teu topo, lá ja não repousa. Meu binóculo? seria capaz de enxergar tua primeira assertiva? negra lembrança... talvez por cair na piscina.&lt;br /&gt;Ora... criamos vocês. Criamos juntos. Todas aquelas vezes que os queridos bestinhas entraram na igreja, voltamos ao dia D!! Quem sabe não reencarnamos para ver? Não sei... algo me diz que foi lindo!&lt;br /&gt;Deitada no meio caminho... basta negra casaca com debruns azulados... lisa cabeleira... morte iminente... já vai. Me deixou. Não sirvo mais, mas guardo as chaves no baú para abri-la no momento certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5108189687568403172?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5108189687568403172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5108189687568403172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5108189687568403172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5108189687568403172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/07/amo-vocs.html' title='Matemática no sábado'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7182909606783241945</id><published>2007-07-14T17:51:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T20:30:14.449-07:00</updated><title type='text'>Parabens para mim, nessa data querida (1)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Outro homem, outra vida, nunca diferente daquele que precisa"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 9 anos de sonhos, lembranças, vivências, vitórias e emoções que senti vivi e &lt;em&gt;vinci&lt;/em&gt;, acordei numa calma quinta feira de verão. Mal sabia o que me esperava o destino. No alto da minha novena gregoriana, curvei-me sobre meu guarda-roupa e rellembrei o &lt;em&gt;euphemismo atheneuense&lt;/em&gt; do SÉC XIX a qual associaria esse dia 7 anos depois. Estava para ocorrer o abate, o sacrificio, maior ventura que poderia experimentar em toda minha pretensa centenária vida. Corri os olhos pela rua da minha casa, ainda de barro, e no veículo azul o abismo abria-se negro como uma tarde de verão - &lt;em&gt;phantasy zone outra vez&lt;/em&gt;? creio que não.&lt;br /&gt;Japoneses! ora, como poderiam esperar uma saída? mãe? como salvar-se de cada dragão?&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;vai e enfrenta teu mundo&lt;/em&gt;" - pois bem! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vinci&lt;/span&gt; novamente.&lt;br /&gt;95 vezes a lembrança de sua ultima miragem. Deusa do engenho velho. "Acabou" - Quem é você?&lt;br /&gt;sou a falácia de mim mesmo: tudo que queria ser, e me tornei por força-pensamento.&lt;br /&gt;Escreva sua fantasia, võe no teu barco, suba no ônibus azul e esconda-se no guarda-roupa.&lt;br /&gt;Te amo mais uma vez, vê se não esquece teu pai.&lt;br /&gt;Ah, 25 anos... de volta a uma quinta feira de verão... bem mais ensolarada.&lt;br /&gt;Outro homem, outra vida, nunca diferente daquele que precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7182909606783241945?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7182909606783241945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7182909606783241945' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7182909606783241945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7182909606783241945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/07/parabens-para-mim-nessa-data-querida.html' title='Parabens para mim, nessa data querida (1)'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-721238034345788151</id><published>2007-07-12T10:33:00.000-07:00</published><updated>2007-07-12T10:35:11.187-07:00</updated><title type='text'>Gestão espírita de projetos pessoais</title><content type='html'>Cada ser humano, espírita ou não, qualquer que sejam seus atributos etários, sociais, étnicos, culturais e econômicos, podem ser subdivididos em 2 grupos. O primeiro grupo é composto por aqueles que procuram sistematizar suas tarefas, idéias, obrigações e atividades de maneira o mais eficiente possível, inconscientemente ou não.&lt;br /&gt;Os outros compõem o segundo grupo. Gerir tarefas pessoas requer gasto de energia. Entendamos energia como a capacidade de transformar nosso entorno. Tudo que gera transformação, real ou em potencial, tem um nível de energia proporcional ao grau de transformação que pode causar e a outros fatores que aqui não nos interessa. Em analogia com seu conceito na física clássica, dizemos, menos abrangentemente, que energia é a capacidade de realizar trabalho.&lt;br /&gt;Portanto, todas as atividades diárias, planejamentos, esportes, trabalho, estudo, relacionamentos, contatos, enfim, tudo que se faz ao longo do dia requer uma dose de energia: energia física, energia psíquica e energia espiritual – que formam um tripé em constante interação.&lt;br /&gt;Energia física consiste no trabalho realizado pelos músculos e órgãos do organismo para a realização das tarefas diárias. Energia psíquica consiste no esforço mental que se faz para realizar as tarefas diárias. A energia espiritual, muito sutil, coordena as outras partes do tripé. É formada por um conjunto composto de estímulos emocionais, estímulos inconscientes, matrizes de personalidade... enfim, tudo que compõe nosso eu inconsciente mobiliza energia espiritual.&lt;br /&gt;Para sermos eficientes no que fazemos, e creio que este é um desejo e uma aspiração universais, devemos, o máximo possível, utilizar estratégias diárias para que a energia do tripé seja o mais eficientemente aplicada possível. Isso evolve táticas proteção de tudo que pode nos fazer dissipar energia.&lt;br /&gt;Há vários exemplos: quem não trabalhará pior depois de irritar-se com uma notícia na TV? Isso é desperdício predominante de energia psíquica. Quem não trabalhará pior depois de uma noite desanimada com os rumos de um relacionamento? Isso é desperdício predominante de energia psíquica. Quem não trabalhará pior após uma refeição exagerada? Isso é desperdício de energia física.&lt;br /&gt;É obvio que é impossível nos protegermos, a todo o momento, dos constantes ataques externos e internos à nossa energia. Contudo, existem estratégias básicas e universais, mais ou menos compatíveis com o senso comum. Gerir projetos pessoais sob uma óptica espírita consiste em viver tomando estes cuidados, além de uma série de outras variáveis a serem constantemente ponderadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-721238034345788151?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/721238034345788151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=721238034345788151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/721238034345788151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/721238034345788151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/07/gesto-esprita-de-projetos-pessoais.html' title='Gestão espírita de projetos pessoais'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-7010556628392418560</id><published>2007-07-01T09:17:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T20:56:51.875-07:00</updated><title type='text'>Desoriginalização marginal</title><content type='html'>nao vou regular os graves e agudos&lt;br /&gt;não vou criar nem copiar&lt;br /&gt;não vou fazer de conta que é arte&lt;br /&gt;não vou negar nada que não tenha sido negado&lt;br /&gt;não vou falar de nada novo&lt;br /&gt;não vou falar de nada velho&lt;br /&gt;não vou inventar invenções inventadas&lt;br /&gt;não vou ser ninguém tocando&lt;br /&gt;não vou fazer nada&lt;br /&gt;não à existência&lt;br /&gt;sim à ausência&lt;br /&gt;não não não&lt;br /&gt;não vou negar a negação da certeza&lt;br /&gt;não vou ser nada&lt;br /&gt;não sim não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Fonseca 01/07/07&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-7010556628392418560?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/7010556628392418560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=7010556628392418560' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7010556628392418560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/7010556628392418560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/07/desoriginalizao-marginal.html' title='Desoriginalização marginal'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-1053797983175415214</id><published>2007-06-22T10:01:00.000-07:00</published><updated>2007-07-06T18:28:14.616-07:00</updated><title type='text'>Homens automáticos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em certos momentos de ansiedade, senti a necessidade de questionar, nos poucos lampejos de tranquilidade ansiosa, se toda a combrança que recaia sobre a minha eficiência realmente tinha como origem minha decisão sobria, independente, fria e tranquila de progredir em um sentido firme, objetivo, definido e planejado (como creio eu, deveria ser).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conclui que os fatos pouquíssimas vezes funcionam desta maneira. Grande parte de nossas atitudes, no trabalho, na vida social, no lazer, na família, são realmente automáticas e impulsionadas pela pressa e pela ansiedade. Assim, buscamos a cada dia, no esquecimento do anonimato social, um mínimo de conforto psicológico advindo desta pseudo-eficiência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontrei duas letras de músicas, magistralmente escritas pelo guitarrista Brett Gurewitz do Bad Religion, que ilustram exatamente este comportamento: somos (em grande parte) homens automáticos em rítmo supersônico na obscuridão social.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;AUTOMATIC MAN (1989)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;He's the latest superhero with powers so profound&lt;br /&gt;He can leap a dotted line in just a single bound&lt;br /&gt;I know you must have seen him in books and magazines&lt;br /&gt;He's the quintessential mindless modern epicine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;His life is meaningful because he gets things done&lt;br /&gt;Bang bang he's dead,&lt;br /&gt;chalk up another triumph for our hero&lt;br /&gt;The Automatic Man.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's true you must have met him, he's your best friend and your foe.&lt;br /&gt;His opinions are determined by the status quo.&lt;br /&gt;A true creature of habit, he smokes three packs a day.&lt;br /&gt;When he has an original thought, he forgets it right away.&lt;br /&gt;He's the automatic man!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He's a paradigm of carefree living.&lt;br /&gt;He's our mentor, disturb him if you can.&lt;br /&gt;He's the answer if your peace of mind is lacking.&lt;br /&gt;He's our savior, he is the common man.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So if you are troubled by the daily bump and grind,&lt;br /&gt;then take a careful look around and brother you will find...&lt;br /&gt;The Automatic Man!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPERSONIC (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well am I making haste or could it be haste is making me.&lt;br /&gt;What's time but a thing to kill or keep or buy or lose or live in&lt;br /&gt;I gotta go faster Keep up the pace&lt;br /&gt;Just to stay in the human race&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I could go supersonic&lt;br /&gt;the problem's chronic&lt;br /&gt;Tell me does life exist beyond it&lt;br /&gt;When I need to sate I just accelerate&lt;br /&gt;Into oblivion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now here I go again&lt;br /&gt;everything is alien&lt;br /&gt;How does it feel to be outstripped by the pace of cultural change&lt;br /&gt;My deeds are senseless and rendered meaningless&lt;br /&gt;When measured in that vein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I won't lie&lt;br /&gt;it's exciting&lt;br /&gt;When I try&lt;br /&gt;to decide things&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I just want to live&lt;br /&gt;decently&lt;br /&gt;meaningfully&lt;br /&gt;I'm in misery &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-1053797983175415214?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/1053797983175415214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=1053797983175415214' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1053797983175415214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/1053797983175415214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/06/em-certos-momentos-de-ansiedade-me.html' title='Homens automáticos'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-5908616937632387717</id><published>2007-06-22T09:59:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T10:01:52.454-07:00</updated><title type='text'>DICOTOMIA DOS VALORES - REFLEXÃO</title><content type='html'>Reflexão sobre um pingo de axiologia e ontologia - dois dos mais fascinantes sistemas filosóficos&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum índio acordará subitamente no meio da noite manifestando a vontade de comer um Big-mac. Tomando esta comparação como símbolo das diferenças de aspirações individuais e coletivas humanas, temos um breve esboço de como funciona a natureza dos nossos desejos: ninguém deseja o que não conhece.&lt;br /&gt;Neste sentido, poderíamos afirmar que existem valores, desejos, aspirações universais, inerentes e inatas a cada ser humano? Uma resposta positiva a esta pergunta nos permite inferir que há uma ordem oculta, sutil, que permeia e orienta as condutas coletivas humanas de acordo com valores universais, imutáveis e intransponíveis.&lt;br /&gt;Contudo, tal embate consiste talvez na maior questão filosófica de todos os tempos: qual o sentido da vida? O senso e a necessidade inata ao ser humano de conferir significado à sua existência (e conseqüentemente à tudo que daí deriva) o levou, ao longo da história, a criar teorias sobre tudo que fazia na prática e que envolvesse algum valor com razoável nível de abrangência, tanto nos âmbitos macro como microcósmicos. Daí surgiram as relações morais associadas à família, à religião, às atividades comerciais, à política, à educação e tudo que influenciasse e compusesse a coletividade.&lt;br /&gt;Partindo do princípio que os fatos históricos obedecem a um processo dialético, concluímos que os eventos que originaram as revoluções históricas, independente de sua abrangência cronológica, espacial e social, consistiam em radicais mudanças de valores.&lt;br /&gt;Entender os valores, seu conceito, sua dinâmica histórica, social, institucional e individual e sua influência na vida individual e coletiva é extremamente importante para que compreendamos a atual conjuntura espiritual e social na Terra.&lt;br /&gt;È parte do senso comum a idéia de que a discussão, o estudo, a vivência e a aplicação dos valores é extremamente relativizada, o que confere ao estudante uma distância mínima ao assunto. Não é nossa intenção tomar partido de nada, sendo o objetivo primordial a apreensão intelectual da essência do conteúdo tratado.&lt;br /&gt;Posicionar valores e estabelecê-los em uma hierarquia exige um ponto de partida, um referencial qualquer. Tais referências foram largamente elaboradas por diversos filósofos ao longo do tempo, e não merecerão no presente texto uma abordagem mais que superficial. Tomemos como referencial o elemento mais básico da natureza humana: a impressão interativa.&lt;br /&gt;No que consiste a impressão interativa? O resultado de qualquer interação em qualquer âmbito de ação e atuação do ser humano resulta numa impressão emocional: sensação boa e sensação ruim. Neste conceito de sensação está implícita a natureza dos valores reafirmados na interação. Valores positivos ou negativos? Valores reafirmados com sensações boas ou ruins?&lt;br /&gt;Esta é a dicotomia primordial do ser humano, cuja dialética há 40.000 anos, quando surgiu o Homo Sapiens Sapiens, vem tecendo o fio dos valores humanos e, conseqüentemente, dos fatos históricos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-5908616937632387717?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/5908616937632387717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=5908616937632387717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5908616937632387717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/5908616937632387717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/06/dicotomia-dos-valores-reflexo.html' title='DICOTOMIA DOS VALORES - REFLEXÃO'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-3974844058472317001</id><published>2007-06-22T09:49:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T09:54:11.338-07:00</updated><title type='text'>FELICIDADE CLANDESTINA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Trata-se de um texto cuja estrutura de conteúdo utiliza conceitos de espiritualismo e bioenergética. Creio que "Sem o corpo a alma não goza". Por isso acho que devemos sempre buscar a "felicidade genuina" pelo corpo para assim melhorarmos sempre nosso espírito, que nada mais é que nossa essência pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;____________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem dois tipos de felicidade: a genuína, original, duradoura e permanente, por derivar da luz divina que permeia o universo. Advém do amor verdadeiro, da caridade, da realização pessoal-espiritual de cada um, da verdadeira conexão espiritual com a alma gêmea. Corresponde à união dos pólos da natureza: tese-antítese; negativo e positivo; masculino e feminino; razão e emoção. Sempre associada ao progresso, à paz e ao equilíbrio. Quando o fluxo de enérgica passa pela resistência entre dois pólos de uma lâmpada o resultado é a luz plena e duradoura. A resistência representa a parcela de esforço pessoal que todos devem empreender em busca da felicidade genuína e do bem estar, permitindo assim o bom fluxo da luz divina, sempre presente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além da felicidade genuína, há a felicidade clandestina. Rápida, fulgás, provisória, arrebatadora, intensa. É toda felicidade que advém não da realização pessoal e do amor, e sim da satisfação de qualquer prazer que se apóie em caprichos e fraquezas pessoais. Por serem prazeres provisórios, exigem renovação constante. É o caso dos prazeres da luxuria, da gula, da avareza, do egoísmo, da vazão da ira, da inveja e usura, não por acaso chamados de pecados capitais. Há quem confunda uma vida imersa nestes prazeres como uma vida feliz, com a verdadeira felicidade. É uma falácia. Nada acrescenta ao espírito. Não verte simpatia, amor ou caridade. Cedo ou tarde, revelar-se-á um embuste, deixando um vazio na alma que pela dor forçará ao espírito a voltar-se para a busca da felicidade genuína em detrimento da sofrível felicidade clandestina.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-3974844058472317001?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/3974844058472317001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=3974844058472317001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3974844058472317001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/3974844058472317001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/06/felicidade-clandestina.html' title='FELICIDADE CLANDESTINA'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-6354397971536342415</id><published>2007-06-17T10:09:00.000-07:00</published><updated>2007-06-17T10:21:27.158-07:00</updated><title type='text'>SONHO?!?!</title><content type='html'>Estava, após uma série de acontecimentos e tramas das quais não lembro, no elevador de um prédio. Sabia que era um dos prédios do condomínio onde moro - o edifício Álamo. Uma vez dentro do elevador, buscava o último andar, mas ele parecia agir sem meu comando, subindo e descendo sem que pudesse controlar.&lt;br /&gt;A muito custo, após instantes de angústia (sensação intensa de atraso, de tempo perdido), consegui abrir a porta do ultimo andar. O elevador me “cuspiu” pra fora e desceu em seguida.&lt;br /&gt;O Hall parecia a sala de uma casa que não via moradores há muitos anos. Madeira podre, lixo, poeira, sujeira e ratos passeando pelos cantos era a cena com a qual me deparava. O piso era negro. No rodapé, no chão da área retangular, havia uma depressão de cerca de 15cm de largura e 15 com de profundidade. Como nenhum dos apartamentos abria suas portas, a sensação de atraso e perda de tempo me obrigou a “extrair” do lugar tudo que ele poderia me dar. Pesquisei o chão com os olhos, à semelhança do que fazia quando criança à procura de dinheiro e quinquilharia na escola, e peguei uma nota de 1 real amassada, jogada na depressão.&lt;br /&gt;Levantei-me e bati na porta equivalente ao apartamento 1203. Após muita insistência, a porta foi aberta. Diante de mim surgiu uma mulher bem apessoada, bem vestida, de pele morena média, cabelos negros presos em forma de coque, usando um vestido negro com algumas flores brancas, lembrando imagens orientais. Pude ver algo do interior do apartamento, bem mobiliado, com largos degraus levando à sala de estar inicial (muito diferente do que é na realidade), plantas suspensas em xaxins e uma luminosa janela ao fundo. Um local agradável e fino – causava boa impressão.&lt;br /&gt;Com um sorriso educado e simpático, porém impessoal, a mulher disse-me que eu tinha batido no apartamento errado. Não perguntou, contudo, o que procurava.&lt;br /&gt;Me despedi, ela fechou a porta e eu chamei novamente o elevador pelo qual tinha saído (eram dois elevadores). A porta se abriu e apertei o botão térreo. A sensação de pressa, angústia, de tempo perdido, de que estava perdendo algum evento importante que estava acontecendo no momento permanecia dentro de mim.&lt;br /&gt;O elevador desceu em alta velocidade. Sabia que não estava sendo movido pelo seu mecanismo normal. Alguma força (ou forças) o estava manipulando. Assim que chegou ao térreo, voltou a subir, sem abrir a porta. Nesse momento, tive certeza que no décimo segundo andar, novamente, obteria alguma resposta.&lt;br /&gt;Aberta a porta do Hall onde estive momentos antes, um inocente gato caminhava por entre os destroços. Meio que ignorando-o, vistoriei o Hall em busca de algo que me representasse ganho de tempo (como a nota de 1 real) e abrandasse a aflição. O sentimento predominante não era medo, horror, falta de autocontrole ou algo do gênero. Era apenas, pressa, angústia e tempo perdido. “algo está acontecendo em um lugar no qual eu deveria estar nesse momento” - imagino que seja o 12º andar de outro prédio (Ed. Cipreste, outro prédio do condomínio), tendo eu entrado no elevador do prédio errado.&lt;br /&gt;Vasculhando o Hall, encontrei umas quinquilharias dentre as quais havia um osso enrolado por um pedaço de carne. Representava para mim um ganho, a exemplo da nota de 1 real. O gato nesse momento, começou a se comunicar comigo. Não abria a boca nem gesticulava. Apenas me falava e se comunicava telepáticamente, fazendo sua voz surgir em minha mente. Por minha vez, devolvia o diálogo ora com pensamentos, por vezes oralmente.&lt;br /&gt;Ele disse que queria o pedaço de carne, que eu deveria da-lo se não quisesse sofrer as conseqüências. Não parecia uma ameaça agressiva, e sim uma tentativa sutil, porém clara, de intimidação.&lt;br /&gt;Como que já acostumado a lidar com esse tipo de situação, disse que não daria o pedaço de carne, pensando comigo que era uma conquista e que não a entregaria a ninguém sem um bom motivo.&lt;br /&gt;O diálogo continuou sendo travado nesse nível, quando me veio à mente a imagem de um gato um pouco maior, com as garras crescendo de tamanho e exibindo seus dentes como num rugido enfurecido. Estava me ameaçando explicitamente. Então disse:&lt;br /&gt; - Lhe faço uma proposta. Você tenta fugir com o osso, se eu lhe alcançar, e olha que sou mais rápido, você sofrerá as conseqüências.&lt;br /&gt;Quando ele disse essas palavras, me veio a mente a imagem das carnes do meu braço direito sendo arrancada por garras e dilaceradas. As carnes se assemelhavam a carne de açougue. Não havia sangue. Sem pestanejar, devolvi o desafio:&lt;br /&gt; - Eu vou e chego na sua frente!&lt;br /&gt;Desci em disparada pela escada (à semelhança do que faço no mundo físico)... pude ouvir seus passos correndo atrás de mim. Não parecia tão rápido, mas sabia que havia a chance de ele me alcançar. No momento, para assegurar-me que chegaria ao térreo, imaginei que estava fora do corpo, “me vendo” descer a escada – pensava que assim agilizaria a caminhada.&lt;br /&gt;E deu certo. Cheguei ao térreo e não tinha sido alcançado. Caminhei pela portaria em direção ao pátio e o vi na minha frente. Ele tinha dado a volta por algum lugar logo depois que alcancei o térreo. Queria me enfrentar frontalmente.&lt;br /&gt;Avancei em sua direção. O pátio estava deserto, porem bem cuidado e aparentando ser 4 horas da tarde de um dia nublado. Olhando bem, vi que não era mais um gato. Era uma mistura de gato com rato, com pelo ora branco (de gato) ora cinza (de rato) e cara de rato. Não tinha bem um tamanho certo, parecendo grande de longe.&lt;br /&gt;Ao me aproximar, ele veio em minha direção. Não havia fúria ou raiva em seu olhar, mas sabia que era uma luta e que deveria atacar para defender-me. Pequei à minha esquerda, enquanto avançávamos um contra o outro, a passos rápidos, uma palmeira cujas folhas já estavam ressecadas, formando um “tufo” na ponta. Quando próximos, avancei o tufo sobre a criatura, agora um rato do tamanho de um gato.&lt;br /&gt;Saiu do tufo uma criatura com cara de rato e metade do corpo composto pela parte traseira de algo semelhante a uma mosca. Não voava, não corria, e sim passava pelo meu lado como uma barata acuada querendo atingir um buraco na parede próxima querendo fugir. Nesse momento, pequei o sapato preto do meu pé direito e arremessei sobre o rato querendo mata-lo. Porém, atingi aprenas a parte traseira, pela qual ele ficou preso e mexendo as pernas dianteiras como que tentando andar para frente.&lt;br /&gt;Tirei o outro sapato e, vendo-o imobilizado, apenas com a parte anterior do corpo e cabeça exposta, esmaguei a parte restante, retirando o sapato em seguida. A imagem de um rato tonto e com movimentos lentos, semelhante a uma barata após ser atingida por um golpe fatal - mas ainda estando com vida – permaneceu na minha mente enquanto voltava ao corpo e acordava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-6354397971536342415?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/6354397971536342415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=6354397971536342415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6354397971536342415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/6354397971536342415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/06/sonho.html' title='SONHO?!?!'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-367887059916979572</id><published>2007-06-14T21:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T08:04:19.731-07:00</updated><title type='text'>Sobre 2 em 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pode parecer redundante tocar em assunto por demais debatido em salas acadêmicas, universidades, salas de estar e pontos de ônibus. Estamos realmente sendo enganados pela mídia, ser manipulador (e etc, etc, etc) que nos compele, cotidianamente, compulsivamente, inconscientemente, a consumir mais determinados produtos, em maior variedade de circunstâncias, que outros?&lt;br /&gt;Considerando a vasta gama de conhecimentos específicos necessárias para o molde de uma resposta satisfatória, torna-se difícil responder. O senso comum e a ciência vulgar indicam que sim... mas não é exatamente sobre isso que trata o presente texto, cuja introdução aqui nos faltaria se o assunto tratado a ela não se referisse diretamente.&lt;br /&gt;Bom... tudo começou com um banho... pensando bem, começou com meu salário. Dentre inúmeras tentativas de reduzir o gasto mensal com supérfluos higiênicos, cortando papeis higiênicos vitaminados e escovas de dentes pré-aprovadas,  adquiri nas Lojas Bompreço um exemplar de um shampoo, ou shampoo/condicionador, do tipo “2 em 1”, da marca Pantene. Pouco me importava que a marca Pantene me oferecesse o “famoso” fator PRÓ-V (que propiciaria a uma boa hidratação revitalizante e boa nutrição) e boa reparação dos cabelos ressecados ou danificados. Tal era o grupo, classe ou ordem taxonômica capilar de seres humanos às quais o frasco se oferecia acintosamente.&lt;br /&gt;Ninguém me ensinou como classificar meu tipo de cabelo. Quais as classes de cabelo que o consumidor deve encaixar-se? É a mesma para homens e mulheres? Onde adquirir este conhecimento? Deveria ter estudado mais na escola? Deveria transformar o papo passatempo com os cabeleleiros em aulas de shampoo? Deveria ser um "WebSurfer" mais curioso? Minha namorada sabe? Será que se meu cabelo não for seco ou danificado o shampoo não terá utilidade, tendo eu desperdiçado a quantia que tanto tentava economizar? Ou será que PANTENE informaria diretamente ao consumidor, numa consulta capilar via fone não presencial?&lt;br /&gt;Ok, ok... não nos preocupemos com problema tão pequeno. Afinal, estampado vitoriosamente em sua embalagem, meu novo shampoo-condicionador possui nova formula, a qual provavelmente, segundo meu raciocínio leigo em taxonomia capilar e em shampoos-condicionadores (é assim que se escreve?), reduziria tal dúvida a uma escala insignificante na prática, onde qualquer dano a meu cabelo, no caso de ocorrer, teria efeito mínimo.&lt;br /&gt;Raios!... como é ruim ser ignorante... numa simples embalagem de um produto cuja finalidade individual-circunstancial é de natureza essencialmente monetária, me deparo com um verdadeiro teste sutil sobre a ciência capilar!... talvez devesse estudar um pouco de dermatologia (medicina antes, claro), bioquímica (hummm... uma faculdade de química no currículo viria bem a calhar), classificação científica dos cabelos, classificação estética dos cabelos, nutrição capilar, ou.... interpretação de texto. Talvez soasse mais correto se tivesse em mãos uma prescrição médica do produto mais adequado. Não sei.&lt;br /&gt;Tempestade em copo d’água? Talvez... se não fosse um ultimo detalhe no outro lado da embalagem.&lt;br /&gt;Adquirida a polêmica marca culpada de verdadeira tempestade interior de questionamentos capilares, parti para práxis da questão... meu saudoso (!!) e gostoso banho de fim de tarde! Se aceitei ceder meu couro cabeludo a produto tão criterioso na escolha de seu alvo de atuação, deveria eu certamente conhecer as melhores manobras da operação a ser "realizada com sucesso".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Aplique o shampoo sobre o cabelo molhado (!?!??!). Massageie o couro cabeludo com as pontas dos dedos de forma circular e espalhe espuma até a ponta dos cabelos. Enxágüe e... repita a operação se necessário” (ah não)&lt;br /&gt;Como saber se é necessário repetir a operação? Quais os critérios para classificar a operação PANTENE lava cabelo em “aceitável” ou “não aceitável – repetir”? seria mesmo a intenção do fabricante uma lavagem aceitável? bom, em algum lugar de toda essa história de vida, de estudos não realizados, conversas não levadas a cabo, de passos escusos pela caminhada higiênica capilar, me indicaram um caminho errado.&lt;br /&gt;Pensei de cabeça limpa: logo eu vou saber se é necessário ou não? Voltamos à mesma conclusão de ponto-de-ônibus do início do texto: fui enganado! Devo, claro, por via das dúvidas, repetir a operação “infinitas vezes enquanto durar meu dinheiro” (parodiando um poeta carente de fios capilares).&lt;br /&gt;PANTENE outra vez!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-367887059916979572?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/367887059916979572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=367887059916979572' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/367887059916979572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/367887059916979572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2007/06/sobre-2-em-1.html' title='Sobre 2 em 1'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-115041862728239025</id><published>2006-06-15T17:42:00.000-07:00</published><updated>2006-06-15T17:43:47.293-07:00</updated><title type='text'>Viver a vida - não lutar contra ela</title><content type='html'>Atitudes drásticas, súbitas e radicais, movidas pela dor, impulso, desespero e sofrimento podem trazer uma vasta gama de sensações. Inicialmente o conforto, o prazer, sensação de prazer interno, de vitória, de autodefesa, de bem estar podem ocorrer, pois estamos reagindo contra o sofrimento e mostrando ao mundo que estamos fazendo isso.&lt;br /&gt;Contudo, essas atitudes aumentam a tensão com a vida, numa sensação de luta constante, e o sofrimento volta muito mais forte, mais cedo ou mais tarde, embora de forma diferente. Esse formato diferente nos dá a sensação de termos vencido. Enfrentar um cotidiano doloroso, recheado de situações sofridas que vêm a se encadear no tempo e na mente podem afetar a saúde física sem que percebamos. Descemos, não percebemos, sofremos, adoecemos e morremos aos poucos.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, no fundo, uma voz sempre me disse que a melhor maneira de enfrentar os desafios da vida é exatamente não fazê-lo. Não enfrentá-los, não reagir a eles, não brigar e sim superá-los e fazer deles solução. "Você destrói seus inimigos ao fazer deles seus amigos, e não brigando e lutando com eles". O tempo ajuda muito. Os amigos também. A família também. Mas VOCÊ é a principal arma. O tempo e a maturidade vão nos prepara na medida em que se enfrenta mentalmente os problemas pessoais.&lt;br /&gt;Ao tomar uma atitude de rebeldia radical, estamos tentando "destruir" a nós mesmos, e não nos tornando nosso próprios amigos. A vida me mostrou tudo isso, e agradeço a deus por ter me feito enxergar tudo isso com clareza. Se as coisas lhe incomodam, se apegue inicialmente ao que lhe dá prazer. Depois perceberá que a situação está tomando outro contorno. Mas não fuja. Ao renegar a pessoa somos, estamos fugindo. E pelo que me consta, fugir não faz de seus inimigos amigos e inclusive nem os destrói! Fugir do desafio nunca o fará deixar de existir. Ele muda, é verdade, dando a falsa sensação de vitória. Mas a essência dele continua lá.&lt;br /&gt;Infelizmente nem sempre consigo colocar essas lições em prática, mas elas estão ai. Porque não enfrentarmos os problemas de frente? Podemos não perceber, mas a vida sempre nos dá belas oportunidades de vencê-los. Sempre com humildade. Lembre-se que você não pode resolver seu problema do jeito que você QUER, mas sim do jeito que você PRECISA. E, ao contrario do que muitas vezes pensamos, só a vida - e Deus - sabem o que precisamos. Portanto, VIVA A VIDA, e NÃO LUTE CONTRA ELA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-115041862728239025?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/115041862728239025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=115041862728239025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/115041862728239025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/115041862728239025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2006/06/viver-vida-no-lutar-contra-ela.html' title='Viver a vida - não lutar contra ela'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-114850002212154281</id><published>2006-05-24T12:45:00.000-07:00</published><updated>2006-05-24T13:32:00.576-07:00</updated><title type='text'>carta a quem se ama</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Considero este texto um exemplo de como situações de angústia e sofrimento podem consistir em portas para uma percepção inusitada - e positiva - da realidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CARTA A QUEM SE AMA (Novembro de 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu vontade de escrever pra você. Assim, de repente. Estava estudando para uma prova de segunda chamada, quando fui ao banheiro beber água e lavar o rosto, e assim me olhei no espelho. Apaguei as luzes e fui para a rede da varanda de casa. Observando as arvores, as estrelas, o céu, os carros, as luzes, pensei em todos os fatos marcantes da minha vida, as pessoas que deles participaram, os lugares por qual passei, quem eu era (ou achava que era), quem eu queria ser, o que queriam que eu fosse e o que tinha me tornado. Chorei, chorei muito. Chorei por sofrer sem saber quando, como nem porquê. Chorei por saber porque sofria, e mesmo sabendo as causas do meu sofrimento, ele só fazia crescer, para por vezes sumir de repente. Olhei a lua e rememorei, num insight, toda a historia que conhecia da humanidade, seu sofrimento, medos, aflições, derrotas, vitórias, divisões que originavam todo o pesar humano. E chorei mais. Eu - que por vezes me sinto tão feliz, confiante na força da alma, na vida, no mundo, na bondade e no meu potencial e no potencial de quem me rodeia, me ama, me estima, ou simplesmente lembra de mim na hora de dormir - me senti pequeno. Muito pequeno. Impotente, sem ação, sem respostas, sem forças e sem amor diante de toda grandeza dinâmica que é a relação do homem com o universo; tão grande que me impede de abraça-la. Chorei mais, pensei nas pessoas que me amavam, novamente, e pensei que todo amor é pleno e que nós mesmos o impedimos de se expressar em toda sua plenitude devido a questões e conflitos a priori extremamente insignificantes. Da mãe amorosa ao conhecido que encontramos casualmente no ponto de ônibus, ao até mesmo a quem consideramos inimigos, tudo e todos são uma questão de contexto, um contexto por nós induzido a nos fazer sofrer devido a nossa neurose coletiva atemporal inconsciente. Estou tão seguro do meu estar no mundo, afetivo, familiar, das amizades fortes ou fracas, que me sinto confuso. Muito confuso. E triste. Triste principalmente porque vejo em essência que o infinito amor humano (leia-se todos os “tipos” de amor) é por nós mesmos impedido de se expressar, e não temos a menor idéia de como, quando e porque fazemos isso, e de como nossos ancestrais, de toda a história, fizeram isso. Deitei na minha cama (um colchão no chão da sala, porque preciso dormir sozinho e cismei de dormir sem ventilador). Coloquei minha cabeça no travesseiro. Eram 10:36 da noite, e me veio um novo insight que me fez estremecer da cabeça aos pés. Uma confusa e sofrida onda de paz me invadiu e, quase em êxtase senti a verdadeira existência do amor divino: o amor universal. O amor humano. Os mesmos tipos de amor, a mesma energia cósmica, bilhões de vezes infinitas em cada coração humano. E nesse momento (muito curto), pude sentir a plenitude desse amor, embora agora, quando estou escrevendo, não tenha muita idéia do que quero dizer. Chorei mais ainda, pensei como seria bom que todos se amassem plenamente o tempo todo, mas pensei também que nossa vida sofrida (embora as vezes não acreditemos nem reconheçamos nosso sentimento) contraditoriamente nos conduz com a evolução universal para esse amor pleno. O sofrimento profundo, o “metasofrimento” interior me trouxe uma horrível paz, que ao mesmo tempo que me encheu de alegria e amor, me apavorou ao me colocar em contato com a dura realidade do nosso sofrimento. Ao sair do êxtase, me levantei, acendi a luz, destaquei essa folha, e passei a escrever, e deixei minha mão fluir ao passo que literalmente mil pensamentos me passavam pela cabeça a cada segundo, e mil sentimentos de amor, ódio, piedade, alegria, cansaço, tristeza e paciência passassem pelo coração. E vi novamente que estava sofrendo. Este sofrimento tornou-se luz, a luz virou paz, e a paz me mostrou que por uns breves segundos amei plenamente e igualmente a tudo e a todos, e me mostrou que esse amor pleno é o que me espera um dia, pois as minhas aflições humanas reduziram novamente meu amor às dimensões ridículas que inconscientemente, lhe damos. Voltando ao mundo, olhei novamente a lua, as luzes, os carros, as arvores, e fiquei tranqüilo e feliz, ao saber que, se fui capaz de te amar plenamente durante um momento, serei capaz, um dia, de amar sua essência, esteja onde estiver, no tempo que for, com todas as minhas forças, e para sempre. E se esse amor hoje está preso em mim, posso dizer, com lágrimas nos olhos, que te amo. A você que está lendo, agora e sempre. Ontem, hoje e amanhã. De alguma maneira. Te amo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-114850002212154281?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/114850002212154281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=114850002212154281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/114850002212154281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/114850002212154281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2006/05/carta-quem-se-ama_24.html' title='carta a quem se ama'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25755563.post-114463989458473707</id><published>2006-04-09T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-02-16T13:54:49.550-08:00</updated><title type='text'>Verde giz</title><content type='html'>Vejo tua matriz&lt;br /&gt;a fonte, amor ternal&lt;br /&gt;Raiz, meza e giz&lt;br /&gt;na cúpula da catedral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro vitrais a iluminam&lt;br /&gt;de fora o azul celeste a engrandece&lt;br /&gt;Em órbita, cometas se destinam&lt;br /&gt;ao súbito sentido da prece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó natureza incontestável&lt;br /&gt;Uni-vos sob o veu da semelhança&lt;br /&gt;e a certeza sob o ceu estrelado&lt;br /&gt;dá a razão por sob a música branda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25755563-114463989458473707?l=juramentodigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juramentodigital.blogspot.com/feeds/114463989458473707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25755563&amp;postID=114463989458473707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/114463989458473707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25755563/posts/default/114463989458473707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juramentodigital.blogspot.com/2006/04/verde-giz.html' title='Verde giz'/><author><name>Thiago Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09739105923382044328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
